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Na manhã de quinta-feira (13), a Comissão Episcopal Representativa do Regional Sul 1 realizou sua terceira reunião no ano. Esta comissão é composta pelos bispos da Presidência, pelos Presidentes das Sub-Regiões do Estado, e dois representantes deste Regional no Conselho Permanente da CNBB.
Este órgão permanente de reflexão e acompanhamento dos trabalhos pastorais do Regional representa os demais bispos do Conselho Episcopal Regional (CONSER) e está a serviço da evangelização promovida pelas Arqui(dioceses), em consonância com as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, emanadas pela CNBB.
Em sua reunião no mês de maio, o tema principal foi o impacto da pandemia do novo coronavírus sobre as Igrejas Particulares e nos diversos seguimentos da sociedade. E, nesse contexto, a retomada das celebrações presenciais, o cuidado dos doentes e dos mais necessitados. Nessa reunião ficou patente a busca de procedimentos comuns, não obstante as sub-regiões estarem sofrendo com a pandemia de modos distintos.
Desta feita, a reunião dos Bispos da Representativa tratou primordialmente da importância de se resguardar, na Igreja, a unidade fundamental entre os Bispos e as Igrejas Particulares.
É sabido que esta exigência de unidade fundamental não tolhe a liberdade de expressão ou de ação dos membros da Igreja, dentro dos parâmetros bíblicos-doutrinais, quer dos leigos quer dos membros da hierarquia, especialmente diante dos apelos à sinodalidade feitos pelo Papa Francisco. Num período histórico tão conturbado e fragmentado como o atual, a Igreja tem o grande desafio de manter-se unida para o cumprimento de sua missão. Assim ponderaram os membros da Representativa.
A Representativa ainda tratou sobre o “Pacto Pela Vida e Pelo Brasil”, proposta da CNBB juntamente com outras organizações, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns de Direitos Humanos, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O Pacto propõe “o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro e corresponsável, na busca de soluções para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis”.
Este pacto foi proposto e assinado no dia 7 de abril deste ano, no contexto mais acirrado da pandemia, quando se vislumbrava a necessidade premente de cuidados com a saúde, em especial dos brasileiros cuja situação de exclusão prenunciava uma tragédia sanitária.
Mas o texto do lançamento do projeto também incluía a saúde da democracia brasileira, pois conclamava à “harmonia entre os poderes” com base nos “princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988”. O Pacto se faz urgente e necessário para “que não nos roubem a esperança de um futuro melhor”. A CNBB oferecerá mais informações e materiais para as dioceses colocá-lo em prática.
Nesta reunião, houve ainda a partilha de alguns assuntos trazidos pelos bispos presidentes das sub-regiões, de algumas pastorais e notícias do seminário estadual em preparação à 6ª Semana Social Brasileira.
As reuniões da Comissão Episcopal Representativa proporcionam importantes reflexões pastorais para o Regional sul 1 cumprir sua missão evangelizadora diante dos desafios oferecidos pela realidade paulista.