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Dom Nelson Westrupp: 50 anos de vida sacerdotal

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Dom Nelson (ao centro), em uma solene celebração na catedral Nossa Senhora do Carmo

Na  noite desta última quinta-feira, 03, Dom Nelson Westrupp, scj, Bispo da Diocese de Santo André, celebrou 50 anos de seu sacerdócio, em missa realizada na Catedral Nossa Senhora do Carmo, no centro de Santo André, SP.  A celebração foi presidida pelo próprio jubilando e concelebrada pelos demais arcebispos e Bispos presentes.

Dom Nelson é natural de São Luís, Município de Imaruí, SC. Ordenou-se sacerdote em 28/06/1964, na cidade de Brusque, SC. Foi sagrado bispo em 20/07/1991, tendo sido o segundo bispo de São José dos Campos, exercendo seu ministério de 1991 a 2003, sendo posteriormente bispo de Santo André, até agora.

Tem como lema: “Sem mim nada podeis”

Atuou como bispo membro da Comissão Representativa do Regional Sul 1; coordenador da sub-região de Aparecida; responsável pela Dimensão Bíblico-Catequética, no Regional Sul 1; responsável pela Pastoral Vocacional e membro do Conselho Fiscal no Regional Sul 1; membro do Conselho Permanente da CNBB (2007 – 2011).

Esteve à frente do Regional Sul 1 da CNBB do Estado de São Paulo como presidente por dois mandatos. Foi eleito para a presidência do Regional em 2003. Em 2007, foi reeleito para um segundo mandato que terminou em 2011.

Estiveram presentes na celebração o Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia e Pregador do Jubile, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger; o Bispo de São Miguel Paulista, Dom Manuel Parrado Carral; o Bispo de Taubaté, Dom Carmo João Rhoden; o Bispo de Limeira, Dom Vilson Dias de Oliveira; o Bispo Emérito de Lorena, Dom Benedito Beni dos Santos; o Bispo de Campo Limpo, Dom Luis Antonio Guedes; o Bispo auxiliar de São Paulo, Dom José Roberto Fortes Palao e o Abade do Mosteiro São Bento de São Paulo, Dom Mathias Tolentino Braga.

Também marcaram presença o Clero diocesano de Santo André, diversos Padres da Diocese de São José dos Campos, dente outros, além dos familiares de Dom Nelson e de fiéis de várias comunidades pastorais que lotaram a catedral diocesana.

Em seu pronunciamento, dom Nelson Westrupp, scj, recordou da felicidade do seu primeiro dia quando foi ordenado presbítero. “Estou vivendo neste Jubileu, pela graça de Deus, a felicidade do primeiro dia, um dia que não teve ocaso até agora. Sinto que minhas mãos ainda exalam e recendem o perfume do Óleo Sagrado daquele primeiro dia”, disse.

Hoje, disse dom Nelson, “se algum aventureiro me perguntar o segredo de minha felicidade sacerdotal, repetirei com o Salmista aquele verso que aprendi ao me tornar coroinha: “Irei ao altar de Deus, ao Deus que é minha alegria e meu júbilo” (Sl 43/42, 4), pois, foi Ele que me enviou para ser nos místicos prados e campinas de Taubaté, de Roma, de Brusque, de São José dos Campos e do Grande ABC, o venturoso  semeador da caridade pastoral, flor que nunca murcha e luz que não se apaga no coração sacerdotal fiel a Cristo e à Igreja”, afirmou emocionado.

Durante a celebração, com a catedral totalmente lotada, os presentes fizeram uma retrospectiva pelas cinco décadas percorridas por Dom Nelson em seu sacerdócio ministerial e agradeceram a Deus por esses abençoados 50 Anos de Sacerdócio. “Este cinquentenário é como uma bela árvore frondosa com saborosos frutos de dedicação, zelo pastoral, amor, entrega, oblação, comunhão e oração”, expressaram os fiéis.

Em entrevista à Milícia da Imaculada, Dom Nelson Westrupp disse estar alegre com a ação de graças pelos seus 50 anos de vida sacerdotal, ainda mais feliz por celebrar junto com o Jubileu da Diocese de Santo André. “Sem dúvida, poder celebrar uma data especial e significativa, tanto para a Diocese como para mim pessoalmente, é sempre motivo de alegria. E alegria maior ainda é poder agradecer a Deus e sentir-se envolvido numa única ação de graças. Tanto o Jubileu de ouro sacerdotal como o Jubileu de Diamante da Diocese, são momentos fortes para recordar o amor e a obra de Deus em nossa história, para agradecer, mas também revisar, reavivar e pautar metas com novo ardor para o serviço ao Reino de Deus”.

