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Artigo: Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 – Dom Moacir Silva

dmoacirmens_reduzidoNeste  ano  temos novamente a Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE). O  tema  é   “Casa comum, nossa responsabilidade”  e  o  lema “Quero ver  o  direito  brotar  como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24).

Esta Campanha tem como  objetivo    geral:  “Assegurar  o  direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas  e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”    (Texto-base – TB, p. 11).

O Texto-base (TB) é a grande orientação para a CFE;  ele  segue  o método  ver, julgar e agir.  O  TB  começa examinando a realidade  do  saneamento básico no Brasil (Ver); ele afirma: “o saneamento básico inclui os serviços públicos de abastecimento  de  água,   o  manejo adequado dos esgotos sanitários, das águas pluviais, dos resíduos sólidos, o controle de reservatórios e de agentes transmissores de doenças” (TB, p. 15). Constatou-se que “nos últimos anos, a difusão dos serviços públicos de saneamento  básico  no Brasil apresentou alguns avanços. No  entanto,  a  implantação   desses serviços  tem  ocorrido  de  maneira  bastante   lenta…” (TB, p.17).

O TB chama a atenção para a questão do lixo produzido   diariamente. “A redução da produção de lixo é um dos primeiros objetivos da nossa contribuição ao saneamento básico. Diminuir o volume de lixo é um hábito cada vez mais urgente e o processo começa com as escolhas que cada um faz. Planejar as compras, usar sacolas retornáveis, evitar as embalagens descartáveis, escolher produtos com menos embalagem, comprar produtos não descartáveis, substituir os copos descartáveis, cozinhar somente o que será consumido, dentre outras medidas, evita o desperdício e reduz a geração de resíduos [lixo]” (TB, p.31).

Na   segunda parte (Julgar) o TB parte  de textos da Bíblia. “Os textos bíblicos tratam da relação das pessoas entre si,  isto é,  como tratar uns aos outros de maneira fraterna. Os textos também falam da relação com Deus, isso significa organizar a vida respeitando o bem que Deus quer para nós e para todos. Falam também da relação com a natureza, percebida como dom de Deus,  a  ser  cuidada com gratidão e   respeito…” (TB, p. 39).  O   TB lembra também  que  “a harmonia do ser  humano  com  o  meio ambiente aparece  bastante  na  Bíblia   como símbolo da vida gratificante que Deus planejou para nós…” (TB, p. 42).

Na   terceira  parte (Agir)  o  TB afirma: “nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, o que nos motivará para o encontro e a ação conjunta é a preocupação com o cuidado com   a  Casa Comum, o lugar onde habitamos.  A  Casa Comum é o maior presente que Deus nos deu, por isso, precisamos urgentemente pensar em ações, estratégias e nova formas de nos relacionarmos  com   esse  bem” (TB, p. 53).   “Lembre-se:  o saneamento básico envolve o poder público, mas também cada um e cada uma de nós. É por isso que somos chamados a pensar sobre” (TB, p. 54):

– Como é o uso da água em sua casa?  Ela é usada com cuidado e economia?
– Quais as práticas adotadas em sua casa para um consumo responsável da água? Existe algum hábito que você acredita que poderia mudar?
– Você sabe se o esgoto coletado de sua casa é tratado?
– Você se incomoda e denuncia quando vê um vazamento de água em sua rua?
– Quando você sai de um cômodo iluminado por uma lâmpada tem o costume de apagar a luz?
– Você desperdiça alimento?
– Qual o destino que você dá para aquele óleo de cozinha que não pode ser reutilizado? Deposita diretamente no ralo da pia ou procura acumular para depois reciclar?
– Você tem cuidado com o lixo que produz?
– Separa o lixo orgânico e o lixo reciclável ou eles vão para o mesmo destino?
– Tem preocupação de usar produtos de limpeza biodegradáveis? (TB, p. 54-55).

Veja quantas contribuições podemos dar ao saneamento básico com pequenos gestos, com pequenas práticas ao alcance de todos.

Por fim,  no  Domingo de Ramos, dia 20 de março, teremos, em todas as missas, a Coleta Ecumênica Nacional da   Solidariedade,    nosso  gesto    concreto  para  CFE-2016,  fruto de nossa penitência quaresmal.

Por Dom Moacir Silva, Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto

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