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Pastoral Carcerária realiza diversas ações de formação para agentes

Mogi Guaçu

Para garantir melhor formação do trabalho e atuação dos agentes diversas ações foram promovidas pela Pastoral Carcerária do estado de São Paulo (CNBB Regional Sul 1). Dentre as ações estiveram noite de reflexão  sobre o sistema prisional, na diocese de Taubaté; encontros de formação nas dioceses de Campo Limpo, São João da Boa Vista e a arquidiocese de Campinas.

O objetivo é marcar a Missão da Pastoral Carcerária junto aos irmãos encarcerados.

Durante essas formações, todos os agentes foram orientados de como se deve atender os presos, egressos e familiares, entre outros temas centrais do trabalho Evangelizador no Cárcere.

Confira algumas das ações realizadas:

Noite de Reflexão sobre o irmão preso – Na noite do dia 01 de julho, no Centro Pastoral Santa Terezinha a Pastoral Carcerária da Diocese de Taubaté, como já é tradição, realizou a “Noite de Reflexão sobre o irmão preso”.

Coral das crianças

Os principais temas do encontro foram: 25 anos do Massacre do Carandiru e Informações Gerais do Sistema Prisional.

Esse momento foi iniciado pelo do coral Beata Albertina composto por crianças da paróquia Menino Jesus de Caçapava que cantaram músicas católicas e algumas canções tradicionais relacionadas a Pastoral Carcerária como: “Jesus, em Liberta”.

A seguir, Padre Gabriel Henrique de Castro, assessor da Pastoral Carcerária da Diocese de Taubaté, e contou com a participação dos diretores do CDP de Taubaté e da P2 masculina de Tremembé, membros do Conselho de Comunidade (Comarca de Taubaté), membros da Aldeias de Vida, integrantes do Movimento Mãe Rainha e demais participantes que vieram prestigiar conosco este momento. Padre Gabriel saudou todos os participantes agradecendo a disponibilidade e presença. No geral haviam cerca de 80 participantes.

Como já colocado, este momento já é realizado todo ano pela Pastoral Carcerária da Diocese de Taubaté  e este ano foi assessorado pelo Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária do Estado de São Paulo/CNBB-SUL1: Deyvid T. Livrini Luiz. O Coordenador após saudar os participantes e autoridades presentes fez uma breve exposição sobre os 25 anos do Massacre do Carandiru lembrando que os massacres se repetem diariamente em nossas periferias, em nossos presídios, atingindo, como a Pastoral Carcerária em alertando a muitos anos, a população mais pobre e excluída da sociedade. Deyvid lembrou que o ocorrido no Carandiru foi uma resposta policial a uma rebelião, que vitimou 111 presos da Casa de Detenção do Carandiru, na capital paulista, em outubro de 1992. O episódio repercutiu até fora do Brasil devido à quantidade de mortos e também à forma como os presos foram abordados pela polícia. 120 policiais militares foram indiciados. Em 2001, o comandante da operação, coronel Ubiratan Guimarães, foi condenado a 632 anos de prisão por 102 das 111 mortes. Ele recorreu da sentença e o Órgão Especial do TJ o absolveu do crime em 2006, mesmo ano em que Ubiratan morreu. Nesse meio tempo em que corria o trâmite do recurso, foi eleito deputado estadual por São Paulo em 2002 e fez parte da bancada da bala. Outros 74 PMs envolvidos no massacre foram condenados em diversos julgamentos feitos entre 2013 e 2014. As penas variavam entre 48 e 624 anos de prisão, mas ninguém foi preso, já que todos recorreram da decisão. Em setembro de 2016, o Tribunal de Justiça de SP anulou os julgamentos de todos os 74 policiais e a Promotoria anunciou que entraria com recurso para manter as condenações. O Carandiru foi desativado em 2002. A encerrar a exposição sobre o tema Deyvid reafirmou a posição da Pastoral Carcerária em todo Brasil na luta por um mundo sem Cárceres.

Em seguida deu informações gerais sobre o sistema Prisional no Brasil e em São Paulo, salientando crescimento da população carcerária em todo o Brasil. Citou alguns dados para reflexão dos participantes:

Atualmente, existem cerca de 300 presos para cada cem mil habitantes no país. População Prisional do Brasil: 657mil presos (2016) – Vagas disponíveis: 356mil. População Prisional de São Paulo: 233.474 (01 de Março de 2017).

