Amados diocesanos e diocesanas, um dia disse Jesus aos seus discípulos: “Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, não entrareis no reino dos Céus” (Mt 18,3). Jesus escolhe “o ícone da criança” quando quer dizer como deve ser um cristão. Entrar na infância espiritual é condição necessária para a santidade e Santa Teresinha é um modelo admirável neste caminho de amor, abandono e confiança.

Em primeiro lugar, não devemos fazer um conceito errôneo da santidade, julgando-a privilégio de alguns e que a ela não poderemos chegar. E essa via comum de santidade, não há dúvida, em nossos dias, é a via da infância espiritual. Santa Teresinha veio nos ensinar, com a sua pequenina via, um meio prático e fácil de realizarmos na vida espiritual as palavras de Jesus.

Uma vez que Jesus nos convida a ser pequenos, a imitar as criancinhas para obtermos o reino dos Céus, entremos na pequenina via da infância espiritual. Deus só fala aos humildes, aos pequenos e só a eles revela os segredos do seu Coração. Reconhecer-se pequeno e pobre é, sem dúvida, a primeira condição para entrarmos na via da infância espiritual. Mas, não basta só reconhecer, é preciso também amar esta pobreza e pequenez.

E a prática do amor na via da infância espiritual pode resumir-se nesta frase: “Fazer tudo para dar prazer a Deus, aproveitando, ainda, as menores ocasiões de oferecer a Jesus pequenos sacrifícios, sempre com alegria, delicadeza e grande generosidade” (Pe. Martin, La Petite Voie).

Assim, como pastor diocesano, peço a todos, povo de Deus, ministros ordenados e fiéis leigos e leigas, não percamos nosso tempo: aproveitemos tudo que fizermos para dar prazer a Jesus. Nossas ações cotidianas, como levantar-se, comer, trabalhar; nossos sofrimentos, tudo isto podemos transformar em atos de amor, se tivermos a reta e delicada intenção de em tudo dar prazer a Jesus, fazer a sua santa vontade e não a nossa.

Neste Mês Missionário, rogo que a visita das relíquias de Santa Teresinha, nos 70 anos de nossa Diocese, suscite em nós, em nossas famílias, e em toda a nossa Igreja Particular, o desejo de amar Jesus e de servi-Lo sempre mais e melhor, na pessoa de nossos irmãos e irmãs, particularmente os mais necessitados. Assim, entraremos todos juntos no seu Reino de amor, justiça e paz! Assim seja!

Por Dom Luiz Antônio Cipolini
Bispo Diocesano de Marília