Realizou-se, no dia 28 de fevereiro, a 6ª Reunião Ampliada das Equipes Pastorais da Sub-Região Pastoral São Paulo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no auditório da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção – PUC-SP (Av. Nazaré, 993, Ipiranga).

O evento contou com mais de 150 participantes, entre bispos, bispos auxiliares, coordenadores diocesanos, padres, religiosos e leigos, representantes da Arquidiocese de São Paulo e das Dioceses de Campo Limpo, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Santo Amaro, Santo André, Santos, São Miguel Paulista e Osasco. A presidência dos trabalhos coube ao cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, tendo como secretário o Padre Flaviano Schulz, da Diocese de Santo Amaro.

O primeiro tema trabalhado foi “Sinodalidade: Implementação do Documento Final do Sínodo nas Dioceses”. A assessoria coube ao Padre Antônio de Lisboa Lustosa Lopes, do clero da arquidiocese. Mestre e doutor, ele destacou que, em um momento de fragmentação social e existencial, dificuldades da vida on-line, pluralismo cultural e religioso, crise geracional, complexidade pastoral, mobilidade e fluidez, a sinodalidade se apresenta como uma oportunidade e uma necessidade pastoral. O assessor buscou apresentar prioridades práticas a serem adotadas, entre elas: resgatar a experiência sinodal, avivar os Conselhos de Pastoral Paroquial (CPPs), estabelecer uma cultura de escuta, formar o presbitério para o tema, valorizar o protagonismo dos leigos, reconfigurar as paróquias como comunidades missionárias e criar processos permanentes.

Em um segundo momento, foi trabalhada a Campanha da Fraternidade 2026, com o tema “Fraternidade e Moradia”, com assessoria do coordenador da campanha no Regional Sul 1, Cláudio Lima Vieira. Ele destacou a necessidade de viver essa iniciativa da Igreja no Brasil como um momento de Pastoral de Conjunto, integrando todos os agentes em um processo de conscientização e auxílio ao próximo, considerando o próprio lema deste ano: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

Apenas na região, há 1,7 milhão de pessoas vivendo em moradias inadequadas, com 1.359 favelas somente na capital. Cerca de 5 milhões de pessoas vivem com dificuldades decorrentes do custo do aluguel, e mais de 100 mil estão em situação de rua. Essa realidade exige posicionamentos individuais, comunitários e eclesiais, além da cobrança de respostas por parte dos governos, como ressaltou Dom Odilo.

Ambos os momentos de assessoria contaram com espaço para a escuta da assembleia, o que trouxe impressões, comentários e testemunhos concretos de vida eclesial.