A realidade é aterradora: entre 1990 e 2014, segundo dados do Ministério da Justiça, a população carcerária do país aumentou absurdos 575%.

Colocou que no estado de São Paulo, 30% das pessoas privadas de liberdade são presos provisórios, ou seja, sem condenação.  E afirmou que é importante refletir sobre quem está preso:

Disse: “80% da população carcerária paulista é composta por jovens, pobres, negros  ou pardos entre 18 e 29 anos.

Cidadãos com baixíssima ou nenhuma escolaridade, ineficaz capacitação profissional e moradores das periferias das grandes e médias cidades.

Pessoas acusadas, em regra, de crimes contra o patrimônio ou de pequeno comércio de entorpecentes”.

A seguir, houve testemunho de um irmão egresso sobre a importância do trabalho da Pastoral Carcerária dentro das Unidades Prisionais.

Encerrando o encontro, padre Gabriel agradeceu a presença de todos conduzindo a oração Final.

Diocese promove encontro de formação para agentes da Pastoral Carcerária – O evento foi realizado aos novos agentes e formação continuada para agentes atuantes no dia 11 de junho na diocese de Campo Limpo, com cerca de 15 participantes.

Exposição _ Deyvid

O Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária do Estado de São Paulo/CNBB-SUL1: Deyvid T. Livrini Luiz, assessorou o encontro tratando especificamente da Formação de Novos agentes da Pastoral Carcerária.

Deyvid explicou o que é a Pastoral Carcerária, fazendo um breve relato de sua história. Elencou os principais procedimentos que um agente de Pastoral Carcerária deve ter na visita ao Cárcere: como atender os presos, egressos e familiares, como se portar nas visitas, como encaminhar situações que surgem, vestuário, etc.

Como ainda havia tempo hábil, Deyvid fez uma rápida exposição sobre atual situação do Sistema Prisional no país em e em São Paulo. Destacou os principais problemas no Sistema Prisional: Superlotação, Assistência Jurídica ineficaz, falta de trabalho e estudo, má alimentação dos detentos, pouquíssima Assistência Médica, entre outros.

Em seguida, Dra. Ariel de Campos Miron Barnei, Assessora da Coordenação Estadual nas questões de Saúde e da Mulher Presa explicitou um pouco esses trabalhos específicos e se colocou a disposição para formações, orientações e esclarecimentos ligados aos temas.

Para encerrar o encontro, foram dados alguns avisos pela equipe local. O sr. João Apolônio, Coordenador Diocesano conduziu a oração final agradecendo a presença de todos.

Na Diocese de São João da Boa Vista – A Pastoral Carcerária da Diocese de São João da Boa Vista, realizou encontro para formação de novos agentes no dia 27 de maio de 2017, das 8h às 16h, na cidade de Mogi Guaçu. Respondendo a convocação da Diocese, feita a todas as paróquias, cerca de 70 participantes estavam presentes.

Mogi Guaçu 3

No início do encontro, o Coordenador Diocesano da PCr, senhor Antônio Galvão Rodrigues, deu boas vindas ao participantes agradecendo-os pelo sim dados aos irmãos encarcerados e a esta Missão tão difícil confiada a cada um de nós pelo Cristo e pela santa Igreja. Falou sobre a realidade atual da PCr e reforçou a necessidade de mais agentes pastorais. Deu enfoque a questão da mulher presa, já que a unidade visita pela pastoral local é feminina (Penitenciaria Feminina de  Mogi Guaçu). Sr. Antonio fez breve memória da Assembleia Estadual da PCr, realizada 20 dias antes em Mogi Guaçu e parabenizou a equipe da Coordenação Estadual pela recente reeleição por aclamação.

A seguir, passou a palavra para o Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária do Estado de São Paulo/CNBB-SUL1: Deyvid T. Livrini Luiz agradecendo-o pela presença e por todo trabalho da Coordenação Estadual no auxilio as Dioceses. Sr. Antônio lembrou os dois temas principais do encontro além da Formação de Novos agentes:

1)   Assistência Religiosa.2)   Questão da Mulher presa.

