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Ceb’s envia carta aos bispos reunidos na 52a. Assembleia Geral da CNBB

Em carta direcionada aos Bispos reunidos em Aparecida para a 52ª Assembleia Geral da CNBB, a Colegiada Estadual da Cebs o Cardeal enviou uma carta recordando, entre os demais assuntos, a experiência eclesiológica das CEBs, forjada a partir do Concílio Vaticano II, das Conferências Episcopais da América Latina e Caribe (CELAN): Medellín, Puebla, Santo Domingo e Aparecida; e da riqueza teológica-pastoral acumulada por esta Conferência, especialmente os Documentos 25 e 92.

Nós, coordenadora(e)s e assessor(a)es da CEBs do Estado de São Paulo, estivemos reunidos nos dias 26 e 27 de abril de 2014, na Paróquia de São Sebastião, na cidade de Rio Grande da Serra, Diocese de Santo André-SP, sob a coordenação da Colegiada Estadual das CEBs, para um dia de formação cujo tema foi: Com Jesus de Nazaré por uma vida digna e a Identidade das CEBs.

Num primeiro momento, assessorada(o)s pelo Teólogo, FERNANDO ALTEMEYER e o PE. FERNANDO DAREN, refletimos sobre o seguimento de Jesus de Nazaré em busca da identidade das CEBs. As falas desses assessores teve com fundamento vários tópicos da Encíclica do PAPA FRANCISCO, Evanleii Gaudium justificando nossa pertence à Igreja de Cristo em missão a serviço do Reino de Deus.

Num segundo momento refletimos dobre do Documento (104) de Estudo da CNBB: Paróquia: Comunidade de comunidades e, humildemente queremos dar nossa contribuição, tendo vista a reelaboção por esta Assembleia do referido documento.

Uma comunidade de comunidades deve levar em conta o que diz o Documento 92 da CNBB sobre as CEBs: “Nas Cartas Paulinas, aparecem diversas referências à igreja que se reúne nas casas (cf. 1Cor 16,19; Rm 16,5; Fl 2; Cl 4,15). Para esses primeiros cristãos, o lar com seu ambiente familiar era a igreja. A partir daqueles lares, surgiram ministérios e estruturas que moldariam a Igreja, através dos séculos. As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) representam, hoje, a continuidade deste mesmo fenômeno, no seio da Igreja. Elas representam uma maneira de ser Igreja, de ser comunidade, de fraternidade, inspirada na mais legítima e antiga tradição eclesial. Teologicamente são, hoje, uma experiência eclesial amadurecida, uma ação do Espírito no horizonte das urgências de nosso tempo.” As CEBs estão inseridas na Eclesiologia da Igreja do Vaticano II, das Conferências Episcopais Latino Americana (Medellín, Puebla, Santo Domingo e Aparecida) e no contexto da reflexão teológica-pastoral da CNBB. Por isso somos uma Igreja povo de Deus e Ministerial na prática cotidiana da comunhão e participação na vida do povo, preferencialmente, os pobres.

Inspirada(o)s por esse jeito originário da Igreja ser (como as comunidades cristãs primitivas do Ato dos Apóstolos) temos em Jesus de Nazaré, com sua prática e pedagogia libertadora, o compromisso de construir o Reino de Deus, reafirmando nossa vocação de leiga(os), numa relação harmoniosa com nossos Padres e Bispos onde ninguém é maior que ninguém, mas todos, nas mais variadas funções de um mesmo Ministérios, estamos a serviço da Missão confiada a nós, os batizados.

Em nossos corações e mentes faz eco mensagem do Bispo de Roma, o Papa Francisco, ao 13º. Intereclesial de CEBs, realizado em Juazeiro do Norte-Ceará, nos dias 07 a 11 de janeiro de 2014 que, entre outras coisas, diz: “Como lembrava o Documento de Aparecida, as CEBs são um instrumento que permite ao povo “chegar a um conhecimento maior da Palavra de Deus, ao compromisso social em nome do Evangelho, ao surgimento de novos serviços leigos e à educação da fé dos adultos” (n.178). E recentemente, dirigindo-me a toda a Igreja, escrevia que as Comunidades de Base “trazem um novo ardor evangelizador e uma capacidade de diálogo com o mundo que renovam a Igreja”, mas, para isso é preciso que elas “não percam o contato com esta realidade muito rica da paróquia local e que se integrem de bom grado na pastoral orgânica da Igreja particular” (Exort. Ap. Evangelii gaudium, 29).”

