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Nas veredas de uma cuidadora

Às vésperas do Encontro de Preparação para a Campanha da Fraternidade 2020, promovido pelo Regional Sul 1 da CNBB, entre os dias 08 a 10 de novembro, em Itaici, Indaiatuba (SP), o Padre Antonio Carlos Frizzo, assessor estadual da Campanha da Fraternidade, escreveu uma breve reflexão em torno do tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso’, que remete à figura de Irmã Dulce, canonizada no mês de outubro.

“A Campanha da Fraternidade de 2020 apresenta um significativo desafio que devemos responder: como amar com gestos de cuidar? Somos capazes de manifestar carinho, docilidade tendo mais o coração em nossas mãos? Em outras palavras, não se cuida do sofrido à distância, na intenção, na mera especulação, no mundo da ideias. Vale recorrer à métrica proposta pelo evangelho: “viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34)”, escreve Padre Antonio Carlos Frizzo, assessor estadual da Campanha da Fraternidade do Regional Sul 1 da CNBB, ao comentar a Campanha da Fraternidade – 2020, cujo tema é  “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34),

Eis o artigo. 

A Campanha da Fraternidade de 2020 apresenta um significativo desafio que devemos responder: como amar com gestos de cuidar? Somos capazes de manifestar carinho, docilidade tendo mais o coração em nossas mãos? Em outras palavras, não se cuida do sofrido à distância, na intenção, na mera especulação, no mundo da ideias. Vale recorrer à métrica proposta pelo evangelho: “viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34).

Uma, entre tantos exemplos na igreja do Brasil, de alguém capaz de amar com o coração nas mãos foi “O anjo bom da Bahia”, como era chamada pelos moradores da cidade de São Salvador, Bahia, Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce. Por sua vida marcada pelo cuidado com os pobres, Irmã Dulce éfonte inspiradora, testemunha autêntica de alguém que via, se compadecia e cuidava dos que se encontravam na beira da estrada.

Nascida na cidade de São Salvador, no dia 26 de maio de 1914, Irmã Dulce cresceu, viveu e organizou suas obras sociais na mesma cidade onde faleceu em 13 de março no ano de 1992, com a idade de 77 anos. Conhecia profundamente a vida sofrida dos baianos. Dizia com certa frequência, quando alguém a questionava o valor de suas obras assistenciais: “o importante é fazer caridade, não falar de caridade. Compreender o trabalho em favor dos necessitados, como missão escolhida por Deus”.

Caetano Passarelli, historiador, professor, biógrafo e consultor para a causa dos santos, afirma em seu livro Irmã Dulce: o anjo bom da Bahia, “tudo que conseguia era somente para os pobres e nem ao menos um centavo conservava para si mesma, seja para qualquer coisa de que necessitasse: afinal, fizera o voto de pobreza”.O coração da cuidadoraé repleto de ternura, um coração sofrido e, por isso mesmo, indignado quando  percebe que o sofrimento do outro, da outra poderia facilmente ser evitado (TB 138).

Padre Antonio Carlos Frizzo, assessor estadual da Campanha da Fraternidade

 

 

 

 

 

 

 

 

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