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O pilar da Palavra e seus frutos neste tempo de Pandemia

Crédito: Internet/Sou catequista

“Neste tempo de isolamento social recordamos aquela atitude desprendida de Áquila e Priscila no livro dos Atos dos Apóstolos (cf. At 18): sua casa se tornou uma Igreja Doméstica! Ali repartiam o Pão da Palavra, rezavam juntos e alimentavam-se de uma fé segura e de uma esperança iluminadora”.

O coordenador da Comissão Episcopal Pastoral da Animação BíblicoCatequética do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Marcelo Luiz Machado, traz uma reflexão em torno do primeiro pilar proposto nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE): a Palavra de Deus, neste tempo de Pandemia.

PILAR DA PALAVRA:

A Iniciação à Vida Cristã e a Animação Bíblica da Vida e da Pastoral

“As pequenas comunidades são ambientes propícios para a acolhida dos que buscam a Deus” (documento 109, n.89). Com o capítulo intitulado “A Igreja nas Casas”, os Bispos do Brasil lançam uma semente em terreno fértil para suscitar às nossas comunidades um trabalho de evangelização que parta das pequenas comunidades, o que com frequência no documento das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil se dirige às chamadas “Comunidades Eclesiais Missionárias”. O nosso tempo exige mais uma vez essa postura de conversão pastoral. Até porque a Igreja nasceu com a experiência frutuosa de viver a fé desde os pequenos grupos… nas casas!

Hoje vivemos esse momento doloroso e incerto do isolamento social. É muito triste também ver nossas igrejas fechadas e vivermos um “exílio” que hoje nos impossibilita de estarmos fisicamente em nossas comunidades paroquiais e outras experiências eclesiais e sócio culturais. O documento 109 da CNBB propõe que a Igreja nas Casas se organize a partir daquilo que é essencial e constitutivo do ser Igreja: a Palavra, o Pão, a Caridade e a Ação Missionária viabilizam àquilo que o Catecismo da Igreja Católica nos ensina sobre as notas melódicas da fé cristã da unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade.

Cada um dos pilares da evangelização não atuam e nem sobrevivem independentemente. Anunciar Jesus Cristo nos levar a repensar um processo único, permanente e maduro para vivermos a fé cristã católica. É seguro dizer que não é fácil, porque vivemos um tempo de profunda fragmentação e individualista. O avanço tecnológico, a fusão entre os mundos real e virtual e o consumismo desenfreado são como aquela tempestade que sacudia o barco dos discípulos durante a missão. E muitas vezes o desespero nos alcança. O Pilar da Palavra busca aprofundar nossa fé desde a Iniciação à Vida Cristã, no processo catequético com adultos, jovens e crianças, bem como naquilo que é consequente a este processo: o da Animação Bíblica da Vida e da Pastoral. Uma ação leva a outra: quando somos bem iniciados na fé, nossa comunidade é animada e se torna animadora da fé!

Este tempo inédito de reclusão pelo qual passamos nos ajuda a entender ainda mais aquilo que queremos planejar como ações pastorais em nosso Regional Sul 1 nos próximos quatro anos: com tudo aquilo que discutimos no final do quadriênio pensando nas vias de ação em nossas atividades, o ponto de partida é rever aquela atitude bonita e desprendida de Áquila e Priscila no livro dos Atos dos Apóstolos (cf. At 18): sua casa se tornou uma Igreja Doméstica! Ali repartiam o Pão da Palavra, rezavam juntos e alimentavam-se de uma fé segura, de uma esperança iluminadora e do amor experimentado na renúncia, na perseguição e na segurança do mandamento deixado por Jesus naquela noite santa.

Nenhum processo pastoral eficaz pode sobreviver sem esta referência obrigatória. Neste primeiro ano do quadriênio pastoral, somos convidados a revitalizar o amor que nasce do “aconchego do lar”. Temos certeza que nossas comunidades voltarão com um novo impulso pastoral se alimentarmos, desde os nossos lares, o que a própria palavra sugere em sua etimologia: ser uma lareira, que aquece os corações desde a Palavra de Deus proclamada dentro de casa, porque hoje cada pai, mãe, tia, avó, irmão, se torna o catequista do lar e faz acontecer um processo de iniciação que há muito tempo havíamos perdido. Sigamos com fé e esperança!

 Por Pe. Marcelo Luiz Machado, Coordenador da Dimensão Bíblico-Catequética

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