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Regional Sul 1 da CNBB abraça a Diocese de Pemba

O que era antes um sonho, tornou-se realidade: a parceria missionária entre o Regional Sul 1 da CNBB e a Diocese de Pemba, situada ao norte de Moçambique. Depois de enviar missionários que assumiram três áreas pastorais em nossa Diocese, o Regional envia visitadores para conhecerem a realidade e aprofundarem este caminho de fraternidade entre as Igrejas irmãs.

Depois de recebermos a visita do Bispo de Jundiaí (SP), Dom Vicente Costa, e dois de seus padres diocesanos, no fim do mês de maio e início de junho, agora, em meados de agosto do ano passado, foi a vez de uma comitiva do Regional liderada pelo Cardeal Dom Odilo Scherer.

Essas visitas são repletas de significado, pois confirmam a comunhão entre as Igrejas Particulares (Dioceses) e revelam a colegialidade da mesma Igreja. Na Igreja, todos somos responsáveis uns pelos outros. Os Bispos, embora estejam numa Diocese, são bispos de toda a Igreja.

As visitas de Dom Vicente e do Cardeal Odilo foram momentos de intensa riqueza para todos nós, especialmente para mim. Poder partilhar, trocar experiências, dar a conhecer a nossa realidade, o nosso povo com a sua religiosidade, suas culturas, línguas, músicas, danças, dificuldades, alegrias e experiências de vida…

A visita dessas duas delegações às nossas comunidades em vários pontos de nossa Diocese encheu de alegria e entusiasmo os cristãos visitados e, com certeza, reforçou a fé e a esperança daqueles que visitaram.

Nossa Igreja é muito jovem e dinâmica, temos apenas 62 anos desde a criação da Diocese. Nossa população é majoritariamente jovem e tem muita sede de aprender, saber, relacionar-se, e crescer.

O trabalho da Igreja é o de evangelizar, o de levar a Boa-Notícia de Jesus. Os missionários e as missionárias, ao entrarem em contato com as várias realidades, aprendem muito e também encontram situações de sofrimentos por causa da extrema pobreza, desnutrição, falta de água, escolas, atendimento médico e medicamentos. Aos poucos vão tentando minimizar o sofrimento do povo com pequenos projetos sociais. Acima de tudo, o povo tem sede de Deus e a nossa presença reforça a convicção de que “Deus não nos abandonou”.

Obrigado Dom Odilo, Dom Vicente e todos os outros visitadores por essa presença amorosa e fecunda. Obrigado por partilharem, dessas Igrejas mais experientes, pessoas e recursos para o nosso mútuo crescimento. Neste Mês Missionário Extraordinário, convocado pelo Papa Francisco, reforcemos nossos laços rezando uns pelos outros. Batizados e enviados.

Todos, tudo e sempre em missão!

Por Dom Luiz Fernando Lisboa, CP, Bispo de Pemba – Moçambique. Artigo publicado na Revista do Regional Sul 1 da CNBB, reproduzido na íntegra pelo site do episcopado paulista

A Missão do Regional Sul 1 na África

O desejo de um projeto no continente africano teve início em 2015, quando o bispo diocesano de Pemba, Moçambique, África, Dom Luiz Fernando Lisboa, cp, fez um apelo aos Bispos do Episcopado Paulista para que as Igrejas do Regional Sul 1 cooperassem com aquela Diocese. Este foi oficializado em junho de 2016, quando, reunidos em Assembleia Regional, os bispos acolheram o pedido de ajuda à Igreja na África. Em abril de 2018, foram dados os primeiros passos com o processo de conscientização missionária, campanhas de ajuda solidária e o envio dos primeiros missionários e missionárias.

Atualmente, tem havido uma reaproximação entre as duas missões (Amazônia e Pemba) e vários projetos comuns estão sendo realizados.

Breve histórico da Diocese de Pemba

Criada em 1957, com uma área de cerca de 82.625 quilômetros quadrados (quase do tamanho de Portugal) e localizada ao norte de Moçambique, a Diocese de Pemba abrange toda a Província de Cabo Delgado, que faz fronteira ao norte com a Tanzânia e ao sul com Nampula.

Moçambique é um dos países mais pobres do continente africano, e a Província de Cabo Delgado é uma das suas regiões mais carentes com uma população de dois milhões, trezentos e quarenta mil habitantes.

Estima-se que 30% da população seja católica, entre 20% e 22% muçulmanos, e quase metade da sociedade local (cerca de 48% a 50%) tenham religiões tradicionais africanas.

Palavra do Presidente

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