Notícias

Diácono partilha a missão na Amazônia

2017-07-30-PHOTO-00000118A Amazônia me ensinou a ser um diácono de verdade

Comecei a minha experiência missionária na Amazônia como diácono em setembro de 2016, quando fui enviado pela diocese de Lins à Arquidiocese de Manaus, através do Projeto Missionário entre o Regionais Norte 1 (Amazonas e Roraima) e o Sul 1 (São Paulo).Estou servindo, numa paróquia na periferia, que tem uma área ribeirinha e também comunidades nos ramais,a paróquia Nossa Senhora Mãe dos Pobres no bairro de Puraquequara.

A Amazônia me ensinou a ser um diácono de verdade. O mistério diaconal surge com os Apóstolos e surge para o serviço, a caridade e a Palavra. E o meu ministério tomou um grandíssimo sentido, ao estar aqui convivendo com este povo, partilhando as alegrias e as tristezas. Posso dizer que um dos sentimentos que toma o meu coração sempre de alegria e de emoção, foi poder ajudar uma criança a vir ao mundo, uma mulher estava prestes a dá à luz e a única pessoa que estava ali era eu, e me coloquei ali para ajudar, até que chegou um outro socorro. Saber que o ministério da caridade se torna gritante a nossa frente na Amazônia. Saber que com minhas mãos e minhas limitações, Deus quis se servir da minha limitação.

Levar a este povo a Palavra de Deus, a Palavra que fortalece, a Palavra da Vida, encher essas pessoas de esperança com o Evangelho da Alegria. Sempre costume dizer às pessoas, principalmente aquelas que pede benção: “Que Deus te faça santo e feliz! A Amazônia tem me ajudado a seguir os passos do Mestre Jesus Cristo e a buscar todos os dias esta mais inserido na realidade desta gente bonita e alegre, pois não é a comunidade que tem que mudar para mim, mas eu que tenho que me incultura e a verdade é que estou apaixonado por tudo,já me sinto um deles mesmo sabendo que tenho muito aprender,por isso sigo mantendo os olhos fixos no amor de minha vida, Jesus Cristo.

Hoje na arquidiocese de Manaus, além dos trabalhos na Paróquia Nossa Senhora Mãe dos pobres, trabalho muito gratificante, celebrando nas comunidades,fortalecendo as comunidades já existentes, formando lideranças, catequizando,vivendo com eles. Também assumi um trabalho junto ao Setor da arquidiocese de Manaus, setor José Leste, assumi a coordenação, coordenador junto com mais alguns leigos, estamos trabalhando todos os

dias, nos deixando ser moldados pelas mãos do Senhor na missão que é Dele.O que mais peço ao Senhor é nunca fazer minha vontade mas sim a vontade Dele, é estar disponível todos dos dias para fazer a vontade dele: “Seja feita a Vossa Vontade”!

Na paróquia, também temos animado as tradições já existentes,como o novenario em honra a São Sebastião, que há mais de 105 anos existe na nossa comunidade, aprendendo a forma de rezar que alimentou a fé deste povo ao longo de anos, através desta devoção e de tantas outras, esta forma de rezar a ladainha, algumas orações em latim ainda. A gente vai cultivando essas manifestações de fé do povo amazonense.

No bairro Puraquequara, tivemos uma grande de missionária, um grande exemplo missionário,a irmã Gabrielle Cogels,Missionária Mulher de personalidade notável, expressiva, cheia de vida, Com irresistível prazer de viver, era apaixonada por Cristo e pelos irmãos. Os que conheceram Irmã Gabrielle sempre dizem:”Minha Mãezinha”,”uma Santa” “estava sempre lado a lado com a comunidade” “não aceitava coisas erradas na comunidade” ”Olhou para nos e conosco” “Veio mora conosco” “Visitava as famílias” “Acompanhava a catequese, e se faltasse a catequese e/ou a celebração ela arrumava um jeito bem discreto de ir tomar um café na casa para saber o motivo da ausência” Acredito que agora temos uma intercessora no céu.

Para concluir acredito que podemos apartir do exemplo de Irmã Gabrielle dizer como Dom Helder, “Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si,quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.”… “É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos,descobri-los e encontrá-los.E, se para encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus,então Missão é partir até os confins do mundo.”

Agradeço a Deus e dou graças aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso salvador e libertador que me considerou digno de confiança e me fez, me tomou para o seu serviço. Sou muito grato à Deus, por Ele ter olhado a esta pessoa de 1.69, mas quis contar com minha pequenez, em tamanho e estatura, pequeno em conhecimento, mas disposto e me coloquei a serviço.

Diácono Luiz Delavor, missionário da diocese de Lins (SP) em Manaus, pelo Projeto Missionário entre o Regionais Norte 1 (Amazonas e Roraima) e o Sul 1 (São Paulo).

Tags

Palavra do Presidente

NOVO ESTATUTO DA CNBB

Facebook

Assine nossa newsletter

Conheça nossos parceiros.