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Diocese de Guarulhos envia missionário para Moçambique

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Missa de envio do padre Salvador para África é celebrada na Catedral de Guarulhos. Foto: Pascom Catedral

Uma missa celebrada na catedral de Guarulhos (SP), marcou o envio do padre Salvador Rodrigues de Brito para a diocese de Pemba, no norte de Moçambique que tem como bispo, o brasileiro dom Luís Fernando Lisboa, CP, missionário passionista.

“Nós não damos o que nos sobra, mas partilhamos o que nós temos. Hoje celebramos a missa de envio do padre Salvador e, por fim, a nomeação do padre Otacílio, que também é da nossa diocese, que se tornou o novo bispo auxiliar de Belo Horizonte”, destacou o bispo da diocese de Guarulhos, dom Edmilson Amador Caetano, ao presidir a celebração no domingo, 22 de janeiro.

O envio se insere no contexto da dimensão missionária ad gentes abraçado pela diocese de Guarulhos. O padre, a convite do Bispo de Pemba, o brasileiro dom Luiz Fernando Lisboa, embarca para a África na próxima quinta-feira, dia 02 de fevereiro e diz sentir-se encorajado para a missão. “Uma Igreja só é amadurecida, quando envia ao menos um missionário’, de tantos que ela já o recebeu. Esse gesto é a expressão da caridade universal de Cristo para os povos; que vai além do nosso rebanho! O compromisso abraçado com a missão universal visibiliza uma Igreja verdadeiramente de saída! Sinto-me feliz, por poder realizar este trabalho. Enfim, vou á África para me encontrar com Jesus Cristo nas pessoas que lá estão, e anuncia-lo aos que ainda nunca ouviram falar dele pela primeira vez. Por isso digo com fé: abandono-me em tuas mãos, para que eu possa irradiar o ser”, explicou padre Salvador.

Emocionado, o missionário agradeceu seu bispo, os padres, sua família e diocesanos e pediu a bênção de toda a Igreja. “Não estou indo sozinho à missão, comigo, vai o meu bispo, meus irmãos sacerdotes, religiosas, seminaristas e cada um que é diocesano, vou com bênção de Deus, com a bênção do meu bispo, com a bênção de meus irmãos sacerdotes enfim, com a bênção de cada um de vocês, dos meus amigos, irmãos, da minha família, enfim, com a bênção da Igreja! Esta á única certeza que terei! A bênção de Deus e da minha inesquecível Diocese.  Sempre me sentirei devedor, Gratidão, se paga com gratidão!”.

Durante a celebração, padre Salvador recebeu uma bênção para a sua missão e foi presenteado com uma cruz missionária. Em sua homilia, o padre falou sobre as motivações que o levaram a abraçar esse novo desafio missionário.

Porque vou para a África?

Primeiro porque me sinto chamado para ir; sem amor, a vida é vazia! Não podemos viver ser solidariedade; é próprio da essência cristã procurar cuidar das feridas dos que mais sofrem. As razões pelas quais pedi ao meu superior e ao Conselho de presbíteros para viver a missão além-fronteiras, na África, são múltiplas.

Primeira motivação: Eu sou um milagre vivo de Deus, por isso, trago o nome de “Salvador”, porque fui salvo no ventre de minha mãe eu e ela, que estivemos à beira da morte em sua gravidez.

Vendo ela o risco de morte que corríamos, fez uma promessa a São Salvador, uma Igreja que existe no sertão da Bahia, e o pedido que ela fez foi se eu viesse com vida, com saúde, me colocaria o nome de Salvador! Por isso, meu nome é totalmente diferente dos demais irmãos. Quatro anos atrás, tivemos á honra de conhecer esta igreja onde rezei a Santa Missa de Ação graças.

Segunda motivação: quando ainda criança e até minha adolescência, sempre tive um sonho que me acompanhava e eu não compreendia e nem conseguia decifrar o seu significado; sempre sonhava como se estivesse voando de forma horizontal, e quanto mais fechava os olhos parecia que eu ia mais longe. Com o passar do tempo, pude melhor entender.

Terceira motivação: o testemunho do primeiro padre que eu conheci nesta vida, padre Guilherme, esse que me batizou e evangelizou o Sertão da minha terra natal e que ainda continua evangelizando nas terras de Pilão Arcado – Gratidão! Meu despertar missionário é marcado por esta presença de um homem simples e de Deus. A semana passada, estive com ele agradecendo o que ele fez por mim e pela minha terra.

Quarta motivação: a formação sólida que recebi no seminário e na diocese, de tal modo que me foi permitido caminhar e fazer parte do Conselho Missionário Diocesano (Comidi) na época, pelo então reitor do seminário padre Francisco Veloso, a quem agradeço muito. Enquanto estudante de filosofia, realizamos a pastoral da caridade, instituída na formação por padre veloso, da qual minha turma fez parte. E nesta experiência lá no Anita Garibaldi no bairro do ponte alta descobri e compreendi, minha vocação missionária, diante de tudo o que lá meus olhos viram, ouvimos e realizamos.

Quinta motivação: as boas formações recebidas do Comidi, e o testemunho de seus membros sempre fortaleceram a minha espiritualidade missionária, como tantas outras experiências missionárias já realizadas.

Sexta motivação: nestes meus seis anos de padre por onde tenho sido enviado, com meus 32 anos de idade tenho examinado a minha consciência e cheguei à conclusão de que era o momento de “esvaziar as malas”, para que o meu ser cristão e meu sacerdócio, não se atrofie; que eu não me torne cego e surdo neste mundo, diante do grito de uma enorme multidão.  Chego à conclusão de que até aqui não tenho feito nada ainda só por Cristo, mas o que tenho feito, te sido acompanhado de um amor próprio.

Sétima motivação: a história da nossa diocese é registrada com o testemunho missionários de sacerdotes e congregações religiosas, padres provenientes de outros países, que vieram até nós, por isso, reconhecimento e gratidão!

Portanto, creio que somente aprendemos a nos ofertar um pouco mais, à medida que tenhamos já nos dado a Ele, em pequenas outras ofertas cotidianamente. Agradeço imensamente aos meus superiores, que desde muito cedo me confiaram compromissos de responsabilidades os quais, procurei com fé e amor exercê-los até o devido momento. Tenho a enorme alegria de anunciar a todos vocês que a nossa amada diocese de Guarulhos, é uma das dioceses mais ricas do mundo. Vocês sabiam disso? Ou seja, como diz Santa Madre Tereza de Calcutá: “Rico não é aquele que tem tudo, mas, aquele que sabe oferecer alguma coisa”.

Somos uma diocese rica sim, porque mesmo sendo pobre e com tantas necessidades e desafios pastorais, nosso bispo e nosso presbitério estão enviando um padre para a missão além fronteira. Mesmo precisando de mais padres aqui também, isso é misericórdia concreta!

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Regional Sul 1 da CNBB, com informações diocese de Guarulhos (SP). Fotos gentilmente cedidas pela Pastoral da Comunicação Diocesana de Guarulhos

 

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