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‘Temos um sistema judiciário não democrático’ afirma Padre Valdir João Silveira, ao receber Medalha de Acesso à Justiça

Pastoral-Carcerária-640x250Na quinta-feira, 18, o padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, foi um dos condecorados com a Medalha de Acesso à Justiça, conferida pelo Ministério da Justiça. Apresentamos a seguir um texto sobre o evento.

‘Temos um sistema judiciário não democrático’ afirma Padre Valdir João Silveira, ao receber Medalha de Acesso à Justiça

O Padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, foi condecorado na quinta-feira, 18, com a Medalha Nacional de Acesso à Justiça, conferida pelo Ministério da Justiça a 37 autoridades e instituições que se destacaram na promoção, ampliação e democratização do acesso à Justiça.

Criada em 10 de setembro de 2013, a homenagem foi concedida pela primeira vez e terá como nome completo “Medalha de Acesso à Justiça Márcio Thomaz Bastos”, em homenagem ao ex-ministro da Justiça, morto em novembro de 2014, aos 79 anos.

Ao receber a medalha, o Padre destacou que a condecoração é o reconhecimento do trabalho dos mais de 6 mil agentes da Pastoral Carcerária, mas ponderou que o momento também é de denúncia: “temos um sistema judiciário não democrático, que ainda está longe do povo oprimido, do povo que necessita urgentemente da defesa e efetivação de seus direitos. Um judiciário, na realidade, que é herdeiro da Ditadura Civil-Militar que assolou o país por muitos anos. Um judiciário longe do povo, contra o povo pobre, e profundamente corporativista e elitista”, enfatizou.

Padre Valdir reafirmou o compromisso da Pastoral Carcerária em lutar contra a política de encarceramento em massa, que tem como alvo principal a população jovem, pobre, negra e periférica. “A Pastoral não ficará indiferente e continuará a sua luta por um mundo sem prisões. A realidade é trágica: o Brasil encerra 2014 com 711.000 pessoas presas (a terceira maior população carcerária do planeta), que vivem em condições semelhantes às masmorras medievais, sendo 40% presos provisórios, que quando julgados comprova-se que 37% são inocentes. Nas prisões brasileiras há mortes, tortura, ausência de atendimento médico, jurídico e educacional”, detalhou.

Assessoria de comunicação da Pastoral Carcerária Nacional

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