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Cardeal Odilo preside missa pelos 100 anos do nascimento de Thomas Merton

thomas_mertonUnido a outros países, o Brasil comemorou sábado, 31, o centenário de nascimento de Thomas Merton, monge trapista, escritor, poeta e artista plástico francês radicado nos EUA, onde viveu até sua morte. A data foi marcada com uma missa no Mosteiro de São Bento de São Paulo, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, e concelebrada com abades e representantes das principais comunidades monásticas do País, além da presença de leigos membros da Sociedade Amigos Fraternos de Thomas Merton (SAFTM) e admiradores do Monge.

Autor de mais de 70 livros sobre espiritualidade, com cerca de 40 títulos publicados em português, Merton é considerado um dos grandes místicos do século XX e um grande entusiasta do diálogo inter-religioso. Ele morreu em 1968, após uma conferência na Tailândia.

Na homilia, Dom Odilo ressaltou que a celebração era um momento importante para todos os leigos que bebem da espiritualidade que se irradia dos mosteiros e da vida monástica. “Olhando para a figura histórica de Thomas Merton, vemos alguém que buscou intensamente e que encontrou na vida monástica uma resposta das suas procuras, por onde aproximar-se daquele que o atraía”.

O cardeal também recordou que a missa teve um duplo sentido: “Agradecimento a Deus pela vida de Thomas Merton, e súplica a Deus no Ano da Vida Consagrada, para que o carisma tão antigo, tão rico e importante na vida da Igreja possa continuar a crescer e a florescer”.

Após a celebração, foi inaugurada uma exposição com fotos e desenhos de Merton e o lançamento do livro “Mertonianum 100”, que reúne artigos e depoimentos de autoridades religiosas, leigos e pesquisadores a respeito da vida e obra do Religioso.

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Exposição no Mosteiro de São Bento traz fotos e desenhos de Thomas Merton no centenário de seu nascimento

O organizador do livro, Fernando Paiser, explicou ao O SÃO PAULO que a ideia inicial era produzir uma revista com os artigos de algumas brasileiros que já escreveram sobre Thomas Merton. “A ideia cresceu, convidamos vários acadêmicos, leigos e clérigos para escrever sobre Merton. Quando começamos a receber os artigos, percebemos a quantidade  de pessoas interessadas em escrever e vimos que a revista iria se transformar em um livro”, disse, Paiser, que também é membro da SAFTM e do grupo de leitura partilhada de Thomas Merton em São Paulo, que se reúne todos os meses para refletir e discutir os escritos do Monge.

O evento também contou com uma conferência de Dom Bernardo Bonowitz, abade do Mosteiro Nossa Senhora do Novo Mundo, em Campo Tenente (PR), que tomou como base o livro “Na liberdade da solidão”. “Nesse livro, Thomas Merton usa a ideia de que a solidão  é uma escola da liberdade, que nos  livra do desejo de ser um anjo, um animal, que nos livra da submissão na sociedade e suas normas, que nos permite reconhecer nossa pobreza e a abandonar os grandes projetos que achamos justificar a nossa existência para entrar em uma  relação amorosa com Deus e com o próximo”, explicou.

Fonte: jornal O SÃO PAULO. crédito das fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO.

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