Ainda conservamos em nós as palavras de nossos Bispos, por ocasião da Mensagem a Povo de Deus Sobre as CEBs (Documento 92), queremos reafirmar: “As Comunidades Eclesiais de Base”, dizíamos em 1982, constituem “em nosso país, uma realidade que expressa um dos traços mais dinâmicos da vida da Igreja (…)” (Comunidades Eclesiais de Base na Igreja do Brasil, CNBB, doc. 25, n. 1). Após a Conferência de Aparecida (2007) e o 12º Intereclesial (Porto Velho-2009), queremos oferecer a todos os nossos irmãos e irmãs uma mensagem de animação, embora breve, para a caminhada de nossas CEBs. Queremos reafirmar que elas continuam sendo um “sinal da vitalidade da Igreja” (RM, n. 51). Os discípulos e as discípulas de Cristo nelas se reúnem para uma atenta escuta da Palavra de Deus, para a busca de relações mais fraternas, para celebrar os mistérios cristãos em sua vida e para assumir o compromisso de transformação da sociedade. Além disso, como afirma Medellín, as comunidades de base são “o primeiro e fundamental núcleo eclesial (…), célula inicial da estrutura eclesial e foco de evangelização e, atualmente, fator primordial da promoção humana (…)” (DMd, n. 15). Por isso, “Como pastores, atentos à vida da Igreja em nossa sociedade, queremos olhá-las com carinho, estar à sua escuta e tentar descobrir através de sua vida, tão intimamente ligada à história do povo no qual elas estão inseridas, o caminho que se abre diante delas para o futuro”. (CNBB, doc. 25, n. 5).

Assim, queremos continuar sendo uma Igreja centrada do seguimento de Jesus Cristo, povo de Deus em marcha, discípula(o)s em missão do Reino; uma Igreja toda ministerial/serviços, tendo como protagonismo vivenciar a democracia em busca da cidadania Eclesial e social dos pobres; uma Igreja com fé, confiança e fidelidade e com jeito de Ser e fazer de Jesus de Nazaré; uma Igreja Sacramento (sinal) do Reino de Deus para os homens e mulheres empobrecidos e marginalizados; uma Igreja que celebra a vida e memória dos seus mártires; uma Igreja ecumênica que convive com a diversidade; uma Igreja com consciência e comprometida com a dimensão ecológica; Uma Igreja Missionária a serviço da Profecia da Justiça no mundo atual.

Assim, iluminados Espirito Santo que inspira o Bispo de Roma (que disse querer uma Igreja pobre e para os pobres) e toda a Igreja, queremos dizer aos nossos Bispos, reunidos da 52ª. Assembleia da CNBB que, ao reelaborar o Documento (104) de Estudo: Paróquia: comunidade de comunidades, tenham conta a experiência eclesiológica das CEBs, forjada a partir do Concílio Vaticano II, das Conferências Episcopais da América Latina e Caribe (CELAN): Medellín, Puebla, Santo Domingo e Aparecida; e da riqueza teológica-pastoral acumulada por esta Conferência, especialmente os Documentos 25 e 92.

Que MARIA, mulher profética e libertadora, escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador/Libertador, interceda junto ao seu Filho e nosso Irmão Maior, Jesus Cristo, para que nosso clamor, enquanto membros das CEBs de todo o Brasil, seja ouvidos pelos nossos Irmãos Bispos reunidos nesta 52ª. Assembleia da CNBB! Fraternalmente,

Rio Grande da Serra, Diocese de Santo André, 27 de abril de 2014.

No dia dos Santos João Paulo II e João XXIII.   A COLEGIADA ESTADUAL DA CEBS DOS ESTADO DE SÃO PAULO

 

Palavra do Presidente

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