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Crianças e Adolescentes encenam trajetória da Via Sacra nas ruas do centro de SP

1959244_623928687684836_8026777405043082161_n_reduzidaDe fato Ele está. Na manhã da última sexta-feira, 11, às 7h, um grupo de jovens saiu da sede da Comunidade Católica Instrumento de Deus, no bairro da Vila Maria, na zona norte, numa van, até a estação do metrô Tucuruvi.  Todos paramentados para encenar a Paixão de Cristo. Estavam lá: Jesus, os soldados romanos e as mulheres. Já dentro do metrô, sob olhares inquietos e alheios dos transeuntes ao que estava acontecendo, os atores anunciaram às centenas de pessoas que os viam pelos vagões, em várias estações, até chegar à Sé, que Jesus é onipresente e está no meio de todos, a todo o momento.

O interprete de Jesus contou à reportagem do site da Arquidiocese de São Paulo que a receptividade dos transeuntes que observavam a encenação da Paixão de Cristo foi de bastante surpresa “Alguns balançaram a cabeça num sinal positivo, como se estivesse dizendo ‘Nossa, que bom a presença de Jesus nesta encenação’. Outros, diante das suas realidades, não aprovaram muito”.

Enquanto isso, em frente ao Pátio do Colégio, um multidão os aguardavam para dar início a Via Sacra da Criança e do Adolescente 2014, promovida pela Pastoral do Menor (Pamen) da Arquidiocese de São Paulo. Todos foram animados com orações e cantos pelos padres Luiz Claudio e Tarcísio Marques, Coordenador do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, que fez uma reflexão sobre a Via Sacra, o sofrimento de Jesus, relacionando com o tema da Campanha da Fraternidade e a preparação para a Semana Santa.

A Via Sacra da Criança e do Adolescente acontece há mais de 22 anos e tem como um dos seus idealizadores Dom Luciano Mendes de Almeida. Também sempre está pautada no contexto da Campanha da Fraternidade, que em 2014 tem como tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou (GL 5,1)”. Diversas crianças e adolescentes seguravam cartazes com frases de denúncia e repúdio ao Tráfico Humano nas suas quatro modalidades: tráfico de crianças e adolescentes; tráfico de órgãos; tráfico para exploração sexual; e tráfico para o trabalho escravo.

Dom Milton Kenan Junior, Bispo Auxiliar de São Paulo, e referencial para as Pastorais Sociais, destacou que quando todos se debruçam sobre a vida da criança e do adolescente, se debruçam, também, na carne de Cristo. “Nessa Via Sacra da Criança e do Adolescente, vamos venerar a presença de Cristo naqueles que são vítimas do Trafico Humano. É neles que Cristo sofre hoje na sua Paixão. A Via Sacra quer despertar a sensibilidade e o compromisso por um mundo onde a vida deixa de ser tratada como mercadoria e é reconhecida como dom de Deus”.

Edson Silva, coordenador Arquidiocesano da Campanha da Fraternidade, acredita que somente quando toda sociedade se unir, será possível conquistar mais políticas públicas para acolher, abrigar e proteger as vítimas do Tráfico Humano. “A Campanha da Fraternidade não acaba na Quaresma. Ela continuará pelo ano todo. Será um tema trabalhado nas nossas pastorais, atividades e reuniões”.

Para Sueli Camargo, Coordenadora da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, a Via Sacra da Criança e do Adolescente nasceu com o “intuito de divulgar, conscientizar e formar o tema da Campanha da Fraternidade”. E disse mais. “Hoje nós estamos nas ruas da cidade de São Paulo pra estar formando e conscientizando quanto à questão do tráfico humano”.

Via Sacra pelas ruas do centro histórico de São Paulo – Já passava das 9h, quando a Via Sacra começou. A primeira estação, ainda em frente ao Pátio do Colégio, teve como título “Quem ama doa! Doe órgãos, salve vidas!”. Jovens da Pastoral do Menor da Região Episcopal Belém trabalharam o “Ver” – Tráfico Humano: “Transplante de órgãos”.

A Via Sacra seguiu pelas ruas do centro histórico de São Paulo. Na Rua XV de Novembro, foi encenada a primeira queda de Jesus, onde crianças da Pastoral do Menor o levantaram, e, inesperadamente, todos foram surpreendidos com o gesto de amor de um morador de rua, que correu em direção a Jesus ajudando-o a levantar-se. A segunda queda ocorreu na Praça do Patriarca.

Ainda na Praça do Patriarca, em frente à Paróquia Santo Antônio, ocorreu a segunda estação, com o título “Diga não a exploração. Não silencie! Denuncie!”. A Pastoral da Mulher Marginalizada trabalhou o “Ver” – Exploração Sexual.

A Praça do Ouvidor, em frente ao Largo São Francisco, foi o local escolhido para a terceira estação, como título “Nosso Grito se ouvirá”. A Pastoral do Migrante trabalhou o “Julgar” – Tráfico Humano e, geral.

Já passava do meio dia quando a Via Sacra chegou à Praça da Sé, e, no Marco Zero da cidade de São Paulo, Jesus caiu pela terceira vez. Lá, Ele foi levantado por um grupo de mulheres.

Os organizadores já estimavam que cerca de 3 mil pessoas acompanhavam a Via Sacra no momento da quarta estação, nas escadarias da Catedral da Sé, a Igreja Mãe de São Paulo. “É para a liberdade que Cristo nos libertou (GL 5,1)”, foi o título da última estação, onde a Rede Marista de Solidariedade trabalhou o “Agir” – Quem crucificamos hoje?

Ao final, abriram-se as enormes portas da Catedral da Sé, e, em seguida, Jesus surgiu ressuscitado. Neste instante, todos festejaram com canto e soltando centenas de balões.

Amanda de Lima, 12, e Helton Flávio, 13, fazem parte do Centro para Crianças e Adolescentes Rodolfo Pirani (CCA), em São Mateus, e, com mais 14 adolescentes, também acordaram cedinho para participar da Via Sacra da Criança e do Adolescente. “Achamos que foi muito bonito. Nós gostamos bastante, pois muitas crianças não têm acesso a esta história, que não pode ser perdida”.

A Via Sacra da Criança e do Adolescente e 2014 conseguiu mostrar o verdadeiro sentido da Semana Santa: a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo.

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Texto e fotos: Site da Arquidiocese de São Paulo

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