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Projeto Missionário: Religiosas se despedem de Tabatinga, na Amazônia

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Religiosas são saudadas por crianças indígenas antes de despedirem-se da comunidade

Durante esses três anos de missão na Amazônia as irmãs, além dos trabalhos pastorais, contribuíram no campo social , para uma melhor qualidade de vida na área da educação, saúde, demarcação de suas terras, e preservação de sua cultura e de sua identidade.

A comunidade religiosa Intercongregacional de Vendaval, em Tabatinga, diocese do Alto do Solimões (AM), viveu dias de despedidas. Após três anos de doação a irmã Luiza Ferreira da Silva, da Congregação Sagrada Família de Bordeaux e a irmã Izabel Patuzzo, da Congregação Missionárias da Imaculada, deixam aquela missão entre os povos indígenas.

O trabalho desenvolvido fez parte do Projeto Missionário entre os Regionais Sul 1 e Norte 1 da CNBB, criado pelos bispos do estado de São Paulo, para colaborar com as Igrejas na Amazônia. A Conferência dos Religiosos/as do Brasil (CRB), do estado de São Paulo, apoia e incentiva a iniciativa.

O projeto foi idealizado inicialmente com a participação de três congregações religiosas: Irmãs Dominicanas de São José (irmã Julia Maria Peccim), Congregação Sagrada Família de Bordeaux (irmã Luiza Ferreira da Silva), Congregação Missionárias da Imaculada (irmã Izabel Patuzzo). Atualmente, somente irmãs Luiza e Izabel atuavam no projeto.

Irmã Luiza manifesta a sua gratidão pela oportunidade de viver essa missão. “Chegou a hora de dizer adeus. Porém antes tenho que agradecer a Deus pela vida, às minhas irmãs da Sagrada Família pela possibilidade de participar do projeto Intercongregacional, à diocese do Alto Solimões por nos acolher, aos freis Capuchinhos da paróquia de Belém dos Solimões por ser nossos parceiros, à irmã Izabel por ser minha irmã e companheira de comunidade e principalmente agradecer aos irmãos de Vendaval com os quais durante esses quase três anos, aprendi a viver e conviver como uma família”. A missionária manifesta alegria pelo aprendizado. “Partirei sim com uma bagagem cheia de conhecimentos e experiências e com o coração dividido, porém cheio de alegrias. Obrigada comunidade indígena de Vendaval! Sentirei muitas saudades!”, testemunhou irmã Luiza.

Na Amazônia as irmãs enriqueceram a vida da comunidade com alguns projetos sociais e implantação de novas pastorais, tais como: Pastoral da Criança, Pastoral do Dízimo e Catequese de Adultos.

Na área social, conseguiram oferecer cursos de violão, de corte e costura e artesanato da cultura local, além de orientação nas pequenas roças. O mais importante foi a relação construída com o povo no dia a dia, onde visitaram as famílias, participaram de suas lutas por uma melhor qualidade de vida na área da educação, saúde, demarcação de suas terras, preservação dos lagos e igarapés.

Um apelo às Congregações Religiosas

Com o objetivo de dar continuidade ao projeto, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), por meio da Regional São Paulo, faz um apelo às congregações religiosas femininas para assumirem aquela comunidade em Tabatinga (AM).

De acordo com o padre Pedro Rubens Cabral, “a CRB-SP está aguardando o nome de duas ou três irmãs para substituírem as missionárias naquela comunidade. Temos duas irmãs preparadas para reiniciar a comunidade em abril, mas precisamos de mais uma, porque a missão requer três religiosas”, explica o padre Pedro e reforça o apelo: “precisamos de religiosas para assumirem a comunidade”.

Como surgiu o Projeto Missionário –  Em de 1994 nasce o Projeto da CNBB Sul 1 (São Paulo) , Norte 1 (Amazonas e Roraima). Na Assembleia Geral em Itaici, os Bispos do Estado de São Paulo, através do presidente na época, Dom Eduardo Koaik, decidiram elaborar um projeto de comunhão e de colaboração com as igrejas na Amazônia. A Conferência dos Religiosos/as do Estado de São Paulo de Paulo aderiu ao Projeto. A partir daí se constituiu a primeira comunidade inter-congregacional que partiu para Manaquiri, interior da Arquidiocese de Manaus.  Desde então, foram enviados missionários/as de São Paulo que doam, pelo menos, três anos de sua vida para a missão na Igreja da Amazônia.

Em conversa com a equipe do site do Regional Sul 1, irmã Luiza conversou e contou um pouco dessa sua experiência missionária. Ouça:

 

 

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