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Dom Odilo concelebra Missa presidida pelo Papa Francisco em Roma pela Canonização de São José de Anchieta

missaNa tarde desta quinta-feira, 24, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa em Ação de Graças pela Canonização de São José de Anchieta, concelebrada pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, e pelo Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida (SP), e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na Igreja Santo Inácio de Loyola, no centro de Roma. O Santo Padre assinou, em 3/4, o decreto, que proclamou Santo o ‘Apóstolo do Brasil’.

Diversas autoridades religiosas e civis participaram da solenidade: o Cardeal Dom Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo; Dom Murilo Krieger, Arcebispo de Salvador; Dom Vilson de Oliveira, Bispo da Diocese de Limeira (SP); diversos Cardeais, Bispos e Arcebispos da Cúria Romana, entre eles o brasileiro Dom João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica; além de Michel Temer, Vice-presidente do Brasil; e Renan Calheiros, Presidente do Senado.

A Igreja Santo Inácio de Loyola também ficou lotada de fiéis brasileiros que foram rezar e agradecer a Deus pela Canonização de Anchieta. Por isso, foram escolhidos cantos tradicionais do repertório cantado nas missas no Brasil.

Dom Odillo e Dom Damasceno, horas antes do inicio da celebração, concederam, na Sala de Imprensa da Santa Sé, entrevista coletiva à imprensa para falar sobre a Canonização de Anchieta.

Em sua homilia, a partir da liturgia do dia, o Santo Padre perguntou-se, levando todos os cristãos a uma reflexão pessoal, se era capaz de fazer tal qual o Apóstolo Pedro fez: sentar-se ao lado de um irmão e explicar-lhe, lentamente, o dom da Palavra que recebera. “São José de Anchieta soube comunicar aquilo que tinha experimentado com o Senhor, aquilo que tinha visto e ouvido d’Ele; e essa foi e é a sua santidade. Não teve medo da alegria”. Disse o Papa Francisco. E continuou: “São José de Anchieta tem um hino belíssimo dedicado à Virgem Maria, a quem, inspirando-se no cântico de Isaías 52, compara com o mensageiro que proclama a paz, que anuncia a alegria da Boa Notícia. Que Ela, que naquele alvorecer do domingo insone pela esperança, não teve medo da alegria, nos acompanhe em nosso peregrinar, convidando todos a se levantarem, para entrar juntos na paz e na alegria que Jesus, o Senhor Ressuscitado, nos promete”.

Faça o download da homilia do Papa Francisco na Missa em Ação de Graças pela Canonização de São José de Anchieta

No fim da Missa, Dom Damasceno saudou e agradeceu o Papa Francisco por ter proclamado Santo José de Anchieta, e destacou o exemplo de amor dedicado a Nossa Senhora, a quem sempre pedia socorro, e foi sua força e apoio nos momentos cruciais de sua vida. “Santo Padre, muito obrigado por nos permitir partilhar com os cristãos do mundo todo o belo testemunho que foi a vida de São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil”.

Faça o download da saudação e agradecimento do Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis ao Papa Francisco, na Missa em Ação de Graças pela Canonização de São José de Anchieta.

Padre Cesar Augusto, sj, Vice-postulador do processo de Canonização de São José de Anchieta, levou ao Papa relíquias do Santo.

Após a benção final, o Santo Padre rezou por alguns instantes, diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

O religioso Jesuíta da Companhia de Jesus, Padre José de Anchieta, com o então provincial do Brasil, padre Manoel da Nóbrega, e outros religiosos jesuítas, fundaram em 25 de janeiro de 1554, no planalto de Piratininga, o Colégio de São Paulo de Piratininga. Nascia, no ponto mais avançado do planalto, sobre uma colina situada no encontro dos rios Anhangabaú e Tamanduateí, a cidade de São Paulo, a maior da América do Sul.

Anchieta desenvolveu uma intensa ação evangelizadora não só em São Paulo, mas também em outros estados brasileiros, como Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.

A Arquidiocese de São Paulo ainda festeja com manifestações de Júbilo e Ação de Graças a Deus pela Canonização de São José de Anchieta.

A Canonização

No processo de sua canonização, São José de Anchieta não teve reconhecido oficialmente um 2ª milagre, conforme as regras ordinárias da Igreja. No entanto, o Papa Francisco, através do dispositivo chamado “Canonizzazione Equipollente” (Canonização equivalente), e, após certificar-se que Anchieta está em conformidade com os requisitos, estendeu seu culto à Igreja no mundo todo, pois, enquanto Beato, limitava-se aos locais onde atuou.

Padre Cesar Augusto dos Santos, sj, vice-postulador do processo de canonização de Anchieta, e outros responsáveis, redigiram um relatório a fim de demonstrar que o novo santo preenchia os três requisitos para este tipo de canonização: Culto antigo; Testemunho confiável ao longo da história em relação às suas virtudes; e Fama ininterrupta de graças.

São José de Anchieta é o primeiro santo de 2014 e o segundo jeuíta canonizado pelo Papa Francisco. Em dezembro de 2013, o sacerdote francês São Pedro Fabro (1506-1546) foi proclamado santo.

Fonte Site da Arquidiocese de São Paulo. Especial: São José de Anchieta

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