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Dia da Pátria – Grito dos Excluídos

Grito dos Excluídos

Promovido há 19 anos por movimentos sociais ligados à Igreja Católica, o Grito dos Excluídos ganha força nesta edição com a adesão de manifestantes que, desde junho, protestam nas ruas contra a injustiça, a violência e a corrupção, pedindo melhorias na saúde, segurança, transporte, emprego, salário e educação. A mobilização tem seu ápice no Dia da Pátria, em todo Brasil, com destaque à Romaria dos Trabalhadores, no Santuário de Aparecida, onde o grito teve início, em 1995, e de onde se estendeu às outras regiões do Brasil.

O Grito dos excluídos é uma resposta profética e cidadã que, este ano, com o tema “Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular”, dá continuidade à Campanha da Fraternidade de 2013, “Fraternidade e Juventude”. Em 1995, o tema era “Fraternidade e os excluídos”. Dom Luciano Mendes, na época, afirmou que o grito “une o clamor diante das injustiças sociais à afirmação da esperança de se conseguir, de modo eficiente e pacífico, uma ordem social em que todos tenham acesso às condições dignas de vida”.

Por meio de celebrações, romarias, atos públicos, o grito veio resgatar essa data e vislumbrar horizontes de liberdade e aperfeiçoamento da democracia no País. Assim, acrescenta-se às comemorações oficiais do dia da Pátria a manifestação religiosa e cívica pelos direitos de todos os brasileiros, especialmente os pobres.

As pastorais sociais da Igreja católica acabam de realizar a 5ª Semana Social Brasileira, que refletiu sobre o pertinente tema: “por uma reforma do Estado com participação democrática”. Uma profunda reforma política no Brasil pode reparar vícios que fomentam a corrupção, como a promíscua relação entre eleições e interesses de grandes grupos econômicos.

No campo social, o Brasil ainda abriga a contradição de ser a 6ª potência econômica mundial e a 184ª em desigualdade social. Não obstante reconhecidos e significativos avanços, a gritante concentração da renda e da terra, as múltiplas formas de injustiça contra os pequenos, a chaga da corrupção, tudo isso propicia que milhões de pessoas vivam na extrema pobreza, gerando exclusão e violência. A juventude, carente de perspectivas e oportunidades, constitui a faixa etária mais vulnerável e suscetível à violência.

É fundamental que as manifestações transcorram de forma pacífica e representem um grito de esperança para o povo brasileiro. O cristão reconhece, no rosto dos excluídos, o rosto de Cristo e, por isso, participa do sonho de construir uma sociedade democrática, justa, solidária e sustentável, com cidadania, ética e participação.

O Papa Francisco, no dia 7 de setembro, presidirá uma vigília de Oração, na Praça São Pedro, pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. E convida a que nesse dia se promovam oração e jejum pela paz.

Dom Pedro Luiz Stringhini
Bispo diocesano de Mogi das Cruzes

Por Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo diocesano de Mogi das Cruzes e da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

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