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Sequestros de religiosos marcam esta Edição: Atualmente, 67% da população mundial vive em países com graves violações da liberdade religiosa e os cristãos são os que mais sofrem perseguição.
A Fundação Pontifícia ACN Brasil (Ajuda à Igreja que Sofre), entidade que apoia projetos da Igreja Católica em mais de 140 países, promove no dia 6 de agosto a sétima edição do Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos. Com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Dia de Oração convida todas as paróquias do país a promoverem e chamar as pessoas a participarem desta corrente em favor dos cristãos que sofrem perseguição religiosa.
Atualmente 67% da população mundial vive em países com graves violações da liberdade religiosa e os cristãos são os que mais sofrem as privações deste direito fundamental. Recentemente, durante o mês de julho, dois casos alertam para a importância do Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos. Uma irmã religiosa da Congregação das Filhas da Ressurreição foi sequestrada por mais de uma semana na República Democrática do Congo (RDC); e um sacerdote católico, no Mali, ficou 22 dias sequestrado. Seja por milícias islâmicas radicais, ou por grupos criminosos, há anos as vidas de cristãos estão em risco.
“Eu estava perdido, e fui encontrado. Eu estava morto, e estou vivo novamente”. Estas foram as palavras de gratidão expressas pelo Padre León Douyon, depois de ter sido libertado em 13 de julho do cativeiro de um grupo de rebeldes, no Mali. Ele foi sequestrado em 21 de junho deste ano junto com quatro de seus paroquianos. Poucas horas após o sequestro, os outros quatro reféns foram libertados, e uma campanha de oração começou dentro e fora do Mali. “Tudo é obra da graça de Deus. Desde aquele dia vocês criaram uma corrente de oração. Cada um de vocês, por meio do Rosário e outras orações, chamou a Deus, nosso libertador”, disse o Padre León em sua mensagem enviada à ACN.
Irmã Francine, sequestrada em 8 de julho na RDC, ficou uma semana sequestrada. A freira está fisicamente ilesa, mas traumatizada. Ela foi raptada enquanto ia ao mercado de Goma. Pouco tempo depois, os sequestradores entraram em contato com representantes da igreja local.
“Infelizmente, estamos descobrindo que sequestros, especialmente de padres e religiosas, tornaram-se uma arma e um meio de pressão em vários países”, disse Regina Lynch, diretora de projetos da ACN-Internacional. Uma trilha de sequestros se estende do Mali à Nigéria, até o Congo e além, disse Lynch: “Muitos padres e religiosas desaparecem por anos. Outros membros da igreja não sobrevivem aos sequestros. Os sequestradores alcançam seu objetivo: aumentar o medo e o terror entre a população. Esta é uma situação preocupante”, finaliza. (Fonte: Vatican News)
Vídeo da campanha do Dia de Oração