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Carta de Dom Paulo Cezar Costa aos diocesanos e amigos de São Carlos

Em primeiro lugar, saúdo Dom Airton José dos Santos, nosso metropolita e administrador Apostólico. A ele agradeço todas as forças dedicadas á nossa Igreja de São Carlos e manifesto minha comunhão.

Meus caros Diocesanos de São Carlos,

Ainda não vos conheço, mas um primeiro e grande vínculo já nos une, aquele de irmãos e irmãs no belo e envolvente caminho da Fé. Neste caminho, a Igreja, neste ano da Misericórdia, me pediu algo mais, ser também vosso bispo. Exercer este ministério para vocês, é uma grande responsabilidade, mas o assumo na confiança Naquele que me chamou, o Pastor Bom – Belo e Misericordioso.

Tenho certeza que entro numa Igreja que possui um grande tradição, uma história e uma caminhada. Entro com a disposição de vos conhecer, amar e doar o melhor das minhas forças para que Jesus Cristo possa ai ser mais conhecido, testemunhado e amado. Inicia-se, como dizia papa Francisco, na sacada da Basílica de São Pedro, no dia da sua eleição: “E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo… Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós”. É nesta interação bonita, onde cada um, na missão que lhe é própria, dá o melhor de si, que a Igreja cresce e cumpre com beleza a sua missão de anunciar e testemunhar Jesus Cristo. Vocês já fazem parte das minhas orações, já entraram no meu coração de pastor.

Venho de uma experiência muito rica de 5 anos e 5 meses como bispo auxiliar do amado cardeal Orani João Tempesta, meu pai no episcopado, na grande cidade do Rio de Janeiro. Experiência rica, onde sobre a guia do nosso cardeal, enfrentamos grandes desafios e construímos grandes projetos, desde a Jornada Mundial da Juventude, o Pátio dos Encontros, a animação dos Vicariatos Suburbano e Oeste, a dimensão missionária, o acompanhamento da Nossa Universidade Católica (PUC-Rio), da qual sou professor no Departamento de Teologia, Pastoral da Cultura, Pastoral Universitária, Pastoral da Educação e Escolas Católicas, o acompanhamento da Administração da Arquidiocese, o seminário São José, no qual fui professor, etc. Onde o cardeal Orani J. Tempesta nos permite trabalhar, se doar e fazê-lo com alegria. Por toda essa riqueza, só tenho que agradecer a Deus, ao nosso cardeal, aos meus irmãos bispos auxiliares, aos padres, diáconos, seminaristas e ao bom povo Carioca.

Iniciarei esta nova missão com o desejo de contar com todas as forças vivas desta grande Igreja de São Carlos, presente nos seus diversos municípios: os padres, meus primeiros colaboradores, com os quais contarei totalmente para levarmos adiante a missão Evangelizadora da Igreja; os religiosos e religiosas, diáconos, seminaristas, os leigos (as) que possuem uma missão bonita no anúncio e testemunho de Jesus Cristo. Espero contar e trabalhar construindo uma comunhão rica com todas as forças vivas desta nossa Igreja de São Carlos. Já tinha uma ligação especial com São Carlos Borromeu, pois Dom Orani João Tempesta, me chamou para comunicar da minha nomeação episcopal, pelo papa Bento XVI, na festa de São Carlos, dia 4 de novembro de 2010.

Espero estabelecer com todos os setores da sociedade um diálogo profícuo e respeitoso. Papa Francisco quando visitou o Rio de Janeiro, propôs a Cultura do Encontro. Diz ele: “Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo. O diálogo entre as gerações, o diálogo no povo, porque todos somos povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce, quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais: a cultura popular, a cultura universitária, a cultura juvenil, a cultura artística e a cultura tecnológica, a cultura econômica e a cultura da família, e a cultura da mídia. … É impossível imaginar um futuro para a sociedade, sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que permaneça fechada na pura lógica ou no mero equilíbrio de representação de interesses constituídos”. Creio, na Cultura do Encontro, onde através do diálogo dos diversos atores da vida de uma sociedade se constrói grandes projetos, se resolvem problemas, se edifica o bem comum e todos ganham.

Aos meus irmãos bispos do Regional Sul I, manifesto o meu desejo de trabalhar em comunhão e criar fraternidade episcopal para que através do nosso viver, possamos testemunhar o Cristo que servimos e amamos.

Peço que me esperem numa atitude de profunda oração, pois nela, tocamos o mistério do Amor de Deus. Quero realizar convosco e para vocês unicamente a vontade de Deus. O Senhor, que um dia pediu a Abraão, nosso pai na Fé, que partisse, hoje pede a mim. Partirei do Rio para São Carlos numa dimensão de Fé. Numa atitude de escuta orante e de abertura, conseguiremos realizar o projeto que Deus tem para nossa Igreja e para cada pessoa.

Meu abraço fraterno e Minha benção apostólica,

Dom Paulo Cezar Costa

Palavra do Presidente

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