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Regional promoveu o Seminário das Pastorais Sociais

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Os participantes posaram para foto no final do seminário

Com o tema “Sociedade e Igreja”, o Fórum das Pastorais Sociais da CNBB Regional Sul 1 promoveu nos dias 31 de julho e 1 e 2 de agosto, no Centro de Formação “Sagrada Família” de São Paulo, o Seminário das Pastorais Sociais, que contou com a participação de Pastorais e Organismos Sociais e coordenadores diocesanos de Pastoral, num total de 45 pessoas. Foi coordenado pelo diácono José Carlos Pascoal, com animação da equipe de coordenação. O evento foi interativo, com os assessores dialogando com a assembleia e motivando o rico debate eclesial e sócio-político.

Na abertura, uma mística com espiritualidade da misericórdia divina e humana motivada pela Igreja no seio da sociedade levou os participantes a refletirem seus papéis como Igreja e como cidadãos. “Há, então, a misericórdia terrena e a celeste, a humana e a divina. A misericórdias humana é aquela que te faz olhar para as misérias dos pobres. A misericórdia divina é a que concede o perdão dos pecados” – São Cesário de Arles, bispo, século VI. Em seguida, foi feita a apresentação do tema e a apresentação dos participantes, falando de maneira sintética sobre os trabalhos das pastorais, organismos e movimentos nas dioceses, paróquias e comunidades, em especial na periferia urbana.

Walter Cecchetti, da Equipe de Coordenação do Fórum apresentou o tema no sábado pela manhã, a partir da frase “A política é o caminho pela qual se constrói a sociedade. A Fé (espiritualidade) é a Luz que ilumina esse caminho. Ir para o caminho sem a luz corre-se o risco de se perder. Ter a luz e não ir para o caminho, nada será construído” – Frei Betto. “O  que debatemos aqui deve ser levado em conta como construção de ideias, de serviço social como Igreja e que seja levado em conta pela CNBB, pois falamos como Igreja no Regional Sul 1. Por isso, devemos ter consciência do papel da Igreja na promoção social dentro da sociedade e do nosso papel de cidadão para defender os nossos direitos, cumprindo nossos deveres”, falou o assessor.

Em vez de o Estado construir uma nova sociedade, é a sociedade que deve construir um novo Estado. O desafio posto à sociedade consiste em pensar um novo referencial de Estado. Ainda continuamos a debater Governo e não Estado”. Comentando o texto de Mt 6,19-24, Walter disse: “Jesus se dirige à sociedade como um todo. É com essa sociedade, com suas virtudes e defeitos, que o Reino de Deus deve ser construído. Não existe outro caminho. Jesus não procurou o caminho do poder. E o seu mandato, dado aos apóstolos, permanece como principal missão legada, por tradição, à Igreja continuadora das obras e ensinamentos de Jesus Cristo.”

Maria Ignez Faria Ferraz, do Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo – CLASP e padre Júlio Lancelotti foram os assessores da tarde do sábado, 1º de agosto. Maria Ignez falou da espiritualidade do agente de Pastoral Social. “É preciso refletir sobre os sofrimentos da sociedade atual: tristeza, vazio interior, isolamento, vida fechada nos próprios interesses, falta de entusiasmo para fazer o bem, comodismo e sentimento de autossuficiência. A complexidade das estruturas sociais, regidas pelas motivações do TER, do consumismo e falta de aproximação com os semelhantes deve ser combatida por pessoas cheias de fé, de misericórdia, de espírito de serviço como Maria, a mãe de Jesus”, completou.

Padre Júlio apresentou testemunhos de seu trabalho sócio pastoral e pistas para os agentes das Pastorais e Movimentos Sociais. “A relação de Igreja e Sociedade muitas vezes vai ser relação de conflito. Achamos que a missão de Jesus não tem conflito, mas é justamente o contrário. O poder quer comandar tudo. O papa Francisco dá testemunho de desprendimento e humildade: ‘Não me deem tecidos para paramentos: eu preciso de tecidos para roupas para os pobres’. Os gestos do papa apontam para a religiosidade popular, da ação do Espírito de baixo para cima, da teologia para os pobres, não como teoria, mas como prática pastoral. Trabalhemos no conceito de serviçal, não de servidor. Sejam pão para os outros, sejam vida para os outros, dom generoso para os outros”, completou o sacerdote.

Foi apresentado na noite do sábado o filme “Irmã Dulce”, motivador para todos os participantes do Seminário das Pastorais Sociais. “O testemunho de vida de Irmã Dulce nos comove e nos dá forças para continuarmos na luta em favor dos pobres e excluídos”, disseram.

Grupos de reflexão foram formados para fomentar os debates em torno do tema “Sociedade e Igreja”. Textos do papa Francisco na Exortação Evangelii Gaudium completaram as pistas para essas reflexões. Os grupos refletiram: “qual o papel social da Igreja na sociedade e como a sociedade está respondendo à essa questão social; como estruturar o Fórum das Pastorais Sociais na diocese e o que se espera do Fórum Regional das Pastorais Sociais como articulador.

O Seminário das Pastorais Sociais do Regional Sul 1 terminou com missa celebrada na Capela Santa Paulina do Centro de Formação Sagrada Família, presidida pelo padre João Júlio de Farias, concelebrada pelo padre Valdir Silvestre, da diocese de Araçatuba, auxiliado pelo diácono Carlos Alberto Barbosa, da Arquidiocese de Campinas, ambos participantes do Seminário.

De São Paulo, Para o site do Regional, diácono José Carlos Pascoal

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