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Os fiéis lotaram a Catedral de Santo André para celebrar o Jubileu de Ouro Sacerdotal de Dom Nelson Westrupp

Acompanhe, abaixo, na íntegra, o pronunciamento de Dom Nelson Westrupp, scj na missa em Ação de Graças pelos seus 50 anos de sacerdócio:

Jubileu de Ouro Sacerdotal de Dom Nelson Westrupp, scj – 3/7/2014

Catedral Nossa Senhora do Carmo

É verdadeiramente gratificante ver e sentir a presença de pessoas como Vocês, que vieram de longe e de perto partilhar comigo o Jubileu de Ouro Sacerdotal.

O Jubileu de uma Ordenação Sacerdotal, leva-nos a refletir sobre a grandeza do Sacerdócio de Cristo e sua participação por aqueles que foram constituídos pastores e mestres do Povo de Deus.

Com toda sinceridade devo confessar que, desde sempre, senti a desproporção entre a grandeza da vocação sacerdotal e a minha pequenez, entre a sublimidade da missão e a minha fragilidade humana. Daí a necessidade de voltar sempre de novo à raiz do nosso sacerdócio que é Jesus Cristo. Porquanto, mediante o Sacramento da Ordem, o sacerdote é totalmente inserido em Cristo a fim de que, partindo de Cristo e agindo em vista de Cristo,  realize em comunhão com Ele o serviço do único Pastor, Jesus, em quem  Deus, como homem, quer ser o nosso Pastor (cf. Bento XVI, Homilia, 7.5.2006).

Na verdade, a única razão que me levou a aceitar a Celebração de hoje, não foi simplesmente ter chegado aos 50 anos de ordenação sacerdotal, e sim, sem mérito algum de minha parte, ter sido chamado a participar, pela graça de Deus, no único e eterno Sacerdócio de Cristo.

Meu grande desejo, portanto, mais do que comemorar o Jubileu, é ressaltar e fazer transparecer o Sacerdócio de Cristo.

A vocação sacerdotal é e continua a ser um mistério. Por que Deus chamou a mim e não outro? Como explicar esta misericordiosa e gratuita predileção divina?

O Evangelista Marcos diz que Jesus “chamou os que Ele quis” (3, 13), isto é, “os que Ele tinha dentro do coração”.

Apesar de minhas limitações, infidelidades e omissões, ouso repetir com São Paulo que a graça que o Senhor reservou para mim não foi totalmente estéril (cf. 1 Cor 15, 10).

Muitas foram as almas que, através de minha participação no Sacerdócio de Cristo, fizeram a experiência do encontro pessoal com Jesus Salvador. Se Deus me escolheu para ser Seu instrumento, eu sei que Ele quis que estas almas fossem para mim instrumento de Seu amor e de Sua graça.

Por outra parte, a amizade de Jesus por nós sacerdotes é um dom inestimável, que nos encoraja a segui-Lo com confiança. Na Sua imensa misericórdia, Cristo Pastor nos toma  pela mão, não permite que nos afoguemos nas águas poluídas do mal que nos cerca,

pelo contrário, Ele está sempre ao nosso lado, jamais nos abandona, pois Ele mesmo disse:

“Vós sois meus amigos”, demonstrando que confia-se a nós, confia-nos o Seu Corpo na Eucaristia, confia-nos a Sua Igreja. Por isso, devemos ser verdadeiramente seus amigos, isto é, ter com Ele um só sentir, desejar o que Ele deseja e não desejar o que Ele não deseja (cf. Bento XVI, Discurso, 13.5.2013).

A experiência de 50 anos exercendo o ministério pastoral torna o coração mais atento ao menor ruído na porta para abri-la ao primeiro toque do Bom Pastor.

Após esses 50 anos de pastor de almas, quisera repetir com o Beato Cardeal John Henry Newman: “Se os Anjos tivessem sido os vossos sacerdotes, queridos irmãos e irmãs, não teriam podido participar dos vossos sofrimentos, nem ser indulgentes, nem ter compaixão, ou sentir ternura por vós, nem encontrar motivos para vos justificar,  como nós podemos; não teriam podido ser modelos nem guias para vós, nem vos teriam conduzido do vosso homem velho para uma vida nova, como o podem fazer todos os que provêm do vosso mesmo ambiente” (“Men, not Angels: the Priests of the Gospel”, Discourses to mixed congregations, 3).

Alguém já disse que “não existe Padre infeliz no primeiro dia de padre”. O segredo da felicidade sacerdotal é justamente fazer de cada dia o primeiro dia!

Estou vivendo neste Jubileu, pela graça de Deus, a felicidade do primeiro dia, um dia que não teve ocaso até agora… Sinto que minhas mãos ainda exalam e recendem o perfume do Óleo Sagrado daquele primeiro dia.

