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Editorial – Francisco: manifestar a carícia de Deus

Cidade do Vaticano (RV) – Na próxima semana, três países latino-americanos viverão momentos históricos com a presença do “Mensageiro da misericórdia”, Papa Francisco. De fato, entre os dias 5 e 13 de julho Francisco visitará Equador, Bolívia e Paraguai, voará até às periferias do continente da esperança e como quem, às vésperas de uma viagem em que encontrará tantas pessoas, prova o desejo forte de passar algum tempo com elas para compartilhar as suas preocupações, a sua proximidade e confirmá-los na fé. Dias atrás em uma vídeo-mensagem saudou antecipadamente os fiéis, exprimindo sua proximidade, simpatia e boa vontade, dedicando como sempre a sua visita aos mais desfavorecidos.

“Meu desejo é estar com vocês, compartilhar suas preocupações, manifestar-lhes o meu afeto e proximidade e alegrar-me também”, afirmou. De modo especial, a intenção de Francisco é manifestar “a ternura e a carícia de Deus” aos “filhos mais necessitados, aos idosos, aos enfermos, aos encarcerados, aos pobres, aos que são vítimas desta cultura do descarte”. O Pontífice convidou a descobrir o rosto de Jesus em cada irmão e irmã. “Basta fazer-se próximo”, exortou.

Ainda na mensagem, Francisco recordou aos fiéis das “três nações irmãs” que a fé que todos compartilham é fonte de fraternidade e solidariedade, constrói povos, forma família de famílias, fomenta a concórdia e alenta o desejo e o compromisso pela paz. E a sua invocação final: “Peço-lhes que unam suas orações às minhas, para que o anúncio do Evangelho chegue às periferias mais distantes”.

Esta é a 9ª viagem internacional de Bergoglio, que retorna à sua amada América Latina. Francisco se sentirá ainda mais à vontade, porque seus anfitriões falam o seu idioma, o espanhol. Portanto, se pode imaginar que teremos surpresas nos seus discursos com improvisações. Francisco já nos acostumou a “pérolas de sabedoria” e “metáforas do dia a dia”, para comunicar a sua mensagem. Agora falando na sua língua mãe, certamente teremos surpresas neste sentido.

Durante a semana em que estará fora do Vaticano, Francisco presidirá a cinco Missas, pronunciará 22 discursos, encontrará os presidentes dos três países, os bispos, a sociedade civil e os consagrados. No Equador, uma atenção especial será reservada aos idosos; na Bolívia, aos detentos e aos movimentos populares; no Paraguai, às crianças, aos pobres e aos jovens.

Os três países que acolhem Francisco fizeram um trabalho de grande preparação para receber o ilustre hóspede, seja logístico, seja espiritual. Um caminho permeado pela alegria. O desejo é que o povo destas terras, como também de outras partes da América Latina e do mundo possam acolher esta visita do Santo Padre como uma oportunidade de encontro, mas também de atenção para com os povos que ainda devem superar tantas dificuldades. Povos que ainda devem crescer na dignidade, na superação dos limites, das crises e das injustiças por que passam, mas que olham com esperança para o futuro. É sobre esse futuro, fundado em uma fé sólida que Francisco chamará a atenção.

O tema da alegria é central nesta viagem aos três países latino-americanos: o Santo Padre quer ir a esses três países “da periferia” para estar próximo desses irmãos, ouvir suas preocupações, mas também, como disse, levar a alegria do Evangelho. De fato, o Equador tem como lema desta viagem “Evangelizar com alegria”, a Bolívia “Com Francisco anunciamos a alegria do Evangelho”, e o Paraguai “Mensageiro da alegria e da paz”. É evidente a presença da Evangelii Gaudium, a alegria de anunciar o Evangelho nos logotipos e lemas.

O Santo Padre vai para encontrar povos e culturas diferentes, para participar da vida deles e recordar a alegria do Evangelho que dá esperança. Vai como o pastor com cheiro das ovelhas que o reconhecem. Vai como o pastor que não só conhece suas ovelhas, mas que deseja olhar no rosto de cada uma delas, ver seus olhos, suas expressões, suas aflições, suas esperanças. Francisco pega o seu cajado de peregrino do mundo para cruzar o Oceano Atlântico e confirmar na fé os filhos da América Latina. (Silvonei José)

Fonte: Rádio Vaticano

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