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2015

Iniciamos novo ano. 2015 será um ano rico para nossa vida eclesial. Celebramos 50 anos do encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II

Iniciamos novo ano. 2015 será um ano rico para nossa vida eclesial. Celebramos 50 anos do encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II, que foi “um Concilio concentrado sobre o mistério de Cristo e da sua Igreja e simultaneamente aberto ao mundo” (João Paulo II, TMA, 18). Mais adiante, São João Paulo II, sintetizou o resultado da realização do Concílio, dizendo: “Na Assembleia conciliar, a Igreja, para ser plenamente fiel ao seu Mestre, interrogou-se sobre a própria identidade, redescobrindo a profundidade do seu mistério de Corpo e Esposa de Cristo. Pondo-se docilmente à escuta da Palavra de Deus, reafirmou a vocação universal à santidade; proveu à reforma da liturgia, ‘fonte e cume’ da sua vida; deu impulso ao renovamento de tantos aspectos da sua existência quer a nível universal quer nas Igrejas locais; comprometeu-se na promoção das várias vocações cristãs, desde a dos leigos à dos religiosos, desde o ministério dos diáconos ao dos sacerdotes e dos Bispos; redescobriu, em particular, a colegialidade episcopal, expressão privilegiada do serviço pastoral desempenhado pelos Bispos em comunhão com o Sucessor de Pedro. Na base desta profunda renovação, o Concílio abriu-se aos cristãos de outras Confissões, aos crentes de outras religiões, a todos os homens do nosso tempo. Em nenhum outro Concílio, se falou tão claramente da unidade dos cristãos, do diálogo com as religiões não cristãs, do significado específico da Antiga Aliança e de Israel, da dignidade da consciência pessoal, do princípio da liberdade religiosa, das diversas tradições culturais no seio das quais a Igreja realiza o próprio mandato missionário, dos meios de comunicação social” (idem, 19).

O Papa Bento XVI, na sua primeira mensagem aos Cardeais eleitores, no dia 20.04.2005, disse: “Com o passar dos anos, os Documentos conciliares não perderam atualidade; ao contrário, os seus ensinamentos revelam-se particularmente pertinentes em relação às novas situações da Igreja e da atual sociedade globalizada”.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua Mensagem sobre a celebração do 50º aniversário do Concílio, afirmou: “Os frutos desse Concílio manifestam-se nos mais diversos âmbitos da vida eclesial: na compreensão da Igreja como povo de Deus, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo; na abertura aos desafios do mundo atual, partilhando suas alegrias, tristezas e esperanças; na colegialidade dos Bispos; na renovação da liturgia; no conhecimento e na acolhida da Palavra de Deus; no dinamismo missionário e ministerial das comunidades; no diálogo ecumênico e inter-religioso…”.

Neste ano, nossa Arquidiocese avança e conclui o processo da 14ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, que “tem por missão apresentar as grandes linhas orientadoras para a caminhada eclesial e missionária da Arquidiocese de Ribeirão Preto” (Instrumento de Convocação). Dentro deste processo, haverá, no mês de maio, um tempo especial mariano: a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida a nossa Igreja Particular; ela percorrera as dez foranias, visitando, especialmente, as periferias territoriais e existenciais. Será um momento forte de evangelização sob a proteção de Maria, “a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários” (DAp, 269).

Com a Igreja no Brasil, vivemos o Ano da Paz, que deseja abrir fendas na onda de violência que se manifesta na morte de tantas pessoas, nos lares em conflitos, na corrupção, na agressividade do trânsito, na impossibilidade de diálogo nas diferenças, até mesmo religiosas. Temos presente a pergunta do Papa Francisco, na Vigília de oração pela paz, 07.09.2013: “É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Sim, é possível para todos!” (cf. Carta do Secretário Geral da CNBB ao Episcopado, 21.11.2014).

Com toda a Igreja, vivemos o Ano da Vida Religiosa Consagrada. Neste ano, o Papa Francisco convida os consagrados e as consagradas a olhar com gratidão o passado, a viver com paixão o presente e abraçar com esperança o futuro; são os três grandes objetivos do Ano da Vida Religiosa Consagrada (cf. Carta Apostólica do Papa Francisco às pessoas consagradas para proclamação do Ano da Vida Consagrada, 21.11.2014).

Quanta riqueza eclesial e espiritual neste ano de 2015! Deus seja louvado! Não desperdicemos esta riqueza.

Dom Moacir Silva, Arcebispo Metropolitano e vice-presidente do Regional Sul 1 da CNBB

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