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Arquidiocese de São Paulo recorda 100 anos do genocídio armênio

dsc_7110_foto_luciney_martins_1Missa presidida pelo Cardeal Odilo Scherer contou com presença de lideranças civis e religiosas da comunidade armênia

A comunidade armênia do Brasil se reuniu na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção e São Paulo, na noite desta sexta-feira, 8, para a missa em memória das vítimas do genocídio que exterminou 1 milhão e 500 mil pessoas pelo então Império Otomano, atual Turquia há exatos 100 anos.

A celebração foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer e contou com a presença de diversas autoridades civis e religiosas, entre estes, o bispo primaz da Igreja Apostólica Armênia no Brasil, Nareg Berberian, e o exarca da Igreja Católica de Rito Armênio no Brasil, Dom Vartan Boghossian. Também estiveram presentes representantes de outras denominações cristãs e tradições religiosas. O rito contou com algumas canções em idioma armênio e em portuguê, bem como o evangelho que também foi proclamado nas duas línguas.

Já no início, Dom Odilo salientou que a celebração era um ato oração e sufrágio pelas vítimas, “apresentando-as na fé diante de Deus para que ele olhe por elas e as acolha  e lhes dê o prêmio pela sua coragem e perseverança”.

“Mas esta celebração também quer ser um ato de reparação,  pedindo a Deus perdão por toda forma de violência cometida contra essas vítimas e tantas outras de toda forma de violência do passado e do presente, e quer também uma oração pela paz, pelo respeito, pelo bom entendimento entre os povos, para que, pelo diálogo, as relações de compreensão das culturas, religiões, tendências políticas e ideológicas diversas, que as populações dentro de um país não se dividam, mas procurem somar na busca daquilo que é bom para todos e melhor para a edificação das comunidades”, acrescentou.

No final da missa, o embaixador da Armênia no Brasil, Ashot Galoyan, destacou que o que o dia 12 de abril de 2015 se tornou o ponto circunstancial no percurso centenário do reconhecimento do genocídio armênio. Durante a celebração da missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em sua homilia, o Papa Francisco observou que no século passado a humanidade sofreu três inéditas tragédias em massa, cuja a primeira golpeou o povo armênio e qualificou tal tragédia como o primeiro genocídio do século XX.

“Hoje, tem se tornado uma realidade o fato de os órgãos legislativos estaduais da República Federativa do Brasil acompanhando as exigências públicas, reconhecem o genocídio armênio e estou convicto que não está longe o dia em que o congresso nacional brasileiro, seguindo este exemplo positivo, também reconhecerá o genocídio armênio”, acrescentou o Embaixador.

O bispo primaz da Igreja Apostólica Armênia no Brasil, Nareg Berberian, ressaltou a força e identidade do povo armênio e o orgulho desta nação, considerada a primeira do mundo a ter o cristianismo como religião oficial. “Somos armênios não porque nossos pais eram armênios. Somos armênios porque  temos identidade, uma história milenar, uma rica cultura que herdamos dos nossos antepassados, devemos nos orgulhar por ter São Gregório Iluminador que prosseguiu a missão dos apóstolos e estendeu a fé Cristã na Armênia no século IV”, disse Nareg Berberian.

Fonte: Site da Arquidiocese de SP

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