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Tráfico humano é um problema antigo na Amazônia!

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Irmã Henriqueta: “O tráfico de pessoas é apontado como uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo”

“O tráfico humano representa a escravidão da nossa época, a mercantilização da vida”, declarou a irmã Henriqueta Cavalcante, na ultima mesa de debate do segundo painel amazônico do 1º Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, em Manaus (AM).  A religiosa faz parte da Comissão de Justiça e Paz da CNBB, Regional Norte 2 (Pará e Amapá).

De acordo com a religiosa, o que sustenta essa escravidão moderna é a miséria, a , ganância e a impunidade. É por causa da falta de justiça que este crime clandestino ocorre constantemente.

“O tráfico de pessoas é apontado como uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo”, afirma irmã Henriqueta, ao ressaltar que para região amazônica, a interligação nesse tipo de crime se dá com a exploração sexual e armas.

Além disso, o Brasil é o maior exportador clandestino de mulheres da América, disse a religiosa. O aliciamento ocorre por promessas de emprego, casamento, uma vida melhor e ao chegar ao país de destino, as vítimas se deparam com uma verdadeira escravidão. A falta de perspectiva vida leva essas pessoas a serem aliciadas facilmente.

“De acordo com dados do Ministério da Justiça, houve casos de adolescentes de alguns Estados da região Norte, que estavam sendo explorados em clubes de futebol”, contou a irmã.

Na Amazônia, as rotas de tráfico ocorrem para o Suriname, Guiana Francesa, Venezuela e Bolívia. Agora com uma ponte construída no Oiapoque, Estado do Amapá, com a Guiana Francesa, tem facilitado o tráfico de pessoas. Segundo a religiosa, os grandes projetos para a região como as usinas hidrelétricas facilitam a exploração sexual.

“ Diante da dor humana, é preciso ter garra,coragem, determinação e capacidade de amar até as últimas consequências”, finaliza a religiosa.

E o tema da Campanha da Fraternidade 2014, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, será justamente o Tráfico Humano. “A Campanha da Fraternidade nos provoca a sair desta indiferença, exige de nós uma conversão pessoal e comunitária”, afirmou irmã Rose que também debateu o assunto no encontro.

A religiosa assegurou que a ausência do Estado nessa problemática é quase 100%, mas que é possível reverter essa situação. “Eu penso que será um grande desafio acabar com o tráfico humano, mas acredito que podemos tornar a liberdade uma luta cotidiana a favor da dignidade”, finalizou.

De Manaus, Aritana Aguiar – equipe de comunicação do encontro

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