Destaques Do Regional Pandemia Pastorais

Em reunião virtual, Representantes das Pastorais da Criança, Menor e Pessoa Idosa partilham ações

A Articulação das Pastorais, Organismos e Movimentos que compõem as Comissões Episcopais Pastorais do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoveu mais um encontro remoto na manhã da quinta-feira, 20 de agosto. Desta vez, o objetivo da reunião foi partilhar as ações desenvolvidas, com um olhar em particular para as pastorais da Criança, do Menor e da Pessoa Idosa. O encontro on-line foi conduzido pelo padre Walter Merlugo Júnior, secretário executivo da entidade.

A Pastoral da Criança foi a primeira a se apresentar. A coordenadora, Eunice Gomes, depois de compartilhar o trabalho da pastoral, falou dos desafios enfrentados. Dentre estes, ressaltou que nesse tempo de pandemia não pode contar com muitos líderes, acarretando redução do número de atendimentos; que atividades de formação presencial estão inviabilizadas e o uso de ferramentas modernas por um público mais velho não é fácil; para o aumento da abrangência dos serviços não pode contar muito com as mulheres jovens, pois têm pouco tempo; também citou a falta de disponibilidade para ação missionária e para serviços nos membros das comunidades. Não obstante isso, a Pastoral da Criança, mesmo neste tempo de isolamento social e pandemia continua com ações concretas, fazendo visitas por meio do whatsapp, com chamadas de vídeo, usando o aplicativo Visita Domiciliar, usando as informações do Guia do Líder, orientando sobre Alimentação Saudável e Hortas Caseiras; e a importância do brincar para o desenvolvimento infantil.

Quem também compartilhou sua experiência foi o agente da Pastoral do Menor (Pamen), o diácono Everton Pereira.  Depois de falar dos objetivos específicos e dos eixos fundamentais da Pamen, ele elencou as ações desenvolvidas no estado:  abordagem de crianças e adolescentes em situação de rua e adolescente autor(a) de ato infracional; acompanhar famílias das crianças e adolescentes infratores; refletir e acompanhar as políticas públicas de promoção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

Por último, a coordenadora, Sandra Regina Capana Michellim, apresentou o trabalho da Pastoral da Pessoa Idosa. Após percorrer o caminho histórico da pastoral, a coordenadora estadual, Sandra Regina, apresentou a articulação no estado paulista. A pastoral está presente em 39 dioceses; acompanha 15.885 idosos; têm 3.037 líderes em 115 municípios e 270 paróquias. Ela listou os maiores desafios: o apoio e acolhimento dos Párocos; a ausência de comprometimento dos líderes com a missão; suporte financeiro e articulação com as pastorais sociais. Citou que a pandemia adicionou mais dificuldades pois, os líderes estão no grupo de risco e não manuseiam muito bem a tecnologia de comunicação, fator dificultador de articulação e gerador de desânimo.

Sandra também acrescentou que a Pastoral do Idoso vem desenvolvendo trabalhos para a implementação concreta do Estatuto do Idoso no estado, nesse sentido, incentiva a participação nos Conselhos municipais, estaduais e federal. Por fim, concluiu que a pastoral vem se articulando com outras pastorais que promovem visitas domiciliares, e há empenho para implantar a pastoral do idoso em dioceses onde ainda não está presente.

A coordenadora da Pastoral Afro, Vera Lúcia, reforçou a necessidade da transversalidade em todas as pastorais sociais, e acrescentou importante na perspectiva desta pastoral: “a pandemia mostrou a cara da pobreza, mas também mostrou a porcentagem da vulnerabilidade do povo negro”.

Para a presidente do CNLB no Regional Sul 1, Fátima Aparecida, a reunião das pastorais sociais foi oportuna: “A essa atuação nos chama o DOC 105, como o Ano do Laicato, somos chamados a ser ‘Sujeito na Igreja e na Sociedade, como Sal da Terra e Luz do Mundo’”, concluiu.

Já a coordenadora da Pastoral da Sobriedade, Maria Inês, avaliou como relevante as atuações e serviços das pastorais expostas nessa reunião: “Com a apresentação de hoje podemos ver como a Igreja é rica e linda com essas pastorais e mais eficaz como pastoral de conjunto”.

Após as considerações dos coordenadores, a reunião seguiu com reflexões quanto à necessidade: de despertar as comunidades para a missão e a articulação dos trabalhos destas pastorais em  conjunto, de maior presença de membros da Igreja nos conselhos, de interpelar as autoridades sanitárias –secretarias estaduais e municipais de saúde, e de aproximação e parceria com organizações da sociedade civil voltadas para a defesa dos direitos humanos, e em específico, do direito à saúde, das pessoas idosas e das crianças.

Ao final, os participantes expressaram alegria pelos trabalhos realizados pelo conjunto das pastorais, e concluíram acerca da importância de ações articuladas como forma de melhor expressar o espírito de Igreja e alcançar maior eficácia nos resultados.

 

 

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