Comissões Episcopais Pastorais

Doutrina Social da Igreja e participação social a partir da história das SSB é tema de “live” das Pastorais Sociais

Com o tema Doutrina Social da Igreja e Participação Social a partir da História das Semanas Sociais Brasileiras (SSB), aconteceu na tarde neste último domingo, 28 de junho, mais uma Live das Pastorais Sociais do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), rumo a 6ª Semana Social Brasileira.

“A Igreja tem um ensino social consolidado já de muito tempo. Não só numa reflexão teórica muito bem fundamentada, mas principalmente na prática”, salientou Dom Júlio Endi Akamine, Arcebispo de Sorocaba e Bispo referencial da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora do Regional Sul 1 da CNBB. O arcebispo depois agradeceu todo o trabalho das pessoas, principalmente neste tempo de pandemia,quando os cristãos têm se desdobrado ainda mais diante do cenário de crise econômica, empobrecimento e dificuldades. Disse também, que “a fé tem uma expressão concreta na caridade, não é somente de boa vontade, mas organizada, articulada, congrega e ajuda as pessoas a assumirem um objetivo comum que é salvação e promoção.”

Na sequência, O secretário-executivo do Regional Sul 1 da CNBB, Pe. Walter Merlugo Júnior, falou da proposta da 6ª Semana Social Brasileira de realizar mobilizações com o tema central: Mutirão pela vida: por terra, teto e trabalho. O Mutirão é o eixo metodológico da 6ª SSB. Mutirão de solidariedade, de poesias, de fé, de formações, de participação social e de combate à fome. Mutirão por soberania, democracia e uma nova economia, pautada pela justiça social, ética e humanismo.

E neste espírito de mutirão, Luiza e Luiane Udovic Bassegio, da Juventude Scalabriniana, cantaram a música Momento Novo, para que todos se sentissem acolhidos e comprometidos com o processo da 6ª Semana Social Brasileira.

Irmã Delci Franzen, secretária executiva do Movimento de Educação de Base (MEB), mediou o debate lembrando que esta live não é um evento isolado porque ela se congrega com muitas outras iniciativas rumo a 6ª Semana Social Brasileira.

O Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior, do Departamento de Ciências da Religião da PUC-SP, convidado para falar sobre a Doutrina Social da Igreja e a participação dos cristãos leigos e leigas na vida da sociedade, iniciou sua exposição dizendo que a Igreja se coloca na defesa dos pobres como missão fundamental em todos os tempos. “Um dos tesouros mais preciosos dessa ação solidária chama-se Doutrina Social da Igreja (DSI) que completou 125 anos de existência em 15 de maio de 2016.” Em seguida, disse que ao viver o Evangelho encarnado na vida pública e assumindo os compromissos políticos no seguimento de Jesus, a Igreja professa os valores da verdade, do amor e da justiça social. E a Doutrina Social é a bússola para promover um humanismo integral e solidário.

O segundo convidado da live foi Luiz Bassegio, secretário executivo do Grito dos Excluídos/as Continental e coordenador do Programa Direitos Sociais Saúde e Seguridade Social. Bassegio enfatizou que as Semanas Sociais são parte da ação evangelizadora da Igreja em muitos países. Esclareceu ainda que, com formatos diferenciados, as semanas sociais articulam as forças populares e intelectuais para debater questões sócio-políticas relevantes e oferecer perspectivas para o seu país, baseadas na Doutrina Social da Igreja. Na sua palestra, fez um breve histórico das realizações das Semanas Sociais Brasileiras (SSB), surgidas na década de 1990, advindas de um rico processo de mobilização popular das décadas de 1970-80, período no qual nasceram e se fortaleceram pastorais sociais e vários movimentos e organizações sociais, imbuídas do desejo de construir um  Projeto Popular para o Brasil. Por fim, lembrou que o Grito dos Excluídos/as Nacional e Continental, nasceu dos processos das Semanas Sociais Brasileiras, e  apontou propostas, como a necessidade da defesa do Sistema de Seguridade Social como forma de superar as profundas desigualdades sociais no país.

Concluindo o momento, o Arcebispo Dom Júlio Endi Akamine incentivou a conhecer de fato a Doutrina Social da Igreja. Disse que a ação organizada, a ação política, os movimentos sociais e a articulação entre as pessoas são fundamentais e a prática é essencial e necessária. Mas também necessário é o estudo, a reflexão, o diálogo com as ciências sociais, econômicas e políticas no processo de mudanças.

A próxima live está marcada para o próximo dia 12 de julho com o tema “Construindo novos caminhos – A Economia de Clara e Francisco”, com Eduardo Brasileiro, sociólogo, educador social e membro da ABEF e Evilásio Salvador, Economista Professor de Política Social e Serviço Social, da Universidade de Brasília.

 

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