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Tempo e Espaço

Concluído o Ano Litúrgico, celebrado o encerramento do Ano da Fé, temos agora uma semana intermediária. Até que comece a nova contagem, a partir do primeiro domingo do Advento, que por sinal neste ano cai no dia primeiro de dezembro.

Com tantas contas feitas, para contabilizar bem o que aconteceu ao longo do Ano da Fé, e durante o Ano Litúrgico, esta semana parece estar pedindo uma trégua nos cálculos. Se o autor da primeira página da Bíblia, que imaginou a criação do mundo no espaço de uma semana, quisesse repetir a dose, poderia aproveitar esta semana. E poderia compor a semana com no mínimo dois dias para o descanso, como os sindicatos já estão propondo!

Mas enquanto ainda estamos na semana antiga, e não temos nenhum indício de que Deus estaria disposto a repetir a dose, criando um novo universo, antes disto temos nós a obrigação de medir melhor o tamanho de sua primeira criação.

É o que o grande telescópio Hubble, lançado ao espaço para de lá ir fotografando o universo, nos permite fazer. Antes dos satélites espaciais, os astrônomos procuravam o alto das montanhas para esquadrinharem o universo, que já os impressionava com sua grandeza.

Agora, com a nitidez do potente telescópio, os astrônomos ficaram simplesmente estarrecidos, constatando o tamanho e as distâncias de milhões de anos-luz, das novas galáxias que vão descobrindo, neste universo de que ainda não se sabe se tem limites, ou continua indefinidamente pelos espaços siderais. Decifrando as imagens captadas com extrema nitidez pelo grande telescópio espacial, os astrônomos se permitem fornecer-nos algumas informações sobre este espaço fabuloso, que Deus teve o cuidado de guarnecer com bilhões de galáxias, distantes de nós milhões de anos-luz.

Dentro da semana de repouso em que nos encontramos, depois de tantos cenários de final que celebramos neste mês de novembro, sentimos a necessidade de exclamar como o salmista: “que é o homem para dele assim vos lembrardes? Pouco abaixo de Deus o fizestes, e submetestes a ele toda a criação”.

Antes de pedir que Deus crie outro universo, vamos parabenizá-lo pelo primeiro, que já está de bom tamanho para a nossa insignificante pequenez!

Dom Demétrio Valentini, Bispo de Jales

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