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Igreja celebra Semana do Migrante e do Refugiado e refugiada

13450887_1211132268910829_3130490386628764385_nCelebra-se no Brasil, de 20 a 27 de junho, a Semana do Migrante e do Refugiado.
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O Papa Francisco, ao dizer que “os migrantes e os refugiados nos interpelam”, quer nos chamar a atenção para a desumana, porque não dizer dramática situação de homens, mulheres e crianças de ambos os sexos, que são forçados  a abandonar as próprias terras e, muitas vezes, arriscam a própria vida a ponto de morrerem na travessia de mares, formando um monte de vidas humanas desperdiçadas pela insanidade dos homens de poder. Em sua convocação, nos diz: “Você tem que encontra-los, ouvi-los e recebe-los”, “Como os refugiados somos parte de quem é forçado a agir”.
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No Brasil, em consonância com o chamado do Papa Francisco, o Serviço Pastoral dos Migrantes e a Rede Scalabriniana celebraram e debateram a 31ª Semana do Migrante com o tema “Migração e Ecologia e o Lema, “O Grito que Vem da Terra”, sempre em dialogo com o tema da Campanha da Fraternidade, que traz na sua reflexão, ”Brotar o Direito como Agua e correr a justiça como um riacho que não seca” Am 5,24, o “Cuidado com a casa Comum” que é a Mãe Terra!
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Diversas ações  aconteceram entre os dias 12 a 19 de junho de 2016,  Em todas as regiões do país, mostrando a força do tema e seu profetismo. No país, os estados do Piauí, Paraíba , Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Amazonas, Brasilia, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do norte, Rondônia, Acre, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Espirito Santo e São Paulo realizaram seminários, caminhadas ecológicas, missões, rodas de conversa, intercâmbios de comunidades, celebrações e festas com apresentações culturais das mais diversas nacionalidades presentes em todo o território Nacional.
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Em São Paulo, neste ano Extraordinário da Misericórdia, celebrou-se  a Missa do Migrante no Santuário Nacional de Aparecida e na Catedral da Sé em São Paulo, ambas celebradas pelo bispo, recém ordenado, Dom Adilson Busin, que, em sua homilia, enalteceu os migrantes que estão em constante caminhada, como aqueles que também promovem o desenvolvimento e ampliam os horizontes do diálogo entre as culturas e chamou a todos a rezarem e a agirem em defesa das pessoas  que buscam serem acolhidos nesta terra.  “É preciso sentir novamente que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo, que vale a pena ser bons e honestos” Papa Francisco.
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Ainda em São Paulo destacam-se diversas atividades, entre as quais estão ações promovidas, pela Missão Scalabriniana da Igreja Nossa Senhora da Paz, durante todo o mês do migrante, aconteceram celebrações, festas juninas, palestras, visitas pastorais, entre outros. No CESPROM (Centros Scalabrinianos de Promoção do Migrante) do bairro do Pari, as irmãs Scalabrinianas promoveram uma linda Tarde Cultural dos Migrantes, com danças e comidas típicas de diversos. No CRAI – Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes, aconteceu uma roda de conversa, 35 imigrantes a maioria  Congoleses e Angolanos, participaram das dinâmicas. No momento da pergunta: “qual o grito da tua terra?”, responderam: grito por justiça social, contra a guerra, contra os abusos dos políticos, contra a invasão do agronegócio. Várias paróquias também a Semana do Migrante, a exemplo, de Nossa Senhora do Carmo, diocese de Campo Limpo, zona sul de São Paulo. Outras Equipes Locais promoveram debates, como foi o caso da paróquia Santa Cruz, de Itaberaba, Região Brasilândia, São Paulo, que, além da missa de abertura, onde imigrantes bolivianos/as e nordestinos/as levaram seus símbolos até o altar, promoveram um debate sobre o lema. Na paroquia de N. S. Aparecida, na zona Leste de São Paulo, o Grupo do Terço dos homens   realizou um  encontro dos círculos bíblicos da semana do migrante, a maioria dos integrantes deste são migrantes vindos da região Nordeste. Ocorreram também outras atividades relacionadas à Semana do Migrante em algumas Cidades do Interior de São Paulo como Guariba e Pradópolis.
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O grande destaque da semana do Migrante é o protagonismo destes sujeitos, homens e mulheres que experimentaram e/ou seguem na migração.  Por isso, na missão com Dom João Scalabrini, reafirma-se que “Pátria para o migrante, é a terra que lhe da o pão”.
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