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Pastoral Operária divulga mensagem para marcar o Dia Internacional do Trabalhador

MENSAGEM 1º DE MAIO 2014 – PASTORAL OPERÁRIA

Lembrai-vos de que o salário, do qual privastes os trabalhadores
que ceifaram os vossos campos, clama e o gritos dos ceifeiros
chegaram aos ouvidos do Senhor dos exércitos. (Tiago 5,4).

Mais um 1º de maio chegou e ainda temos muita luta para fazer antes de festejar.   A vida da classe trabalhadora ainda é sofrida, embora no passado tenhamos tido muitas conquistas em decorrência de nossas lutas. Essa luta continua, exemplo disso são os atos que a juventude trabalhadora vem realizando desde os meados do ano passado, isso é a maior prova de que a situação da classe trabalhadora continua precária. Essas juventudes pediram e pedem mudanças e mudanças profundas. Os “rolezinhos” nos shoppings querem atacar e romper com o apartheid social no Brasil. Por isso tanta gritaria da elite brasileira.

Temos que ter uma visão profunda sobre o que está acontecendo no nosso país, depois julgar com um olhar crítico a agir no coletivo com muita força e garra para concretizar as mudanças. Abaixo apresentamos alguns dados alarmantes:

-A taxa de famílias endividadas já chega a 62,5% da população. Se pensarmos na dívida pública a taxa de juros é uma das mais altas do mundo.

-O trabalhador paga impostos e estes servem para serem distribuídas aos ricos. Os valores que comprovam isso são R$ 720 bilhões para pagamento de juros da dívida (fonte: Jubileu Sul Brasil), R$ 415 bilhões de sonegação de impostos (pelos grandes empresários) (fonte: site: Sonegômetro) e R$ 69 bilhões pela corrupção (fonte: FIESP).

-O salário mínimo chega ao valor de R$ 724,00, bem abaixo dos R$ 2.729,24 propostos pelo Dieese.

-O dinheiro pago pelos/as trabalhadores/as ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) hoje financia o BNDES (banco que financia as grandes empresas) este recurso poderia ser utilizado para reduzir os custos com o transporte coletivo.

-Os/as aposentados/as continuam sendo tratados/as como trabalhadores/as de segunda categoria.

– Com as isenções do governo no pagamento do INSS às multinacionais e outras empresas implementadas pelo governo para redução dos custos trabalhistas, fez com que a previdência chegasse a um déficit de R$ 50 bilhões (fonte: INSS), sendo que 73% dos/as trabalhadores/as estão contribuindo (recorde histórico). Para resolver o problema em vez de cobrar a sonegação fiscal das empresas (que em 2005 já alcançava a cifra de R$ 200 bilhões), querem reduzir o pagamento dos/as trabalhadores/as afastados/as temporariamente para tratamento de saúde, isto num país que bate todos os recordes de acidentes de trabalho. Os dados de acidente de trabalho são assustadores, em 2012 foram 2.884 mortes por acidente de trabalho no Brasil. Um exemplo emblemático é a Copa do Mundo. Para construir os estádios com prazo mais curto e maior lucro (evitando licitações), estes foram construídos a toque de caixa, deixando a questão segurança do(a) trabalhador(a) em segundo plano resultando em cinco mortes no ano de 2013 que poderiam ter sido evitadas.

Como percebemos a realidade da classe trabalhadora no Brasil e no Mundo está ficando cada vez mais difícil, baixos salários, precariedade no local de trabalho, assédio moral, trabalho escravo, exploração, perdas trabalhistas e tantas outros abusos. Mas sabemos que temos que continuar na luta e lembrar não estamos só, pois o DEUS DA VIDA e o CRISTO OPERÁRIO, REVOLUCIONÁRIO E TRANSFORMADOR estão conosco. Estão impulsionando seu povo a ir para a terra prometida e fazer novas todas as coisas. Por isso precisamos mais do que nunca ter consciência dessa realidade e a partir disso buscar ações conjuntas em busca dos nossos direitos. Trabalhadoras e trabalhadores, não desanimem e vamos lutar contra essa opressão!

Que abracemos a certeza da esperança, (Cf. Hb 6,11) Que já nos lança, nessa marcha em comunhão. Pra novo céu e nova terra da aliança, (Cf. Ap 21,1) De liberdade e vida plena para o irmão… (Cf. Jo 10,10).  Canto final (Hino da CF)

Gesto Concreto: Em protesto à esses trabalhadores mortos, a Pastoral Operária Nacional sugere que no dia 1º de maio e durante a Copa do Mundo, usemos tarjas pretas no braço, em sinal de luto pela morte destes trabalhadores pais de famílias.

 

Palavra do Presidente

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