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Regional Sul 1 promove encontro virtual para fortalecer o trabalho da pastoral de conjunto

As pastorais, organismos e movimentos se reuniram virtualmente. O objetivo de reuniões como esta é o conhecimento mútuo das atividades pastorais e o fortalecimento da perspectiva de articulação em conjunto destas atividades no Estado.

Por meio de videoconferência, na manhã do dia 3 de setembro, algumas pastorais que compõem a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora do Regional Sul 1 da CNBB, entre as quais Pastoral Afro, Pastoral Operária (P.O) e Comissão Pastoral da Terra (CPT), tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos.

A reunião foi conduzida pelo padre Walter Merlugo Júnior, secretário executivo da entidade. E destacou a “importância do fortalecimento da Pastoral de Conjunto em nosso Regional e disse ainda que as pastorais sociais, representam bem o Pacto pela Vida e pelo Brasil. Pois as citadas pastorais atuam em defesa da vida, do direito ao trabalho e da terra, assim como na superação de preconceitos e discriminações”, concluiu o secretário.

Vera Lúcia apresentou a Pastoral Afro Brasileira (PAB), no Regional Sul 1, esclarecendo a organização, os objetivos e a caminhada da PAB. A pastoral está presente em 13 dioceses, atua em Conselhos de Direitos, realiza visitas missionárias a Quilombos, e promove encontros, fóruns e seminários paroquias e diocesanos. Também promove dois encontros estaduais por ano e o Congresso Estadual das Entidades Negras Católicas (COEENC). Do ponto de vista da liturgia, incentiva missas inculturadas em diferentes datas e locais, com especial ênfase nos festejos de São Benedito e outras Festas do Catolicismo Popular.

Ainda alertou para o número assustar de óbitos, entre jovens negros e mulheres negras, a maioria em decorrência de assassinatos. Desta maneira vem contribuindo para que negros e brancos conheçam e estimem o Dom de Deus presente na negritude.

Pela Pastoral Operária, Antonia Carrara, falou sobre a articulação da Pastoral Operária do Estado de São Paulo, que nasce na década de 1970 e está a serviço sobretudo da classe trabalhadora urbana, inclusive desempregadas/os, trabalhadoras/es informais, do lar e da economia solidária. A P.O. atua como espaço de reflexão sobre as condições de trabalho e vida, à luz da Palavra de Deus e Documentos da Igreja.

Andrelina Vieira Quinto, além de falar do nascimento, objetivo e desafios da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apresentou o cenário de ação da pastoral no momento atual, o qual inspira muitas preocupações aos trabalhadores e trabalhadoras da terra em suas mais diversas categorias.

A questão do meio ambiente, sobretudo a defesa da água, também se tornou um dos eixos de ação da CPT. A Pastoral da Terra entrou com firmeza na defesa da água como um direito da humanidade e dos demais seres vivos, e se posiciona contra a tentativa de privatizar (hidronegócio) este recurso fundamental para a vida. Em estrita conexão com esse tema, também combate a contaminação dos produtos e das águas originado pelos agrotóxicos. Outra preocupação é referente à ação destrutiva das mineradoras.

Também estiveram presentes nesta reunião outros agentes de pastorais, e após as exposições, houve um momento de perguntas e partilha. Foi quando o coordenador da Pastoral da Educação do Regional Sul 1 da CNBB, o professor, Luiz Antonio de Souza Amaral, apresentou um termo, embasado no sentindo de ansiedade e angústia de educadores e pais nesse tempo de pandemia, contra a abertura, mesmo que gradual, das escolas públicas e particulares, para aulas presenciais. A maioria das lideranças presentes aderiram à carta encaminhada ao Governo do Estado de São Paulo.

 

 

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