Bispos e lideranças refletiram sobre os caminhos da sinodalidade, ações pastorais e iniciativas evangelizadoras desenvolvidas nas dioceses da Província Eclesiástica de São José do Rio Preto.
Bispos e lideranças da Província Eclesiástica de São José do Rio Preto foram acolhidos pelo arcebispo metropolitano, Dom Antonio Emidio Vilar, SDB, em reunião ampliada com representantes das Dioceses de Barretos, Catanduva, Jales e Votuporanga. Também da Arquidiocese estiveram presentes os coordenadores dos segmentos ligados à Pastoral e aos Presbíteros.
“Hoje, nos reunimos para renovar nossa unidade em Cristo, para que nossas Igrejas Particulares caminhem juntas, inspiradas na Tenda do Encontro. Somos chamados a ser Igreja Sinodal, vivenciando a comunhão, participação e missão evangelizadora”, refletiram os presentes em oração inicial dirigida por agentes da Diocese de Jales.
Dada a aprovação da ata da reunião realizada em 16 de outubro de 2025, documento apresentado pelo Pe. Fábio Dungue, o coordenador de Pastoral da Arquidiocese de São José do Rio Preto, Pe. Luiz Caputo, orientou a programação, tendo a sua primeira parte dedicada a retomar os caminhos, conclusões e encaminhamentos do Sínodo sobre a Sinodalidade.
O Sínodo como processo, não evento
Coube ao Pe. Edvagner Tomaz da Cruz dirigir a etapa de formação da reunião da Província. O reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora da Assunção, da Diocese de Jales, recordou que “a Sinodalidade é uma figura da Igreja e uma forma de ser. Não é uma invenção atual. Todos, pelo Batismo, formamos um só Povo que caminha”.
Sublinhando a dignidade batismal, o presbítero destacou que o Espírito Santo move a uma escuta e a um diálogo. “O Sínodo já não é uma reunião de Cardeais e de alguns bispos, mas uma ação Eclesial”, completou o assessor da formação.
Tempo de profunda intensidade espiritual
Em trânsito, as ações propostas se desenvolverão até 2028: percursos de implementação nas Igrejas Locais e agrupamentos (2025/2026), Assembleias de avaliação nas Dioceses e Conferências Episcopais (2027) e grande Assembleia Eclesial, no Vaticano, para validar os frutos da recepção (2028) são os compromissos futuros.
Ainda sobre a primeira etapa (2025/2026), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em live com a Região Macro Sul, apresentou o cronograma da implementação. “Percebemos que o Sínodo não é um evento, mas um processo”, sublinhou o Pe. Edvagner. “Esse é um caminho sem volta. Não terminou”, completou.
Pistas para a implementação
Formação integral e partilhada, revitalização dos organismos de participação e adoção da “conversação no Espírito”, transparência e prestação de contas, bem como a acolhida e protagonismo laical são algumas luzes destacadas durante a reunião.
“Penso que estamos dentro da proposta”, partilhou o Pe. Luiz Caputo. “No processo sinodal vemos a referência a um processo participativo”, reforçou o bispo diocesano de Jales, Dom José Reginaldo Andrietta.
“Nós precisamos fazer um caminho. Nós temos, sim, que ouvir as várias instâncias. É trabalhar com as mulheres, os jovens. É, humildemente, colocar-se disponível”, concluiu o arcebispo metropolitano de São José do Rio Preto, Dom Antonio Emidio Vilar.
Partilha sinodal
O bispo diocesano de Votuporanga, Dom Moacir Aparecido de Freitas, apresentou as ações do Pilar do Pão. O tema do Congresso Eucarístico Nacional 2027, em Goiânia (“Hóstias vivas, no mundo, para a glória do Pai”), servirá de meta de estudo para encontros futuros.
Acerca do Pilar da Palavra, Dom José Benedito Cardoso, de Catanduva, resgatou as ações já realizadas e a formação dirigida pelo Pe. Wagner Cardoso, da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.
Dom Milton Kenan Junior, bispo de Barretos, apresentou iniciativas relacionadas à Pastoral Presbiteral e ao planejamento para o segmento. Já Dom Antonio Emidio Vilar destacou a necessidade de encaminhar ações colegiadas em vista da formação de seminaristas e partilhou iniciativas ligadas ao Pilar da Missão.
Dom Reginaldo Andrietta sublinhou a estruturação da Comissão Sociotransformadora no Sub-regional. A difusão e formação em Doutrina Social da Igreja foi um dos aspectos destacados, juntamente com o 3º Fórum Social, a ser realizado em 30 de maio, em Jales.
Aspectos pastorais
O Pe. Luiz Caputo destacou a elaboração e a promulgação do Plano de Pastoral da Arquidiocese de São José do Rio Preto. O Projeto Igrejas Irmãs e a elaboração de Diretrizes para Novas Comunidades foram outros pontos da partilha.
As dioceses também apresentaram ações missionárias, assembleias pastorais, congressos vocacionais, planejamento diocesano, atualização de diretórios e iniciativas ligadas à formação do clero e à fraternidade presbiteral.
O Encontro Nacional de Presbíteros, realizado em Aparecida entre os dias 27 de abril e 1º de maio, também foi destacado durante a reunião. “A alegria do sacerdócio foi apresentada como experiência Pascal”, afirmou o Pe. Adão dos Reis, de Votuporanga.
Ordenações diaconais realizadas nas dioceses de Jales, São José do Rio Preto e Catanduva também foram apresentadas como sinais da fecundidade vocacional no Noroeste Paulista.
A reunião ampliada da Província Eclesiástica de São José do Rio Preto foi concluída com almoço na Basílica Menor de Nossa Senhora Aparecida. O próximo encontro com representantes da Província está agendado para 12 de novembro, visando à elaboração da programação de 2027.
Texto: André Botelho – Pascom / Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de São José do Rio Preto







