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Pe. Daniel, concede entrevista sobre o webinar “Realidades dos Regionais e atualização em tempos de pandemia”

O Pe. Daniel Luz Rocchetti,  Membro da Sociedade do Apostolado Católico, Palotino, Doutor em Missiologia pela Pontifícia Universidade Urbaniana – Roma, e atualmente Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, foi convidado pelo Conselho Missionário Regional (COMIRE) do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para participar de um webinar  (seminário online em vídeo, gravado ou ao vivo,) na semana passada.

A aula virtual, feita da casa dos seus pais, no interior de São Paulo, e por videoconferência, faz parte de uma série de formação missionária, intitulada Webinar Missiologia realizada pelo COMIRE.

Neste webinar, ele falou sobre o Programa Missionário Nacional (PMN) em resposta aos desafios dos Regionais ante a pandemia do Covid-19.

Conduzida pela Irmã Elisabete Miguel Espinhara do COMIRE (Conselho Missionário Regional) do Sul 1 da CNBB, o evento foi feito na noite do último dia 03 de junho.

Logo após a ‘aula’ literalmente online, Pe. Daniel conversou com a Assessoria do Regional Sul 1.

Na opinião do senhor, como foi a Webinar?
Eu não tive qualquer experiência anterior à esta que ocorreu recentemente, através do convite feito pelo COMIRE Sul1 e a Faculdade João Paulo II (FAJOPA), em Marília. Foi a primeira vez que fiz uma ‘aula’ literalmente online.

Sou já professor há alguns anos, nos seminários diocesanos do Regional Leste1. Frequentemente faço palestras e ministro cursos acerca da Missão e da Reflexão Missiológica. Preguei retiros e atualizações teológicas em dioceses daquele Regional, porém sempre encontros presenciais. Portanto, foi uma muito agradável novidade!

Obviamente o novo assusta e estava ansioso para entender as dinâmicas daquele momento, mas depois que começou, achei a experiência incrível. E senti-me a vontade.

Enfim, o mais interessante era saber que estava sendo acompanhado por tantas pessoas em diversos lugares do país.

A entrevista foi feita de sua casa e por videoconferência?
Na verdade foi uma aula mesmo! Uma aula com introdução, desenvolvimento e conclusão! Usei slides, e fazia os comentários pertinentes… toda ela por videoconferência!

E sim, a aula foi desde a casa dos meus pais, no interior de São Paulo, já que estou por aqui desde quando começou a pandemia.

O tema foi “Realidades dos Regionais e atualização em tempos de pandemia”. Poderia nos resumir em breve palavras esse tema?
Na gestão anterior a mim, na assessoria da Comissão Missionária, foi feito um trabalho minucioso para construir o Programa Missionário Nacional: o assessor e outras pessoas do Conselho Missionário Nacional (COMINA) foram até os regionais, em todo o país e recolheram as opiniões, as sugestões e as dificuldades que tinham, além dos sonhos e planejamentos. Tendo ouvido as “bases” dos COMIRES, o PMN foi elaborado, escrito e apresentado à CNBB e aprovado pelos bispos.

Com o PMN em mãos, aos regionais teriam algumas balizas de trabalho e de atuação missionárias. Mas daí veio a pandemia! E com ela, o ajuste de algumas coisas, o atraso de algumas metas…

Assim, a aula dada levava em consideração aquilo que não gostamos muito: somos feitos de projetos, de planejamentos e quando alguma coisa sai do nosso “controle”, nos sentimos perdidos. Mas e se aquilo que sai de nosso controle fosse acreditado como um convide de Nosso Senhor a fazer algo que mais lhe agrada (já que pensávamos que o plano em si lhe era agradável?). Assim, ao ouvir um novo clamor, um pedido de ajuda mais claro, da parte dos pobres e enfermos, alí escutamos a voz de Nosso Senhor que nos pede para irmos ao seu encontro, neles e servi-Lo… servi-Lo na pessoa dos enfermos.

O senhor falou sobre o Programa Missionário Nacional. Pode explicar um pouco melhor sobre ele?Sim, claro! O PMN é, agora, como se fossem as balizas de direcionamento de nosso trabalho de animação e atuação missionárias. Ele foi apresentado à Assembléia Geral da CNBB em 2019 e aprovado. É um programa que deverá nos iluminar até o ano de 2023.

