Com oração e ao som de canções populares, o final da programação do sábado contou com uma caminhada que levou a imagem de Nossa Senhora Aparecida do Centro de Eventos até o Santuário Nacional. A chuva, que caiu suave durante a peregrinação, foi encarada por muitos como um sinal de Deus para regar o solo fecundo do coração das dioceses paulistas.

O segundo dia da 43ª Assembleia das Igrejas Particulares (AIP), celebrado neste sábado, dia 15, foi concluído com um momento mariano de espiritualidade. Os participantes, conduzidos pelo bispo auxiliar de São Carlos, Dom Eduardo Malaspina, peregrinaram do Centro de Eventos Padre Paulo Vítor Coelho de Almeida até o Santuário Nacional, consagrando à Nossa Senhora Aparecida os esforços pastorais do Estado de São Paulo.

“Cada qual tem uma história pra contar. E o coração de cada qual tem um motivo pra rezar. Vem pra pedir, agradecer, ou celebrar. Aí, quem tem fé no infinito sabe onde quer chegar”: a canção do Pe. Zezinho, entoada em coro pelos arcebispos, bispos, padres, religiosos, leigos e leigas na pequena distância percorrida, manifestou a grandiosidade sinodal que motiva a Igreja no atual contexto.

A música rezada expressou o desejo do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de alcançar as Comunidades Eclesiais Missionárias, refletidas na AIP, nas mais variadas realidades pastorais espalhadas no Estado de São Paulo.

Ao som da célebre composição de Renato Teixeira, “pra pedir de romaria e prece, paz nos desaventos”, no final da peregrinação, os pares, cantando a religiosidade popular do povo sertanejo, assumiram o desejo de efetivarem nas dioceses paulistas os compromissos propostos na reflexão da AIP, à luz de uma conversão pastoral, suscitada a partir da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, e sintetizada no texto conhecido como Documento de Aparecida, que em 2022 completou 15 anos.

Na caminhada, e em silêncio, diante da imagem da Padroeira do Brasil, os participantes dirigiram preces para a conversão pessoal, a fim de que, se estabeleça a mudança de estruturas, manifestada na conversão pastoral e no desejo de uma Igreja sinodal em estado permanente de saída, como propõe o Papa Francisco.

A chuva, que caiu suave durante a procissão, foi encarada por muitos como um sinal de Deus para regar o solo fecundo do coração das dioceses paulistas, representadas pelos integrantes da 43ª edição da AIP.

Fotos: Andréa Rodrigues e André Botelho / Comunicação Regional Sul 1