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A peregrinação dos símbolos da JMJ

  

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Cruz Peregrina e Ícone de Nossa Senhora visitam Vale do Paraíba e Litoral Norte

Faltam poucos meses para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – Rio 2013 – e a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora, presentes do Papa João Paulo II aos jovens, que estarão na JMJ voltaram para o Regional Sul 1. Os símbolos estão no Brasil desde 2011, vindos de Madri, na Espanha, onde ocorreu a última JMJ. Desde então, já percorreram várias diocese do Brasil e de países do cone sul.No último dia 15 de março, os símbolos da JMJ chegaram à Diocese de São José dos Campos, trazidas de Cachoeiro do Itapemirim, no estado do Espírito Santo. Foram 14 horas de viagem até chegarem à Catedral São Pedro. E mais 16 horas na volta para chegar a São José.  A viagem foi feita por padre Thiago Domiciano Dias, assessor do setor juventude, padre Edinei Evaldo Batista, coordenador diocesano de pastoral, e pelos senhores Nelson Ramos e Marcos, que se revezaram para dirigir o caminhão que transportou as caixas. Também participaram da viagem os jovens Giovani Hilário Ramos e Murilo Moraes, representando a juventude da Diocese.
Devido à longa viagem, a chegada aconteceu à meia-noite, na Catedral de São Dimas, que mesmo com o atraso ainda estava repleta de fieis. Após a entrada na Catedral, aconteceu a Santa Missa, celebrada por Padre Silvio César Silva, salesiano e por padre André Torres, responsável pela JMJ no Regional Sul 1. Em seguida, aconteceu uma vigília. No sábado pela manhã,.16 de março, os símbolos partiram para a Peregrinação pela Diocese e passou pelas cidades de Santa Branca e Jacareí, onde foram levados para a Cadeia Pública da Cidade.  

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FUNDAÇÃO CASA – No domingo (17) pela manhã, os símbolos passaram pela Fundação Casa – Unidade Tamoios – que abriga 129 meninos e rapazes, entre 12 a 18 anos. Preparado pela Pastoral do Menor da Diocese de São José dos Campos, o momento contou com o apoio da direção da Unidade, e participação do Grupo SuperAção, Fonte de Água Viva e Comunidade Ide. Representantes da Diocese acompanharam a visita que teve a presença de alguns familiares.  Muitos jovens se aproximaram da Cruz e fizeram suas preces. Mães, pais, irmãos, namoradas também puderam pedir suas Graças aos pés da Cruz.
“Foi um momento inesquecível”, conta a psicóloga Luana Molina, que reconheceu dois jovens que participavam de um programa em que ela trabalhava em escolas de São José. Os meninos também a reconheceram e durante uns minutos conversaram com ela sobre a vontade de ganhar a liberdade e de ter uma vida nova.

No Hip Hop composto pelos próprios meninos e apresentado no meio da visita, eles cantaram: “Queria voltar no tempo pra me libertar, vou carregar a cruz pra Jesus me abençoar… Eu quero, eu posso, eu consigo, com meu coração aberto pra Jesus Cristo… Tem que ter Deus no coração pra poder lutar contra os inimigos que querem me derrubar. Agora eu me expresso de maneira positiva, Jesus está comigo, abençoando minha família, e os meus aliados, que estão aqui. Toca no coração deles para eles sorrirem…”

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BOTE FÉ – Mais de 18 mil jovens estiveram no Bote Fé São José, em São José dos Campos-SP, na tarde de domingo, 17 de março. O evento começou em frente à Igreja Matriz São José, com uma grande concentração.  Em caminhada pelas ruas do centro, os jovens levaram a Cruz Peregrina e o Ícone de Maria até o Parque da Cidade. Muita emoção e gratidão eram os sentimentos de milhares de pessoas que puderam ver e participar deste momento.

No Parque, os símbolos foram recebidos por grupos de jovens da diocese, que fizeram um grande corredor e passaram a Cruz de mão em mão até o palco, onde o bispo diocesano Dom Moacir Silva os recebeu e presidiu a Santa Missa. Crianças, jovens e adultos não se incomodaram com a forte chuva que caiu durante toda a tarde na região e participaram da Missa Campal. Após a celebração, muita música com os DJs Atos 29 e a “canja”  de Alberto Luiz, do hit da internet, “Opa eu vou crismar!”  agitaram a galera. No começo da noite, o público assistiu ao show do Ministério Adoração e Vida. Padre Thiago Domiciano Dias, organizador do Bote Fé, encerrou o evento agradecendo a participação e concedendo a bênção a todos.

