Notícias

Cardeal Dom Raymando Damasceno deixa mensagem de Páscoa aos fiéis

12552726_865250870250780_8016937978242327832_n_siteHoje é Páscoa, o Domingo mais solene e mais festivo do ano para nós cristãos, porque celebramos a Ressurreição do Senhor, o triunfo da vida sobre a morte e o pecado. Este Domingo festivo vai se prolongar, como um “grande domingo”, por cinquenta dias até a solenidade de Pentecostes.

Cada Domingo do ano é como uma pequena páscoa, porque neste dia, celebramos a ressurreição de Jesus Cristo. Por isso, o Domingo, dia do Senhor, é tão importante para nós cristãos.

Na primeira leitura, tirada dos Atos dos Apóstolos, Pedro proclama com coragem a ressurreição de Cristo. Aquele que foi rejeitado por grupos religiosos e políticos e levado a morte de cruz, “Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos” (AT 10, 40-41).

No evangelho, João, diferentemente dos três evangelhos sinóticos, diz que Maria Madalena foi sozinha, de madrugada, ao sepulcro para encontrar um morto, mas encontrou o sepulcro vazio e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Saiu correndo para levar a notícia a Pedro.

Pedro e o outro discípulo foram ao sepulcro. Ambos viram que tudo estava em perfeita ordem: “as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte” (Jo 20, 6-7). Tudo isso era sinal de que Jesus tinha sido libertado da morte. Por isso, “o outro discípulo, o discípulo que Jesus amava, viu e acreditou”. Os dois discípulos voltam para casa. O amor mantém Maria Madalena junto ao sepulcro. Por isso, será a primeira a encontrar-se com o Cristo ressuscitado e será também a primeira mensageira a levar a notícia da ressurreição aos discípulos e, através destes, a boa-nova de Páscoa alcançara o mundo inteiro.
“Nós devemos, também, tornar-nos testemunhas da ressurreição do Senhor no mundo de hoje”.

Os apóstolos chegaram à fé plena na ressurreição após o encontro com o Senhor Ressuscitado e a efusão dos dons do Espírito Santo, em Pentecostes.

Nossa experiência de Jesus ressuscitado não é a mesma da comunidade primitiva. Nossa fé no Cristo ressuscitado se fundamenta no testemunho dos discípulos que se encontraram realmente com Ele, e esse testemunho está contido nos evangelhos. Nós devemos, também, tornar-nos testemunhas da ressurreição do Senhor no mundo de hoje. Talvez nossa fé no Cristo ressuscitado, Deus e homem, é fraca e pouco conseqüente, e por isso, insuficiente para atrair outras pessoas a se tornarem discípulos de Cristo e para transformar o mundo em que vivemos.

Crer no Cristo ressuscitado é começar a viver como ressuscitado, uma vida nova, de luta contra o pecado, contra o mal, e promover uma cultura da vida, do encontro, da solidariedade, da paz.

Proclamamos a presença do Cristo ressuscitado na sua palavra e preparamo-nos, agora, para acolhê-lo vivo e presente em nosso meio, nos sinais do pão e do vinho, convertidos no seu corpo e no seu sangue.

Levando-o em nosso coração, comprometamo-nos, também, a anunciá-lo aos nossos irmãos, como a Virgem Maria, Maria Madalena e os discípulos que, tendo se encontrado com o Senhor Ressuscitado, tornaram-se ardorosos missionários dessa boa nova.

A todos uma Feliz e Santa Páscoa. Aleluia!

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo Metropolitano de Aparecida

 

Tags

Adicionar Comentário

Clique aqui para comentar

Palavra do Presidente

NOVO ESTATUTO DA CNBB

Facebook

Assine nossa newsletter

Conheça nossos parceiros.