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REFLEXÃO SOBRE A MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

Ano vai, ano vem e o tempo passa… aliás, somos nós que passamos. Vejo-o em mim mesmo. Não sou saudosista, menos ainda pessimista, pois, ainda,  sinto, percebo e participo, dedicadamente da solução dos problemas, ao meu alcance.
Por isso, digo a mim mesmo: “Carpe-diem”, ou seja, viva bem o dia. Mais “time is money”: o tempo é dinheiro. Sim é, más também saúde, bondade, amor e salvação. É ocasião para introjeção de valores: de renovação, principalmente para aprender a amar e conviver.
Os Papas, nos últimos tempos, aproveitaram sempre a ocasião do ano novo, para descortinar novos horizontes, indicando lacunas existentes, renovando esperanças, propondo verdadeira convivência, lamentando a fragilidade da paz e da justiça internacionais, das gritantes diferenças sociais e das desigualdades entre as nações.
Por isso o Papa Francisco, sinaliza para a necessidade de mudanças.
Sugere, também,  meios, entre outros, os seguintes:
1º Diálogo. O ser humano é um ser relacionado: Eu-tu. Eu me descubro como pessoa, na medida em que me relaciono. Dialogo. O Sujeito se torna pessoa confrontando-se, principalmente, com o outro.
Diante deste, eu chego a tornar-me pessoa. Não basta crescer no tamanho ou na posição social. Isso, pode acontecer, até, automaticamente. É necessário crescer, na subjetividade, na interioridade e na liberdade, no amor e na justiça. É preciso aperfeiçoar nossa introspecção e circunspecção. Não podemos, na imanência, esquecer a transcendência.
2ª Educação. Para mim, esta é o caminho para a realização pessoal. Ela requer ao mesmo tempo, extirpar inteligentemente nossas lacunas, ou quiçá nossas falhas, fazendo crescer tudo o que é positivo em nós, introjetando valores novos, descobertos na convivência. É um processo lento e contínuo, assumido pelo educando, o primeiro responsável por si mesmo, contando, porém com ajuda de outros, mais competentes. Não precisa ser ele um Aristóteles, um Piaget ou Paulo Freire. O processo educacional, não requer apenas, conhecimentos de matemática, química ou geografia, mas principalmente aquisição de valores, a busca de enriquecimento humano: ser mais,  e não apenas, ter mais. Não basta o conhecimento instrumental. Preparar-se para o finito, filosofando melhor (já é algo…). Mas, principalmente, para o encontro com vida e o Absoluto.
3º Trabalho. Este, não é apenas, coisa para escravos, mas para todos. Enobrece. “Do suor do teu rosto, comerás o teu pão” (Gen.3.19). Felizes os que têm saúde e podem trabalhar. Os, que já não o podem mais, invistam em si mesmos. Não desanimem. Nem se diminuam: redescubram-se. Basta analisar, o que se pode constatar e ver nas olimpíadas. Não aparecem belos exemplos? Bem sei eu , e o Papa melhor ainda, que muitos gostariam de trabalhar, mas não conseguem, por falta de oportunidade ou de qualificação.
Deve haver mais investimentos na educação e não na corrupção. Os governos têm culpa nisso.  Precisamos de mais professores: de melhores. Portanto de profissionais, que sejam melhor remunerados. Falta estímulo. Por isso, há os que buscam no exterior, o que deveriam encontrar na Pátria amada, mas nem sempre, bem servida.
Conclusão. Um feliz e abençoado 2022 para todos, sem Civide-19 e outros, sem pandemias.
No entanto, não apenas o desejemos, mas procuremos, nós mesmos, ser mais felizes e íntegros. Mais Patriotas: assumindo-nos e sendo mais solidários.
Cristo foi o melhor exemplo e Maria sua melhor discípula.
Possa então, a mensagem do Papa Francisco, encontrar entre nós ouvintes, mais empatia e ações correspondentes.
E o futuro será então, mais promissor.

Por Dom Carmo João Rhoden, Bispo Emérito de Taubaté (SP)