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Paróquia: comunidade de comunidades é tema de encontro promovido pelo Movimento dos Focolares

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O Documento 100 da CNBB, “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia – a conversão pastoral da paróquia”, serviu de estudo para o encontro

“Fui injustamente acusada, diante de todo o Conselho Paroquial. A minha resposta foi apenas o silêncio e lágrimas. Três dias depois, um telefonema. Uma voz embargada pela emoção: ‘Você me perdoa?’. ‘Já perdoei’! Depois, veio-me um pensamento: não basta perdoar, é preciso um passo a mais. Devo fazer uma vingança de amor, como dizia a fundadora do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich (1920-2008). Convidei essa pessoa para um jantar em minha casa. Nasceu uma amizade que nada pode destruir”. É o que nos conta Berenice Sobral, casada, mãe de três filhos, catequista há mais de vinte anos e também ministra da Palavra nas celebrações na comunidade Santa Rita de Cássia, uma das cinco comunidades que compõem a Paróquia Imaculada Conceição, Região Episcopal Belém, na Arquidiocese de São Pualo.

Essa foi uma das muitas experiências que se alternaram durante o Congresso Nacional do Movimento Paroquial (ramificação do Movimento dos Focolares na Igreja local), realizado de 22 a 24 de janeiro na Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista/ SP, centro de formação do Movimento.

Alicerçado no tema central da Unidade, específico do carisma do Movimento dos Focolares, e em temas pertinentes ao momento atual da Igreja: Ano Santo da Misericórdia e Paróquia: comunidade de comunidades; cerca de 150 pessoas entre leigos, religiosos, seminaristas, diáconos e sacerdotes, de 70 paróquias em 18 dioceses, de 10 estados brasileiros, além dos responsáveis pela Secretaria Internacional do Movimento Paroquial: os italianos Pe. Sandro e  Marco e a portuguesa Sameiro, testemunharam a força do perdão, da misericórdia, do amor evangélico que, junto aos Movimentos, Associações, Novas Comunidades e Pastorais, fazem da paróquia uma comunidade de comunidades.

O congresso se deu em plena sintonia com a proposta do Papa Francisco, neste Ano da Misericórdia, e com as orientações dos bispos do Brasil, que delinearam a paróquia como “comunidade de comunidades”, “local onde se ouve a convocação feita por Deus, em Cristo, para que todos sejam um e vivam como irmãos” (Cf. Doc. 100, n. 171). Foi o Papa Paulo VI que, em 1966, incentivou a levar a espiritualidade da unidade nas paróquias. E assim,  Chiara Lubich deu início ao Movimento Paroquial.

“Fazer-se um com o próximo. Ser nada diante dele”. As palavras de Chiara, transmitidas em vídeo, resplandeciam o que Marco enfatizou para os que estavam no congresso ao afirmar que a característica do Movimento Paroquial é a unidade com o pároco, seja ele do Movimento dos Focolares ou não: “renovar a Igreja a partir do seu interior”, disse.

Muitos são os frutos da Palavra de Deus vivida em bairros, principaleme em regiões periféricas onde os leigos assumem os custos para acolher, em locais sempre maiores, o crescente número de fiéis. É o que acontece na Comunidade João Paulo II, em Presidente Prudente (SP), na qual oito em cada dez crismandos se engajam nas diversas pastorais. Como também nos trabalhos junto aos cárceres e nas obras sociais das paróquias, onde se descobre que a prioridade maior é escutar e dar atenção às pessoas mais do que apenas a preocupação da organização e de ajudas materiais.

Na partilha conclusiva, ecoaram as palavras de Chiara Lubich, também por meio de vídeos, as quais foram assumidas como empenho pelos participantes: “Que tudo desmorone, mas a unidade jamais” (…) “custe o que custar”. Ao partirem, a adesão dos participantes é completa no desejo de “construir a unidade nas comunidades, trampolim para saltar lá onde ela não existe e construi-la”, “construindo, em toda parte, células vivas”, onde, por meio do amor recíproco conquistado e reconquistado, viva o Ressuscitado, o único que atrai e transforma, irradiando paz e alegria. O objetivo é partilhado por todos: mirar à realização do “sonho de Jesus”, conforme o pedido ao Pai “que todos sejam um”, sendo em toda parte “Igreja em saída”.

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Animadores paroquias posaram para foto na conclusão da “escola de comunhão”, em Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista, SP

De Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista, colaboraram Carla Cotignoli e Diego Monteiro. Crédito Diego Monteiro

 

 

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