Após o Bote Fé, os símbolos partiram para a cidade de Monteiro Lobato e na segunda-feira, 18, seguiram para Paraibuna, onde foram recebidos com danças regionais como a catira, apresentada por alunos da escola estadual.

De volta a São José dos Campos, no dia do padroeiro da cidade, dia 19 de março, os símbolos da JMJ estiveram na Igreja Matriz São José. Patrono da Igreja e padroeiro da Diocese, o dia de São José foi vivido com muita festa e a presença da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora atraiu devotos e jovens à Igreja durante todo o dia.

De manhã, dezenas de padres da Diocese de São José dos Campos atenderam confissões, fazendo um grande mutirão. Mesmo embaixo de chuva, grandes filas se formaram para receber o Sacramento e rezar aos pés dos símbolos da JMJ. Por causa do mau tempo, os padres atenderam dentro da Igreja, marcado para acontecer na Praça em frente à Igreja. Mais de cinco mil pessoas passaram por lá. Várias missas foram celebradas ao longo do dia. Às 19h, Dom Moacir Silva, bispo diocesano de São José dos Campos, presidiu a Missa com a Igreja lotada.

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Depois da última Missa pelo dia do Padroeiro, os símbolos da JMJ foram levados para o Colégio Nossa Senhora Aparecida.  No período da manhã, na quarta-feira, 20 de março, os alunos participaram de momentos de reflexão e festejaram a visita. Os símbolos também foram levados para o Colégio Instituto São José, onde o grupo que se prepara para ir para a JMJ os carregou pelo pátio e na quadra da escola. Mais de 1000 crianças e jovens participaram dessas visitas com muita alegria e empolgação.  “A visita dos símbolos tem sido uma experiência de renovação da fé, convite à conversão, graça e bênção”, relatou Irmã Gisele, cooperadora salesiana, que atua na Pastoral Juvenil do Instituto São José.
Ainda na quarta-feira, 20, partiram para o município de Igaratá-SP onde o povo andou em procissão pelas ruas de toda a cidade e visitou creche, asilo, posto de saúde, prefeitura e a Casa de Assis, um abrigo de moradores de rua, mantido com o apoio da Diocese e da Cáritas Diocesana.
 
Na quinta-feira, 21, foi a vez da Região Sul, a mais populosa da cidade de São José, receber os símbolos. Os símbolos chegaram a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, no Parque Industrial e seguiram para a Paróquia Espírito Santo, onde foi celebrada a Santa Missa e uma tarde de louvor. No começo da noite uma grande multidão levou os símbolos para a Paróquia Coração de Jesus, no Bosque dos Eucaliptos, andando por cerca de um quilômetro pela avenida Andrômeda, uma das mais movimentadas do bairro. Crianças, jovens, adultos e idosos andaram lado a lado e se revezaram levando a Cruz e o ícone de Nossa Senhora. Muita emoção e muita alegria marcaram toda a caminhada.  Mais de 8 mil pessoas participaram da missa, celebrada por todos os padres da região.  Especial também foi a participação do Padre Ernesto Cunha, de 92 anos. Com grande vigor, Padre Ernesto acompanhou a Peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora em diversos momentos no decorrer da semana.
O último dia da Peregrinação é na Paróquia Santuário São Judas Tadeu, no Jardim Paulista. Neste sábado, 23 de março, os símbolos seguem para a Diocese de Caraguatatuba.

A cobertura completa da Peregrinação dos símbolos da JMJ pela Diocese de São José dos Campos foi feita pela Fan Page: www.facebook.com/Diocesenajmj.

A cruz da JMJ – ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, e muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo. A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude, foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço, em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião: “Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção” (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 2004).

Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Desde 1984, a cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e Austrália, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994, a cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do país sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.

O Ícone de Nossa Senhora – Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a cruz da JMJ: o ícone de Nossa Senhora, “Salus Populi Romani”, uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no Ocidente, Santa Maria Maior. “Hoje eu confio a vocês… o ícone de Maria. De agora em diante, ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas” (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003).

Fotos e textos cedidos pela Assessoria Diocesana de Comunicação – Diocese de São José dos Campos

 

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