Foi o COMINA, em comunhão com a CNBB e em sintonia com tantas iniciativas missionárias pelo mundo afora, quem preparou o Programa Missionário Nacional 2019-2023. Ele nasceu a partir da escuta dos regionais, foi organizado por um Grupo de Trabalho, foi iluminado por um Grupo de Especialistas, sempre em um clima de oração, pois é do encontro com Nosso Senhor que nasce o ardor missionário. Assim, estudado, organizado, aprofundado e aprovado naquela Assembleia Geral da CNBB de 2019, ele propõe quatro prioridades de atuação: a formação missionária, a animação missionária, a missão Ad Gentes e o compromisso profético-social. Cada uma destas prioridades tem objetivos claros e também indicações de atividades, de projetos. Por exemplo: o objetivo da prioridade formativa é “proporcionar a experiência do encontro com Jesus Cristo que forma discípulos missionários e fortalece a vida em comunidade, a fim de que o Evangelho seja testemunhado e anunciado no cotidiano da vida pessoal, familiar e social”. E para isso, elenca três projetos: I. Formação dos sujeitos das comunidades eclesiais missionárias; II. Criação de uma equipe de assessores em vários níveis; III. Formação missiológica. No caso da formação, o COMIRE SUL 1, por exemplo, promove um curso de Missiologia a distância. Seria interessante encontrar as informações e retomar os estudos, que acham?

Vale a pena conhecer este documento, que pode ser adquirido junto às Edições CNBB.

Em meio à pandemia da covid 19, como os conselhos missionários vem atuando suas ações? Alguma ação concreta de solidariedade?
A pandemia gerou muitas emoções… bem, na verdade, ela ainda tem gerado muitos sentimentos e emoções: desde situações lindas de solidariedade até mesmo o drama das vítimas e o luto de seus familiares.

Portanto, diante de todo este novo, o COMINA não assumiu compromissos a mais, nesta hora. Ao contrário, pedimos para que os coordenadores dos regionais prorrogassem a aplicação do PMN em vista de uma urgência maior, de solidariedade e cuidado. Assim, incentivamos que os grupos missionários entrassem em contato com seus membros, em todas as instâncias, para demonstra-lhes proximidade, atenção e também, para que se integrassem às atividades institucionais que as igrejas locais acabaram por promover, para ajudar os mais necessitados.

Neste sentido, a CNBB tem promovido a Campanha É tempo de cuidar: vale a pena conhecer! Também, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) lançaram juntas a Campanha: A Amazônia precisa de você, para arrecadar valores em benefício dos povos daquele território. Por sua vez a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), somou forças com estas outras duas instituições e pediu às congregações a possibilidade de enviarem religiosos que atuam na área da saúde, para ajudarem os povos ribeirinhos, indígenas e quilombolas.

Para conhecer mais sobre estas campanhas, envio o link das mesmas:

Campanha É Tempo de Cuidar: www.cnbb.org.br/tempodecuidar

Campanha A Amazônia precisa de você: www.pom.org.br/a-amazonia-precisa-de-voce/

 Há algo mais que gostaria de compartilhar aqui e que não foi perguntado?
Bem, em primeiro lugar eu gostaria de agradecer esta oportunidade de conversarmos um pouco mais.

Depois, agradeço ao COMIRE SUL1 pela oportunidade daquela aula que, espero, tenha ajudado tantas pessoas a refletirem sobre a Missão neste Regional e até onde as redes sociais permitiram chegar.

Enfim, gostaria de recordar que a missão não é um fazer coisas, muitas coisas… Certamente poderá e deverá ser traduzida em atos, porque a fé sem obras é morta, ensina-nos São Tiago. Mas como o Papa Francisco disse em uma das Mensagens para o Dia Mundial Missionário: “Somos uma Missão!” Assim, se somos uma missão, somos convidados a viver a nossa vida de tal forma que os outros nos conheçam e também conheçam Nosso Senhor e o Seu Reino concretizado através de nós… um Reino que não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo (cf. Rm 14,17).

Clique aqui para assistir a videoconferência na íntegra.

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