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Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade

Queridos irmãos e irmãs que acessam o site diocesano, graça e paz a todos vós!

O Concílio Vaticano II afirmou a plena incorporação dos fiéis leigos à Igreja e ao seu mistério. Segundo a Constituição Dogmática Lumen gentium, a Igreja nos afirma: “pelo nome de leigos aqui são compreendidos todos os cristãos, exceto os membros de ordem sacra e do estado religioso aprovado pela Igreja. Estes fiéis foram incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos povo de Deus e, a seu modo, feitos partícipes do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo, pelo que exercem sua parte na missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo” (LG n.31).

Com esta definição, fica claro que o leigo é Igreja, não apenas pertence à Igreja, assim como “somos um só corpo em Cristo, e, cada um de nós, membros uns dos outros” (Rm 12,5). A dignidade dos membros e a graça da filiação são comuns a todos.

E todos são chamados à santidade, acolhendo e testemunhando o amor de Deus Pai, manifestado em Cristo e derramado em nós pelo Espírito Santo.

O leigo, sujeito na Igreja e no mundo, é o cristão maduro na fé, que fez o encontro pessoal com Jesus Cristo e se dispôs a segui-lo com todas as consequências dessa escolha; é o cristão que adere ao projeto do Mestre e busca identificar-se sempre mais com sua pessoa; é o cristão que se coloca na escuta do Espírito, que o envia à edificação da comunidade e à transformação do mundo na direção do Reino de Deus.

O sujeito cristão se realiza como pessoa dentro da comunidade cristã. Por outro lado, é sempre oportuno lembrar que os cristãos são também cidadãos e, como tais, juntos com as pessoas de boa vontade, devem assumir ativamente esta cidadania em toda a sua amplitude.

Assim sendo, eclesialidade e cidadania não podem ser vistas de maneira separada..

O cristão, permanecendo Igreja, constrói cidadania no mundo, ou seja, assume sua missão sem limites e fronteiras, através de sua presença nas macro e micro estruturas que compõem o conjunto da sociedade. Afinal, a Igreja existe unicamente para servir como Jesus Cristo serviu. “É a pessoa humana que deve ser salva. É a sociedade humana que deve ser renovada” (GS,n.3).

Saudação carinhosa a todos os cristãos leigos e leigas, atuantes na Igreja e na Sociedade. Deus os abençoe e os recompense por sua dedicação em nossa Diocese.

Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, Bispo Diocesano de Itapetininga

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