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Diocese realiza formação ampliada sobre Doutrina Social da Igreja e a política como busca do bem comum

Mais de 230 pessoas participaram de uma manhã formativa sobre política e bem comum a luz da Doutrina Social da igreja com o professor Doutor José Mario B. Carneiro, na Paróquia Catedral Sagrada Família.

No dia 16 de junho o Conselho Diocesano de Pastoral da Diocese de Campo Limpo (SP), reuniu mais de 230 pessoas, em um CDP Ampliado sobre Fé & Política. Estiveram presentes padres, delegados paroquiais e fiéis leigos para uma manhã formativa de conscientização sobre Doutrina Social da Igreja e a política como busca do bem comum, na nave da Paróquia Catedral Sagrada Família.

O Coordenador de Pastoral Diocesana, padre Marcos Patrício em parceria com o Assessor Diocesano da Pastoral Fé & Política, padre Alfredo César da Veiga, trouxeram para a discussão e articulação este tema tão importante, na pessoa do professor José Mario Brasiliense Carneiro, que é mestre em Teologia e especialista em Doutrina da Igreja, além de ser Doutor em Administração pública.

A manhã formativa teve início às 8 horas com a oração das Laudes, conduzida pelos seminaristas, seguida da acolhida de Dom Luiz Antônio Guedes, bispo Diocesano de Campo Limpo.

O Coordenador Diocesano de Pastoral conduziu os trabalhos e explicou a estruturação pastoral em organismos, serviços, pastorais sociais e movimentos, acolhendo também, todos os delegados paroquiais e convidados, salientando a importância, neste Ano do Laicato, de formações especificas e bem estruturadas para todos os membros da igreja, povo de Deus.

Com dinâmica e didática ímpar, o professor utilizou um trecho da exortação Apóstolica Evangelli Gaudium (Alegria do Evangelho) do Papa Francisco para iniciar o assunto, “Peço a Deus que cresça o número de políticos capazes de entrar num autêntico diálogo que vise efetivamente sanar as raízes profundas e não a aparência dos males do nosso mundo.”

Oferecer e disseminar educação política para todos os batizados, que são os co-responsáveis na evangelização da sociedade, é o primeiro passo para a conscientização. Neste sentido, citou o professor, usando a figura de uma bússola, para se ter uma orientação social, econômica e política é preciso em primeiro lugar caridade nas micro-relações familiares, de amizade, religião e trabalho.

A igreja oferece a Doutrina Social da Igreja, e interagindo com os presentes o professor colocou a pergunta: Mas qual deve ser o norte no campo político? E o Sul, o Leste e o Oeste? “Os pontos cardeais da Doutrina Social da Igreja tem como ponto de partida, o Sul: que representa a dignidade da pessoa, o ponto de chegada, o Norte: o bem comum, os meios, o Leste: como função social da propriedade e o Oeste: a justiça”, disse.

Durante boa parte da manhã o professor transcorreu todos os ‘pontos cardeais’ da Doutrina Social da Igreja falando sobre cada um dos direcionamentos e dando exemplos de Santos, como a Santa Teresa Benedita da Cruz e de estadistas e líderes católicos que reconheciam na política a prática do bem comum à luz do Evangelho.

“Se queremos saber o que é o ser humano, devemos nos colocar de modo o mais vivo possível na situação onde fazemos a experiência do seu ser, ou seja, daquilo que experimentamos em nós mesmos e o que experimentamos no encontro com os outros.” (Edith Stein, La struttura della persona umana, p. 39)

Além da bússola a imagem da cruz foi utilizada para indicar os outros dois princípios fundamentais da Doutrina Social, a trave horizontal como a solidariedade e a trave vertical da cruz como a subsidiariedade.

A primeira encíclica social Renum Novarum (Coisas novas) de 1891 e escrita por Leão XIII marcou o início das encíclicas sociais. A partir daí muitos outros escritos a respeito foram publicados e o próprio Papa Francisco em sua encíclica Laudato Si (Louvado sejas) de 2015, fala sobre o amor, a justiça e a paz e como essas práticas ainda não são bem acolhidas no mundo de hoje, ainda muito devastado por guerras, injustiças e misérias.

“Eu estou falando sobre as principais encíclicas sociais da igreja, para que vocês tenham uma idéia da riqueza que a igreja produz em termo de pensamentos sociais, políticos e econômicos e infelizmente nós pouco conhecemos, quando eu descobri a doutrina social, eu me encantei, porque não é um conjunto de regras, é baseado no evangelho”, completa o professor José Mario.

Utilizando a parábola dos talentos (Mateus 25, 20), que diz que, aquele que recebe um talento e tem medo, esconde a moeda sob a terra de forma estéril, sem criar nada com ela, o professor convidou todos a se engajarem na vida social e política de seus bairros e salientou, “Cidades bem cuidadas levam o país para frente, se cada um de nós fizer a nossa parte podemos transformar esta realidade, que nós mesmos julgamos como ruim. Nestas eleições de 2018 vamos todos nós escolhermos bem os nossos candidatos”, disse.

No final da manhã, a avaliação dos presentes sobre a formação foi bem positiva e antes do encerramento o coordenador de Pastoral, orientou a leitura da cartilha ‘Os cristãos e as Eleições 2018’, produzido pela Regional Sul 2 a pedido da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), distribuída no início da formação e motivou os padres presentes a darem continuidade a formação política nas paróquias: “Neste ano eleitoral, e na atual situação política do País, precisamos de discernimento e compromisso, por isso é tão importante apresentar este material para a nossa comunidade paroquial e incentivar formações deste tipo”, salientou Padre Marcos Patrício.

“É necessário que os leigos católicos não permaneçam indiferentes à vida pública nem fechados nos seus templos, nem sequer esperem as diretrizes e as recomendações eclesiais para lutar a favor da justiça e de formas de vida mais humanas para todos”, Papa Francisco (Para políticos latino-americanos, dezembro/2017).

O próximo CDP Ampliado acontecerá dia 25 de agosto e terá como tema principal o Ministério da Acolhida, visando à formação deste ministério em todas as paróquias, de forma organizada e preparada para acolher bem e ir ao encontro das pessoas, fazendo a integração delas na celebração e na vida em comunidade.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Diocese de Campo Limpo

 

 

 

 

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