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Fraternidade Missionária «O Caminho» realizará trabalho pastoral na África

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A atuação dos Pobres de Jesus nas ruas da capital

A Fraternidade,  comunidade formada por padres, religiosos e leigos que, seguindo o apelo do Mestre: “Vem e segue-me”, integrará a equipe missionária pelo Projeto Missionário Pemba, mantido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Regional Sul 1. Continue lendo o artigo de Dom Pedro Luiz Stringhinni, bispo diocesano de Mogi das Cruzes e vice-presidente desta entidade, dedicado especialmente a essa fraternidade.

“Fraternidade Missionária Pobres de Jesus Cristo”

A Fraternidade Missionária Pobres de Jesus Cristo, também intitulada “Fraternidade Missionária O Caminho”, foi fundada, em 2001, pelo Pe. Gilson Sobreiro de Araújo. Em 2002, instalou-se a residência dos irmãos, na Arquidiocese de São Paulo, Região Episcopal Belém, no Jardim Helena, periferia da zona leste de São Paulo, ao lado da área pastoral do Jardim da Conquista, onde irmãos e irmãs realizavam o trabalho pastoral.

Ao mesmo tempo, auxiliavam na Pastoral do Menor, com visitas à Febem do Quadrilátero do Tatuapé (hoje não mais existente).

No Jardim da Conquista, em 2006, foi instituída a Paróquia São Miguel Arcanjo e Pe. Gilson foi o primeiro pároco. Com dez anos de fundação, em 31 de Julho de 2011, a Fraternidade obteve, na Diocese de Franca – SP, o reconhecimento como Associação Privada de Fiéis.

A Fraternidade Pobres de Jesus Cristo tem como princípio a vida consagrada e a evangelização, a partir do amor aos pobres e excluídos; e realiza, em nome da Igreja, um relevante serviço de acolhida aos pobres, atuando junto aos moradores de rua, nos presídios e na Fundação Casa, com adolescentes abandonados, mulheres marginalizadas, dependentes químicos, alcoólatras, idosos, doentes saídos dos hospitais públicos e que não tem família, e demais excluídos da sociedade.

A vida consagrada dos membros da Fraternidade incentiva momentos de oração comunitária e pessoal, bem como a formação humana e espiritual. Os religiosos realizam trabalhos domésticos e manuais como forma de aprendizado e subsistência das comunidades. Com simplicidade, optaram por viver radicalmente a pobreza, acolhendo em suas casas tanto os vocacionados quanto os pobres, chamados de “filhos prediletos”.

Atualmente, conta com mais de oitenta casas espalhadas em muitas dioceses do Brasil, além do Paraguai, Bolívia, Chile e Estados Unidos. Conta com mais de 500 membros entre religiosos e religiosas, postulantes, noviços, aspirantes, e um grande número de leigos que compartilham o carisma. Realizam encontros de espiritualidade, intitulados Resgata-me, através dos quais grande número de jovens tem retornado à Igreja e se afastado das drogas.

Com a graça de Deus, a Fraternidade já formou e ordenou, até o momento, cinco sacerdotes e três diáconos transitórios. Dentre eles, Pe. Boaventura, que será enviado em missão à África (Pemba, Moçambique).

Nesses quinze anos, a Fraternidade produziu bons e abundantes frutos em favor da Igreja, dos pobres e dos jovens. Vem realizando uma promissora e eficaz ação evangelizadora e missionária, tão necessária e urgente nos dias atuais, em face de uma realidade social permeada por graves desafios.

O carisma da Fraternidade se insere no rol de tantas outras novas expressões que o Espírito de Deus tem suscitado na Igreja do terceiro milênio, conforme a intuição e apelo de São João Paulo II, de que é tempo de “avançar para águas mais profundas”. É eloqüente o testemunho de homens e mulheres que abraçam a vida religiosa, com ousadia e radicalidade, na vivência dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência. Trata-se de um verdadeiro dom do Espírito Santo derramado sobre a Igreja nos tempos atuais.

Por Dom Pedro Luiz Stringhinni, bispo diocesano de Mogi das Cruzes e vice-presidente do Regional Sul 1 da CNBB

 

 

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