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CNBB participa do Encontro de articulação e formação de Projetos com mídias católicas

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Pe. Rafael Vieira: “Saímos do encontro renovados para prosseguir no cumprimento da nossa missão de comunicadores da Igreja no Brasil”. foto Signis/Brasil

Refletir e compartilhar alegrias e esperanças, na busca de melhor atuação no campo da evangelização e da cultura, no contexto em que vivemos de constantes mudanças. Com esse objetivo, aconteceu o Encontro de formação e articulação de Projetos, organizado pela Signis/Brasil e realizado na Casa de Oração das Irmãs Paulinas, em São Paulo, entre os dias 2 e 4 de outubro. O padre Rafael Vieira, da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, esteve presente no  encontro, que reuniu representantes de comunicação de impressos (jornais e revistas), rádios, TVs, cinema, portais e associados da entidade.

O tema central do evento “Como falar com as pessoas hoje”, teve a assessoria de dois especialistas na área de comunicação, mercado e tendências; Sílvio Sato, doutor em Ciência da Comunicação pela ECA-USP e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing,  e José Paulo Hernandes, do Instituto de Pesquisa GALUP, pesquisador na área de mercado e observador da comunicação da Igreja.

Para Hernandes, três aspectos merecem ser destacados. “O primeiro, a união das várias mídias para discutir os problemas em conjunto. Ouvir as tendências, ouvir o que acontece hoje no mundo com a tecnologia da informação, o perfil do consumidor, o perfil do leitor, do ouvinte e da audiência. O segundo, discutir melhores práticas, expor experiências positivas e eventualmente experiências negativas. Com essas exposições e compartilhamento dessas práticas, gera um conhecimento que seja disseminado por todos. Um terceiro, a integração. Se existe um fórum aqui reunido, onde se congrega Rádio, TV, mídia impressa, a gente sabe que o futuro, não a segregação é sim a integração. Portanto essa integração é fundamental, as pessoas de cada área estando em conjunto, consegue formar um modelo inicial de compartilhamento de criação, de produção e disseminação da comunicação”, disse Hernandes.

Já para Sílvio Satto a troca de experiência foi muito rica.  “As perguntas foram muito interessantes, todas em torno de questões que são críticas para os meios de comunicação, relacionadas tanto ao modelo de negócio, como ao modelo comercial, a questão do conteúdo, a questão do global verso local e principalmente a questão da convergência que me parece a questão central, ou seja, como utilizar tantos meios de comunicação, tantas plataformas e redes, de uma maneira que seja coerente e adequada também não somente para o público, mas para o próprio veículo de comunicação?” Essa reflexão do uso da ferramenta de uma forma menos idealizada ou menos distante do contexto do fascínio dos meios de comunicação, das tecnologias é uma questão muito importante hoje em dia. De fato, entender que a tecnologia pode nos ajudar. Talvez esse seja o grande desafio. O assessor ao comentar sobre uma comunicação mais humanizada, uma rede muito mais próxima, recordou o papa Francisco. O papa Francisco, segundo ele, é “um grande modelo de comunicação. Os meios de comunicação também precisam entender disso”.

A MISSÃO DE COMUNICAR – Os grupos de trabalhos aconteceram na parte da tarde por segmentos: impressos, rádios, cinema, TVs e web / portais, nos quais refletiram seus projetos em andamentos e desafios neste tempo de mudança e apresentaram a toda a assembleia. Para as emissoras de rádios o tema central foi a migração do AM para FM com a presença do Engenheiro Eduardo Cappia, já conhecido no meio católico.

Durante o encontro, os participantes tiveram também a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pela Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, que foi apresentado pelo Padre Rafael Vieira.

O assessor, Padre Rafael, encerrou sua participação no encontro agradecendo o convite e avaliou o resultado final dizendo que “esse encontro foi marcante, porque dele nós levamos um grande testemunho, de busca de fazermos as coisas em comum, juntos. Estamos às portas do Sínodo, a Igreja tem a sua natureza sinodal. Fazer sínodo é viver, fazendo as coisas juntos. Então, a Signis também deu uma oportunidade para todos nós estarmos juntos, apresentar projetos e tentar fazer algo em comum. Saímos do encontro renovados para prosseguir no cumprimento da nossa missão de comunicadores da Igreja no Brasil”.

Para a presidente de Signis Brasil, Ir. Helena Corazza, o encontro procurou responder à grande necessidade que os profissionais de comunicação, sobretudo de veículos impressos e de rádio, têm em relação às mudanças culturais e sociais diante da missão de comunicar. A partir daí formulamos o tema ‘Como falar com as pessoas hoje?’.

Ela pontuou também três aspectos que considera positivos. “O primeiro, a possibilidade de refletirmos juntos sobre a realidade das mudanças ocasionadas pelas tecnologias e a consequente mudança de hábitos, o que nos faz repensar nosso modo de comunicar; O segundo, a presença de muitos comunicadores jovens e atuantes em mídias católicas que vão se engajando em projetos conjuntos; O terceiro a possibilidade de pensarmos e compartilharmos projetos conjuntos com mídias católicas. Um encontro desses, acima de tudo, anima e renova as esperança a continuarem na missão, sabendo que não estão sozinhas, mas podem compartilhar seus sonhos e preocupações”, finalizou a presidente da Signis.

Irmã Helena disse ainda que a entrega do troféu Signis Brasil também foi um momento forte de reconhecimento pela missão realizada por diversos veículos católicos.

Para o presidente da RCR, Frei João Carlos Romanini, “o encontro de Signis Brasil, foi extremamente positivo com os propósitos com quem os meios de comunicação estão conversando. Um mundo completamente em mudança: tecnologia, comportamento, conceito, paradigmas em mudança. E o veículo de comunicação católico, o Rádio, por onde nós vamos  abre muitos caminho”, avaliou o assessor, esperando que, os veículos que participaram do encontro voltem pra casa e comecem a refletir.

 

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