E se algum aventureiro me perguntar o segredo de minha felicidade sacerdotal, repetirei com o Salmista aquele verso que aprendi ao me tornar coroinha: “Irei ao altar de Deus, ao Deus que é minha alegria e meu júbilo” (Sl 43/42, 4), pois, foi Ele que me enviou para ser nos místicos prados e campinas de Taubaté, de Roma, de Brusque, de São José dos Campos e do Grande ABC, o venturoso  semeador da caridade pastoral, flor que nunca murcha e luz que não se apaga no coração sacerdotal fiel a Cristo e à Igreja.

Contemplando o Coração Sacerdotal de Cristo, símbolo privilegiado da misericórdia e do amor de Deus, somos fortalecidos em nossa vocação de ministros e servidores do Senhor.

Assemelhar-se cada vez mais ao Coração Sacerdotal de Cristo Pastor, é o desafio maior de todo sacerdote. Jesus entregou em nossas mãos sacerdotais a ação de realizar a transformação do pão em Seu Corpo e do vinho no Seu Sangue.

A Celebração Eucarística é, para nós Padres Dehonianos, o momento privilegiado da nossa fé e da nossa vocação, o ato mais importante do nosso dia. A Eucaristia é uma escola de contemplação de onde saem  os “profetas do amor” e os “ministros da reconciliação e da paz”.

A Virgem Santíssima, Mãe dos Sacerdotes, nos ajude a nos tornar cada vez mais configurados ao Sumo e Eterno Sacerdote.

“É pela graça de Deus que sou o que sou” (1 Cor 15, 10).

Sinto-me pequeno demais para render graças a Deus, como se deve, pelo meu Jubileu de Ouro Sacerdotal. Por isso, conto com a presença de Vocês que vieram me ajudar neste hino de louvor e neste serviço de agradecimento. Sozinho, não seria capaz. Ajudem-me, portanto, pois isto é grande demais. Ajudem-me a dizer: corações ao Alto!

Obrigado ao Senhor e à Sua Santa Mãe também, a Mãe dos Sacerdotes. Obrigado a todos os Santos e Santas, nossos queridos Protetores.

Obrigado à Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus que  me acolheu desde a minha entrada no seminário até a minha nomeação episcopal.

Obrigado aos meus queridos pais e a meus queridos familiares que sempre me apoiaram nos caminhos da vocação religiosa e sacerdotal.

Obrigado aos Senhores e Confrades amigos:

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, Arcebispo Primaz do Brasil, Pregador de hoje; Dom Carmo Rhoden, Bispo de Taubaté!

Obrigado, queridos irmãos no Episcopado: Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo Emérito de Lorena; Dom Manuel Parrado Carral, Bispo de São Miguel Paulista; Dom Vilson Dias de Oliveira, Bispo de Limeira; Dom Luiz Antônio Guedes, Bispo de Campo Limpo; Dom Mathias Tolentino Braga, Abade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo.

Obrigado ao Vigário-Geral da Diocese, Pe. Beto, bem como aos  membros do Colégio dos Consultores e do Conselho de Presbíteros da Diocese de Santo André;

Um reconhecimento particular às autoridades civis aqui presentes ou representadas, sobretudo, Prefeitos municipais, Secretários municipais, Deputados Estaduais, Presidentes de Câmaras municipais  e Vereadores.

Meu agradecimento especial a todos os Sacerdotes aqui presentes, de maneira particular, da Diocese de Santo André e da saudosa Diocese de São José dos Campos, bem como os demais Sacerdotes.

Obrigado aos caríssimos Diáconos Permanentes e aos queridos Seminaristas.

Agradeço igualmente as Religiosas, Leigas e Viúvas Consagradas e Membros das Novas Comunidades. Obrigado a todas as Lideranças e Agentes Pastorais e Movimentos e Organismos Diocesanos.

Obrigado a Vocês, queridos Amigos e Amigas que vieram, rezar e agradecer comigo.

Muito obrigado a todas as pessoas que de uma ou de outra forma, colaboraram com tanto carinho na organização e execução deste Jubileu. Agradeço à equipe de Liturgia, de Cerimônia e à Banda “Estrela da Manhã”.

Enfim, obrigado a todas e a todos que, através da oração, da solidariedade e do apoio, me ajudaram nesta longa caminhada, a ser e a permanecer sacerdote, e agora, me ajudaram a agradecer, sem nunca nos esquecer que é “pela graça de Deus que somos o que somos”!

Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano de Santo André

De Santo André, Renato Papis,  MTb, 61.012/SP. Crédito das fotos: Thiago Soares Silva

 

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