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Diocese encerra visita Jubiliar da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida

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Dom Luiz: “Que cada um de nós debaixo desse manto, se sinta bem amparado”

“Que esse momento seja para nós um ponto de chegada, mas ao mesmo tempo um renovado ponto de partida para continuarmos nosso caminho na fé”, disse Dom Luiz Gonzaga Fechio ao acolher mais de 1500 fiéis no encerramento oficial da visita jubilar na Diocese de Amparo, na tarde do domingo, 24 de abril.

A grande festa de fé e devoção que culminou na missa na Matriz de São Sebastião, em Amparo, teve início às 13h30, na Matriz de Nossa Senhora Aparecida, em Arcadas, última paróquia a receber a visita jubilar na diocese, os fiéis rezaram a oração da Ave Maria e meditaram, sob orientação do padre Edgar Barros Briozo e padre Carlos Roberto Panassolo, a passagem das Bodas de Caná, do Evangelho de São João, a reflexão partiu da frase ‘fazei tudo o que Ele vos disser’, quando Maria foi instrumento do Espírito Santo na concretização do primeiro milagre de Jesus Cristo. Fogos de artifícios e balões azuis avisavam o início do cortejo de dezenas de veículos, que seguiram em carreata até a Matriz de São José Operário, Jardim São Dimas, lá os fiéis rezaram a Ave Maria na passagem da imagem e o cortejo seguiu em direção a Matriz São João Batista, Jardim Camanducaia, na chegada o carro enfeitado, que levava a imagem, foi cercado por paroquianos com rosas nas mãos a homenagear a Senhora Aparecida.

Os fiéis que já se encontravam defronte a Matriz de São Sebastião aguardavam ansiosos a Mãe Aparecida, a carreata já somava aproximadamente duzentos veículos a seguir a imagem milagrosa. Às 15h, o som dos fogos e das palmas se misturaram na chegada da imagem jubilar, ovacionada pela multidão, muitos ‘viva a Mãe Aparecida’ puderam ser ouvidos, o povo se aglomerou ao redor do veículo na expectativa de conseguir tocar e fotografar a bela imagem.

Em seguida iniciou-se a celebração, presidida pelo bispo diocesano, concelebrada por padre Pedro Maia Pastana, vigário geral da diocese, e padre Carlos Roberto Panassolo, pároco na paróquia São Sebastião, a santa missa contou com a presença de dezenas de padres da diocese, seminaristas e religiosas. “Vamos pedir, com a intercessão de Nossa Senhora, que nós deixemos esse banho da misericórdia, do perdão de Deus, nos limpar, para que ao sairmos daqui hoje, estejamos mais unidos, mais congregados nessa comunhão tão bonita de uma família, de todas as comunidades de nossa diocese, a caminhar mais juntos no caminho do seu Filho”, exclamou o bispo.

Ao adentrar a igreja, a imagem trazida pelas mãos de três jovens, sinalizando os pescadores da imagem milagrosa nas águas do Rio Paraíba, em 1717, muitos não puderam conter as lágrimas. Dezoito jovens, representando os anos da Igreja Particular de Amparo, dançaram uma singela coreografia com fitas, formando um corredor por onde a imagem jubilar passou em direção ao presbitério. Trinta e duas crianças, representando cada paróquia visitada, enfeitaram com estrelinhas nas mãos, o céu da Mãe Aparecida, enquanto rosas eram ofertadas a imagem peregrina, presente na diocese desde 31 de janeiro de 2015, quando mais de 4 mil diocesanos, em Romaria, foram ao Santuário Nacional buscar a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Dom Luiz disse que, é importante associarmos a rede que pescou a imagem milagrosa, com uma rede que precisa ser costurada em todas as paróquias, para que a diocese esteja em sintonia, independente do lugar onde cada um esteja, seja na comunidade rural mais distante, todos devem deixar que Nossa Senhora costure essa rede do bem. “Que bom quando a gente está na Igreja para somar, para ajudar, para respeitar, mesmo não concordando com muitas coisas, mas querendo ter consciência cada vez mais clara, que Ser Igreja significa estar junto para mostramos uma Igreja mais evangelizadora, mais missionária, aquela Igreja que nós queremos ser amanhã, não aqui na Terra, mas na Jerusalém Celeste. Essa Jerusalém que é a casa onde todos nós cabemos, mas nós precisamos querer entrar nessa casa fazendo o nosso caminho aqui onde Deus nos colocou”, ponderou.

A devoção à Virgem Maria é uma das colunas que sempre sustentou a Igreja diante das grandes tribulações, as comemorações do tricentenário da aparição torna mais visível essa grande devoção popular a Rainha e Padroeira do Brasil. Através da Virgem Maria, o Verbo se fez carne, e por sua interseção chegamos a seu filho, nosso Salvador. Por meio de Nossa Senhora, Jesus Cristo continua a se encarnar em nossas vidas. Por isso, as palavras não são suficientes, a emoção e a gratidão transbordam nos olhares e gestos, tudo parece pouco para agradecer os preciosos momentos que a peregrinação da imagem proporcionou.

O bispo pediu para que todos se coloquem debaixo do manto protetor da Virgem Maria e ao fazer seu pedido particular, peça também pela diocese, para que o caminhar do Ser Igreja seja cada vez mais abençoado. “Que cada um de nós debaixo desse manto, se sinta bem amparado, vamos relacionar o manto de Nossa Senhora com esse amparo onde todos nós temos o nosso lugar, para que nos sentindo protegidos, fortalecidos, acariciados, muito amados e amadas possamos exercer bem a nossa missão nesse conjunto todo da nossa grande família diocesana”.

No momento em que foi anunciado que, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, permanecerá na diocese como presente do Santuário Nacional, toda a assembleia aplaudiu intensamente, Dom Luiz disse então que a imagem ficará no Seminário São José, em Pedreira, sob os cuidados do reitor padre Edson Luis Andretta e dos doze seminaristas que lá residem.

Para Dom Luiz, a visita da imagem jubilar, tem que ser encarada como uma provocação, para que todos percebam que “estão juntos no mesmo barco”, onde a missão de cada um deve acontecer. “Que nossa Mãe querida, a Senhora Aparecida, possa nos pescar mais. Nos pescar mais com essa celebração para sairmos daqui mais pescador, mais pescadora, com a disposição de chamar, de trazer, de arrebanhar, de unir, de somar, para nossa rede ficar cada vez maior e mais bonita”, completou.

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A réplica foi trazida pelas mãos de três jovens, sinalizando os pescadores que acharam a imagem milagrosa nas águas do Rio Paraíba, em 1717

Texto e foto: Pascom Diocesana de Amparo

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