Destaques Especial

Vocação à Vida Religiosa e Consagrada

No mês de agosto a Igreja celebra e agradece a Deus por todas as vocações. A terceira semana deste período é dedicada a vocação à Vida Religiosa e Consagrada e pela primeira vez será realizada a Semana Nacional da Vida Consagrada, entre os dias 16 a 22 de agosto.

​Toda vocação nasce da iniciativa de Deus, que olha para a pessoa e lhe chama a uma grande missão, mas esse olhar não é de qualquer jeito, é um olhar amoroso, único e especial para cada pessoa; como diz o profeta Isaías (42,4) És precioso/a a meus olhos …eu te amo.

​Assim cada ser é chamado e consagrado por Deus para assumir o seu jeito de amar, seguindo os passos de Seu filho Jesus Cristo, que viveu inteiramente na disponibilidade de fazer a vontade do Pai, doando-se livre e totalmente até a morte e morte de Cruz para resgatar, salvar e dignificar a humanidade.

​A Vocação à Vida Religiosa e Consagrada implica renunciar o que não condiz com a graça do reino de Deus, e para fortalecer essa opção, o consagrado(a) professa os conselhos evangélicos, fazendo os votos de castidade, pobreza e obediência.

​Castidade implica buscar a pureza dos sentimentos e da mente, para alcançar um coração indiviso (1Cor 7,32) e entregar-se livremente e sem reservas à causa do reino de Deus. A cada dia é preciso trabalhar o coração, o ser interior, e travar uma luta espiritual contra o que atrapalha o seguimento radical do Cristo. Libertar-se do egoísmo, da indiferença, do desejo de poder, é condição para a abertura total à capacidade de amar como Deus ama, na gratuidade.

​ É preciso purificar o olhar, o pensar, o sentir, vencer–se a si mesmo e desejar unicamente o Espírito do Senhor. E como Francisco e Clara de Assis e outros tantos santos e santas, cuidar para orar sempre de coração puro, com liberdade interior para uma experiência profunda com Deus Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo. “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mt 5,8)

​Pobreza para desprender e despojar de tudo para viver na liberdade o chamado. A renúncia do consagrado(a) não se refere apenas ao que é material, mas também aos pensamentos, às intenções, os preconceitos, os olhares, a escuta de tudo o que é mundano, para assumir no cotidiano, o olhar, o pensar e o jeito de amar de Jesus Cristo, o Senhor. Como disse o Papa Francisco em sua Homilia para os consagrados “A pessoa consagrada é alguém que, ao olhar-se cada dia, diz: Tudo é dom, tudo é graça”.

Então pelo voto de pobreza, o consagrado(a) vive sem ter nada de próprio, e com consciência de que tudo o que utiliza está sob seu cuidado para realizar o trabalho da missão, o qual lhe foi confiado.

​Obediência, não é apenas cumprir o mandato de alguém ou uma ordem. O significado autêntico de obediência tem sua origem no Evangelho e no Seguimento de Jesus Cristo pela fé, esperança e caridade, enquanto acolhimento e resposta ao Evangelho, como forma de vida.

​Para Francisco e Clara de Assis a existência sintetiza-se na obediência, isto é, na disponibilidade para ser governado e dirigido pela ação de Deus em Cristo, e por seu Espírito, que tudo abrange e em tudo age. Jesus Cristo é por excelência o exemplo de obediência, pois entregou sua vida em obediência ao projeto do Pai.

​Portanto, os votos próprios da vida consagrada se inserem na radicalidade evangélica que atrai quem é chamado e decide viver este estado de vida, e tendo o exemplo do Senhor, obedece a Igreja e as regras do Instituto. Renúncia por amor a Deus a própria vontade, e abre espaço para a graça de Deus capacitá-lo e torná-lo fecundo em sua vida e missão.

​Quem é vocacionado à vida religiosa e consagrada, ainda tem a sublime inspiração vinda da Bem Aventurada Virgem Maria. Pois acolheu o chamado para ser a mãe do Salvador, acreditou, abriu-se inteiramente à graça, e pôs-se em obediência como serva de Deus, “Faça–se em mim, segundo a tua vontade” (Lc 1,38).

​Gratidão a todas as pessoas que vivem a vocação à vida religiosa e consagrada, testemunhando Jesus Cristo em tempos tão desafiadores. Um agradecimento especial aos consagrados e consagradas que nesta pandemia doaram suas vidas ao cuidado dos que foram acometidos pela COVID-19, e continuam na linha de frente de combate a esta pandemia.

E nesta data festiva para a Vida Religiosa e Consagrada, quando a Igreja louva a Deus por este belo testemunho, e celebra a Solenidade da Assunção da Mãe do Senhor aos céus, que os consagrados(as) renovem a disponibilidade em colocarem suas vidas a serviço do Reino. Paz e bem!

Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB do Regional Sul 1

Palavra do Presidente

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