Insígnia episcopal entregue durante a 88ª Assembleia Regional sintetiza elementos da espiritualidade de São Paulo Apóstolo e da tradição da Igreja em terras paulistas.

O episcopado paulista, reunido em Indaiatuba, no Mosteiro de Itaici, por ocasião da 88ª Assembleia Regional dos Bispos, recebeu no início do encontro uma cruz peitoral.

A insígnia, utilizada pelos bispos no peito, próxima ao coração, representa o ofício e a dignidade episcopal, lembrando constantemente o portador e os fiéis do mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Encomendada pelo Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e elaborada pelo artista sacro Guto Godoy, a cruz peitoral traz uma síntese imagética da teologia de São Paulo Apóstolo, padroeiro do Estado.

Uma síntese da espiritualidade paulina

Segundo o artista, a forma da insígnia, retirada das tradicionais cruzes do período colonial, recorda as raízes históricas da presença eclesial em terras paulistanas, desde o primeiro esforço de evangelização dos jesuítas.

Na parte frontal, o Cristo crucificado surge como sinal visível da Kénosis do Filho que se doa pela vida do mundo (Fl 2,7; Rm 8,32).

“A essencialidade dos traços e certa incompletude na construção da figura é uma ressonância à afirmação do Apóstolo e um convite a completar na própria carne o que falta às tribulações de Cristo (Cl 2,24)”.

Assim explica Guto Godoy no material explicativo entregue aos bispos durante a Assembleia.

O versículo bíblico “Que o vosso amor cresça cada vez mais” (Fl 1,9) está gravado na cruz como “um sinal da figura do bispo como ponto de unidade na Igreja particular e responsável por promover o crescimento da caridade na grei que lhe foi confiada”.


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