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Catequese Pastoral e Missionária

Espero que em nossas paróquias, com suas comunidades, tudo esteja sendo encaminhado para a catequese de inspiração catecumenal para  as crianças e os adultos.

No mês passado terminava meu artigo dizendo da necessidade de compreender, para além da catequese que prepara para a recepção dos Sacramentos da Iniciação Cristã, a realidade de tantos irmãos e irmãs em nossas comunidades que, apesar da boa vontade e disponibilidade na participação na vida da paróquia, carecem de uma verdadeira iniciação cristã, não obstante o fato de já terem recebido os Sacramentos da Iniciação Cristã. Esta preocupação da Igreja não é recente. Podemos dizer que isso se tornou patente nos documentos da Igreja, logo após o Vaticano II. Portanto, há meio século.

Os números 64-66 da Constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a Liturgia, do Concílio Vaticano II, (primeiro documento que foi aprovado no Concílio) determina a restauração do Catecumenato, já com a intenção pastoral, podemos dizer, de se passar de uma pastoral de sacramentalização para uma pastoral de evangelização. O Capitulo IV do RICA (Rito da Iniciação cristã de adultos – anos 1973), vislumbrando já a necessidade de uma catequese de inspiração catecumenal, sugere uso adaptado na catequese e de alguns ritos próprios do RICA para a conversão e amadurecimento na fé dos adultos já batizados. O Beato Paulo VI na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi (1975) n. 44 disse: “Verifica-se que as condições do mundo atual tornam cada vez mais urgente a instrução catequética, sob forma de um catecumenato.” Já na Exortação Apostólica Catechesi Tradendae, sobre o Sínodo da Catequese (1979), São João Paulo II, dizia: “Um solícito pensamento pastoral e missionário…vai pôr fim para aqueles que, embora nascidos em países cristãos, que o mesmo é dizer num ambiente sociologicamente cristão, nunca foram educados na sua fé e são, chegados à idade adulta, verdadeiros catecúmenos.” (CT 44)

A iniciação cristã dos leigos e leigas também esteve presente na Exortação Apostólica pós sinodal de São João Paulo II, Christifideles laici n. 61 (1988): “Uma ajuda pode ser dada… por uma catequese pós batismal, em forma de catecumenato, através de uma ulterior proposta de certos conteúdos do Ritual da Iniciação Cristã dos Adultos, destinados a permitir uma maior compreensão e vivência das imensas e extraordinárias riquezas da responsabilidade do batismo recebido.” Na mesma linha, anos depois, se escreve no Catecismo da Igreja Católica 1231: “ Pela sua própria natureza, o batismo das crianças exige um catecumenato pós batismal. Não se trata somente da necessidade de uma instrução posterior ao batismo mas do desabrochar necessário da graça batismal nos crescimento da pessoa.”

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil de 2015, estudado na Semana Diocesana de Formação de 2015, fala também deste modo ampliado de entender a necessidade da Iniciação cristã. A Igreja como casa da Iniciação cristã é um legado do Documento de Aparecida (2007). O Documento 105 sobre a missão do laicato, estudado na Semana Diocesana de Formação deste ano, também coloca a Iniciação à vida cristã, como elemento básico para a atuação dos leigos e leigas na Igreja e na sociedade.

Neste mês quis apresentar uma coletânea de citações que nos fazem pensar. No próximo mês quero apresentar o que temos de concreto em nossa diocese e o que poderemos pensar em realizar.

Por Edmilson Amador Caetano, O.Cist. Bispo diocesano de Guarulhos, SP.

O texto foi reproduzido no jornal Folha Diocesana e pode ser lido aqui.

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