O objetivo da tarde foi buscar respostas para aprofundamentos pastorais que serão implementados na pastoral orgânica do Estado até a próxima Assembleia, no segundo semestre de 2024.

Durante o período da tarde deste sábado, dia 21, os mais de 250 participantes da 44ª Assembleia das Igrejas Particulares (AIP) se reuniram por sub-regiões pastorais, a saber, Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto I (RP I), Ribeirão Preto II (RP II), São Paulo (SP) e Sorocaba. A metodologia de divisão foi realizada com o objetivo de proporcionar um momento de escuta atenta das diversas realidades pastorais paulistas em torno do tema central do evento.

O objetivo foi proporcionar um espaço de reflexão e diálogo, buscando respostas e aprofundamentos que serão implementados em suas respectivas sub-regiões pastorais até a próxima AIP, no segundo semestre de 2024.

O tema central da Assembleia, “Igreja em saída: quais periferias querem as nossas respostas e que quais respostas daremos às periferias?”, foi o que norteou o momento de escuta proposto. Trata-se de uma questão profunda que desafia a Igreja a refletir sobre seu papel na sociedade e o alcance de suas ações.

A partir de momentos de oração e escuta atenta ao Espírito Santo, e o diálogo entre si, as sete sub-regiões apresentaram na plenária as ‘periferias’ com as quais pretendem trabalhar com mais entusiasmo e empenho até a próxima AIP. Essa abordagem visa criar um plano de ação concreto que permita que a Igreja no Estado de São Paulo atenda às necessidades abordadas de forma mais eficaz.

Com a ideia de que cada sub-região levasse para a apresentação geral uma abordagem única sobre o tema central, enriquecendo os resultados do encontro, as sub-regiões partilharam a reflexão realizada entre as lideranças de cada diocese.

A primeira a apresentar o resultado foi a Sub-Região SP (composta pelas dioceses de Osasco, Campo Limpo, Santo Amaro, Santo André, Santos, São Miguel Paulista, Guarulhos e Mogi das Cruzes, e pela Arquidiocese de São Paulo) que escolheu a juventude com sua diversas nuances. A mesma periferia foi escolhida pela Sub-Região Botucatu (integrada pelas dioceses de Presidente Prudente, Marília, Araçauba, Assis, Lins, Bauru e Ourinhos, e pela Arquidiocese de Botucatu).

Depois, a Sub-região Campinas (formada pelas dioceses de São Carlos, Piracicaba, Limeira, Amparo e Bragança Paulista, e pela Arquidiocese de Campinas) que dentre tantas periferias: família, criança, juventude, decidiu assumir o compromisso de repensar como a sub-região está evangelizando as diferentes periferias.

A Sub-região RP I(constituídas pelas dioceses de Jales, Votuporanga, São José do Rio Preto, Catanduva e Barretos), também achou difícil eleger uma só periferia, muitos foram os posicionamentos e depois de uma reflexão, a partir da oração, de maneira pedagógica toda a sub-região assumirá os trabalhos com a população em situaçao de rua.

A Sub-região Aparecida (instituída pelas dioceses de São José dos Campos, Taubaté, Lorena e Caraguatatuba, e pela Arquidiocese de Aparecida) chegou a uma ‘periferia’ abrangente e necessária; a formação e também animação das Comunidades Eclesiais Missionárias (CEM’s) para ajudar o cristão a compreender no que ele crê. Ponto também levantando pelo assessor da AIP, Pe. Carlos Alberto Contiere: “Formar para ajudar as pessoas a crescerem na fé”.

Já a Sub-região Sorocaba (composta pelas dioceses Itapeva, Itapetininga, Registro e Jundiaí, e pela Arquidiocese de Sorocaba) encontrou, também à luz do Espírito Santo, que é necessário que a Igreja seja uma Igreja de proximidade, acolhida e, em meio a tantas idéias, não encontraram apenas uma reposta mas um caminho, trabalhar a família e as juventudes em seus dilemas existênciais e projeto de vida.

A última sub-região a apresentar sua ‘periferia’ foi a RP I (integrada pela Arquidiocese de Ribeirão Preto e pelas dioceses de Franca, Jaboticabal e São João da Boa Vista) acordaram em promver a cultura do encontro iluminados pela Palavra de Deus, ir em direção ao outro.

RUMO ÀS PERIFERIAS

O momento demonstrou um compromisso sério e dedicado por parte dos participantes em abordar questões cruciais da Igreja e servir melhor às diversas realidades. As discussões e os planos de ação resultantes prometem trazer avanços significativos nas próximas etapas, fortalecendo o papel da Igreja na sociedade e seu compromisso com a justiça social e o serviço às comunidades mais vulneráveis.

Depois de apresentados todos os pontos de partida escolhido por cada sub-região, o Pe. Contieri enfatizou sobre a convergência do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no que tange a juventude e a recuperação da Palavra de Deus em várias frentes, e enfatizou: “A vida da Igreja e convicção da fé depende da centralidade da Palavra de Deus na nossa vida eclesial”.
E deixou ainda uma provocação, que não foi dita necessariamente por nenhum dos grupos mas que ele julga de extrema importância: a sinergia. “A igreja não mostra todo o seu vigor porque falta esse trabalho de sinergia. Existem boas iniciativas e excelentes trabalhos mas cada um fazendo a ‘sua parte’, é preciso saber vender o peixe”, finalizou.

 

 

Fotos: José Ferreira Neto e André Botelho | Pascom Regional Sul 1