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Natal do Senhor: Deus visita a humanidade – Deus Se abrevia!

Aproxima-se a festa da maior visita que a humanidade recebeu: a visita do Filho de Deus. Segundo S. Francisco de Assis, Natal é a “Festa das festas” porque Deus se irmanou com a humanidade, através de nossa Senhora, que ‘tornou nosso irmão o Senhor da Majestade’. Isto aconteceu porque Deus é amor e ama profundamente a humanidade. A humanidade é a paixão de Deus. Deus é apaixonado por nós! Ao fazer-Se gente, pessoa humana, nascendo como criança, escolhendo ter um pai e uma mãe, Deus revelou que é apaixonado pela humanidade: ‘Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna’ (Jo 3,16).

Nós somos queridos por Deus! O nascimento do Senhor revela a grandeza e a dignidade de cada pessoa humana, criada à imagem e semelhança do Criador. Se Deus se fez humanidade é porque a humanidade – cada pessoa – tem inestimável valor. Na humanidade de Jesus revela-se o mistério de nossa humanidade. Ele veio anunciar e revelar nossa identidade de filhos e filhas de Deus.

O nascimento de Jesus aproximou o céu e a terra. Deus fez morada entre nós. Por isso Jesus disse: ‘o Reino de Deus está entre vós’. Deus desceu à nossa morada. É Deus-conosco, Emanuel. Ele saiu para chegar até nós e transformar a alegria de Deus em alegria nossa. O Natal é festa da alegria, da luz, da ceia, da confraternização.

Deus vem e, com a sua visita, faz-Se nosso Caminho. Agora é nossa vez de responder, visitando e anunciando a alegria de Deus. O Natal nos lembra que somos Igreja em saída, missionária, a exemplo do Missionário Jesus, o Enviado do Pai.

Quando nos reunimos em Seu nome, Ele nasce em nosso meio; nasce sempre de novo na Eucaristia; nasce quando a Sua Palavra se faz carne em nossa vida; nasce nas relações de solidariedade, fraternidade, compaixão, misericórdia, perdão. O Natal do Senhor pede acolhimento. Cuidemos do Menino Jesus; que Ele cresça; que a paixão de Deus seja nossa paixão.

O Verbo abreviou-se. O próprio Filho é a Palavra, é o Logos: a Palavra eterna fez-Se pequena; tão pequena que cabe numa manjedoura. Fez-Se criança, para que a Palavra possa ser compreendida por nós. Desde então a Palavra já não é apenas audível, não possui somente uma voz; agora a Palavra tem um rosto, que por isso mesmo podemos ver: Jesus de Nazaré” (VD 12, Papa Bento XVI).

Quero, finalizando, recordar que Natal sem Missa não é Natal. O Natal requer Santa Missa. O Presbítero celebra o Natal, o nascimento de Jesus na Sagrada Eucaristia! De fato, em cada Santa Missa Ele vem a nós em aparência humilde; diariamente Ele desce do seio do Pai sobre o Altar nas mãos do sacerdote. A Igreja agradece o dom da vida Sacerdotal. Eu agradeço aos Presbíteros todo o esforço em celebrar com atenção, dedicação e entrega o Natal do Menino Jesus na Santa Missa. O Menino de Belém saberá dar-lhes o cêntuplo.

Feliz Natal a você e sua Família. Bênçãos para 2020.

Por Dom João Inácio Müller, Arcebispo Metropolitano de Campinas SP.

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