Covid-19 Pastorais e Organismos

Pastorais do Surdo, Sobriedade e CEBs partilharam da caminhada

Os agentes das Pastorais, Organismos e Movimentos do Regional Sul 1 da CNBB, se reuniram, de forma remota, na quinta, dia 1º de outubro, para mais uma reunião de articulação. Na pauta, encaminhamentos pertinentes à animação das Pastorais do Surdo, Sobriedade e Comunidades Eclesiais de Base.

 A reunião contou ainda com a participação do médico epidemiologista Dr. Armando De Negri Filho, Coordenador Geral da Rede Brasileira de Coorperação em Emergências (RBCE) e do Fórum Social Mundial de Saúde e Seguridade Social.

A mediação da reunião ficou por conta do Pe. Walter Merlugo Júnior, secretário-executivo da entidade.

O coordenador da Pastoral do Surdo, Sandro Martins fez a oração inicial desta reunião.

Com a presença de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS),  Keith Silene Gama Ribeiro, Maria Inês Leandro, e a surda Darlene Nunes abordaram um pouco da história desta Pastoral que é uma ação da Igreja Católica que tem como princípio e fundamentação no próprio projeto de vida e da pessoa de Jesus Cristo relatada no texto de Marcos 7, 32 35, buscando a transformação e acessibilidade adequada a diversas realidades.

Dentre as atividades dessa pastoral, destaca se: Tradução e Interpretação; Celebrações Eucarísticas; Encontros de formação e social da tradição católica; Catequese; Formação das comunidades eclesiais; Ajuda solidária à comunidade surda em condições de vulnerabilidade.

No Estado de São Paulo, segundo o censo 2010 do IBGE , aproximadamente 1,9 milhões são consideradas pessoas com deficiência auditiva.

A Pastoral faz parte das mais de 30 pastorais inseridas na Comissão para Ação Sociotransformadora do Regional Sul 1 da CNBB.

Em seguida a coordenadora estadual da Pastoral da Sobriedade Maria Inês de Oliveira Rezende apresentou a atuação desta Pastoral em âmbito Regional. Segundo dados estatísticos, a pastoral possui 360 grupos de auto ajuda; está presente em 39 dioceses, têm 1.955 agentes ativos; 7.200 em médio de atendimento semanal e 381.600 de média anual de atendimentos.

Em seguida, foi a vez da coordenação colegiada Estadual das CEBs de se apresentar. Silvia Macedo e Alex Pontes Tadeu partilharam um pouco da caminhada da CEBs no estado e salientaram algumas questões sobre a identidade das CEBs e a diferenças entre Comunidades e Grupos.

Conforme sugere o Documento de Aparecida. “junto com as CEBs, existem outras formas válidas de pequenas comunidades, e inclusive redes de comunidades, de movimentos, de grupos de vida, de oração e de reflexão da Palavra de Deus”.

“A Coordenação Colegiada Estadual das CEBs quer ser um instrumento de partilha de suas muitas ações, tornando ela orgânica e sempre conectada com as reflexões de nossos Bispos em nosso Estado, contando com a participação na Coordenação Ampliada Nacional, reflete sobre o caminhar delas em nosso país, especialmente nestes tempos de pandemia, em comunhão com as Juventudes e com a Pastoral da Terra”, ressaltaram.

Mobilização – Convidado pelo secretário executivo do Regional sul 1 da CNBB, Padre Walter Merlugo, o médico epidemiologista Dr. Armando De Negri Filho, Coordenador Geral da RBCE e do Fórum Social Mundial de Saúde e Seguridade Social, participou da reunião de articulação da Comissão, onde informou que através de um conjunto de parcerias institucionais, a Rede Brasileira de Cooperação em Emergências – RBCE desenvolverá, no marco dos seus 25 anos de fundação, o I Congresso Brasileiro de Políticas e Sistemas de Atenção às Urgências e Acesso Hospitalar, como forma de ampliar sua presença e contribuições  ao debate acadêmico e político sobre o Sistema de Saúde. A convocação quer garantir uma maior presença da cidadania na forma dos pacientes – usuários, trabalhadores e profissionais da saúde, dialogando com prestadores e gestores dos sistemas territoriais, redes e serviços; instituições de controle público; parlamentares; instituições formadoras dos profissionais de saúde e instituições de pesquisa.

Neste grande mutirão de debate, a presença dos agentes das pastorais sociais são atores fundamentais neste processo, pois não apenas mobilizam a cidadania em diálogo direto com suas necessidades, como também se fazem representar como conselheiros municipais, estaduais e nacionais, podendo atuar como mobilizadores na formulação, aprovação e implementação de políticas sociais que fortaleçam o SUS e o SUAS e assegurem os direitos da população.

O convite formulado ao conjunto das pastorais pretende contar com a participação ativa das pastorais em todo o processo do Congresso. O tema Central do Congresso será ‘’Os Direitos Humanos na Atenção às Urgências e no Acesso Hospitalar do SUS em Tempos de Coronavírus:  Pacientes e Profissionais no centro da crise e seus papeis na construção do futuro’’, previsto para 7 a 13 de dezembro de 2020.

O envolvimento das Pastorais Sociais neste processo, se justifica para pensar a atenção às urgências e o acesso hospitalar desde a perspectiva da compaixão e da solidariedade. Seria uma contribuição importante se o Temário do Congresso se articulasse com o T de Teto no âmbito dos 3 Ts da Mensagem da 6ª Semana Social Brasileira (SSB).

 

 

 

 

 

Palavra do Presidente

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