Deyvid, tomando a palavra agradeceu a acolhida, fez breve relato da Assembleia Estadual e iniciou o primeiro tema do dia: Formação de Novos Agentes. Expos o histórico, trabalhos e ações da Pastoral Carcerária salientando a importância desta Missão junto aos irmãos encarcerados. Lembrou que o próprio Cristo foi um preso e que os apóstolos e primeiros discípulos foram encarcerados. Expos os Em seguida, Deyvid fez breve introdução sobre a atual conjuntura do Sistema Prisional no país em e em São Paulo. Destacou os principais problemas no Sistema Prisional: Superlotação, Assistência Jurídica ineficaz, falta de trabalho e estudo, má alimentação dos detentos, pouquíssima Assistência Médica, entre outros. Após a exposição os participantes tiraram dúvidas e solicitaram orientação sobre as mais variadas situações.

Em seguida houve exposição e partilha sobre o segundo tema: Assistência Religiosa. O Coordenador Estadual, utilizando documentos oficias, expos detalhes da visita ao Cárcere em si, passando as participantes orientações para evitar problemas durante as visitas: documentos, vestuário, objetos permitidos, trato om os encarcerados, encaminhamento de casos entre outros.

Finalizando sua exposição, Deyvid falou sobre o terceiro tema: Questão da Mulher Presa. Colocou que a Pastoral Carcerária tem uma Coordenação Nacional especifica par este tema, encabeçada pela irmã Petra Silvia Pfaller e uma Assessoria no Estado encabeçada pela leiga consagrada Eliana Rocha. Falando sobre a população carcerária feminina (onde a maioria dessas mulheres é mãe) expos que o encarceramento em massa atinge ainda mais severamente as mulheres: nos últimos dez anos, a população carcerária feminina cresceu proporcionalmente o dobro do crescimento da população masculina.  Citou que a maioria das mulheres vai para a cadeia devido a comercialização de psicotrópicos, tornando-as principal alvo da guerra às drogas.

Após o termino desta exposição ocorreram os avisos finais.

Arquidiocese de Campinas – A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Campinas, realizou encontro para formação de novos agentes e formação continuada para agentes atuantes.

CampinasTal momento se iniciou com a Santa Missa, presidida por padre Gian Carlos Pereira, Assessor Arquidiocesano da Pastoral Carcerária.

O encontro contou com cerca de 30 agentes da Pastoral, além de alguns integrantes de outros movimentos da Igreja e foi conduzido pelo Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária do Estado de São Paulo/CNBB-SUL1: Deyvid T. Livrini Luiz.

A Coordenadora Diocesana da Pastoral Carcerária Célia Nogueira Souza Pereira, agradeceu a presença de todos e deu boas-vindas aos novos agentes da Pastoral Carcerária.

Em seguida, Deyvid fez breve introdução sobre a atual conjuntura do Sistema Prisional no país em e em São Paulo para preparar os trabalhos do dia. Destacou os principais problemas no Sistema Prisional: Superlotação, Assistência Jurídica ineficaz, falta de trabalho e estudo, má alimentação dos detentos, pouquíssima Assistência Médica, entre outros.

Falou também sobre a estrutura da Pastoral Carcerária em todo o estado e os principais pontos de trabalho e atuação.

Após isso ocorreu a formação de fato, explicando o que é a Pastoral Carcerária, abordando os principais procedimentos que um agente de Pastoral Carcerária deve ter na visita ao Cárcere, orientando como um agente deve atender os presos, egressos e familiares, entre outros temas centrais do trabalho Evangelizador no Cárcere.

Deyvid colocou a Coordenação Estadual e o escritório a disposição dos presentes para qualquer auxílio ou orientação.

Padre Gian e Dona Célia, após esse momento expuseram ao novos agentes presentes alguns pontos referentes ao trabalho desenvolvido pela Pastoral Carcerária na Arquidiocese de Campinas. Padre Gian lembrou que a misericórdia deve estar presente em todas as nossas ações. Antes do encerramento de encontro houve uma bela homenagem ao agente de Pastoral Carcerária, senhor João Nardare, recém falecido e que participou da Pastoral Carcerária de Campinas durante mais de 40 anos. A equipe da PCr expos um Power Point com algumas imagens e vídeos da atuação e trajetória deste agente pastoral tão querido por todos.

Colaboração Deyvid T. Livrini Luiz, Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária de São Paulo/CNBB-SUL1

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