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“Findada as eleições, empossados prefeitos(as) e vereadores(as) chega o momento de acompanhar, fiscalizar as ações dos poderes executivos e legislativos, na esfera dos municípios. Eis uma tarefa primordial para os grupos que compõem a Pastoral de Fé e Política, nas dioceses do nosso Regional SUL I da CNBB”, disse a nota divulgada nesta segunda-feira, 18 de janeiro.
A Pastoral Fé e Política do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou nesta segunda-feira, 18 de janeiro, seu primeiro comunicado deste ano.
Assinam o Comunicado, o Bispo referencial da Pastoral Fé e Política do Regional Su1 da CNBB, Dom Luiz Carlos Dias; o Assessor Eclesiástico, Pe. Antônio Carlos Frizzo e a Coordenadora Estadual, Mônica de Cássia Vieira Lopes
Confira no PDF o documento completo, anexo em PDF, aqui:

COMUNICADO

Exmos. Srs. Cardeais
Exmos. Srs. Arcebispos e Bispos das Arqui (dioceses) do Estado de São Paulo
Revmos. Padres Subsecretários e Coordenadores Diocesanos de Pastoral
Prezados/as coordenadores/as de Organismo, Pastoral e entidade

“É falso o coração dos que tramam o mal;
aos que promovem a paz, acompanha-os a alegria” (Pr 12,20)

Essa declaração de cunho sapiencial, tirada do livro dos Provérbios, abre o parágrafo 256 da encíclica Fratelli Tutti especificamente o parágrafo no qual o Papa Francisco aborda o tema A Injustiça da Guerra.
Sim. Temos plena convicção que estamos no caminho certo, pois fomos, somos e seremos sempre testemunhas da paz, discípulas e discípulos do Mestre. Seremos as eternas testemunhas da bem aventurança: “Feliz aqueles que promovem a paz” (Mt 5,9).
Antes de acenar nossas preocupações pastorais para os próximos meses de 2021, permita-nos realçar duas oportunas lembranças. I) o início de um ano novo. Eis uma ocasião de graça. Sim. O Criador nos oferece mais um tempo determinado para viver de modo intenso os valores, os sonhos, as utopias – somadas aos nossos esforços – na edificação do Reino. Nossas esperanças não coadunam com os sinais de morte que experimentamos diante das perdas de valores, das políticas públicas e das perdas de direitos. Quanta mentira, sarcasmo sobre a vacina, sobre a economia e sobre os direitos humanos fundamentais. II) Nosso segundo aceno, recai sobre a Páscoa do nosso querido e incansável – sempre iluminado – padre Antonio Marchione, padre Ticão. Como nos foi grato conviver com esse homem de Deus, sempre solidário com o grande número de gente desorientada e sem pastor. Amigo dos pobres. Sacerdote sonhador e colaborador incansável na construção da civilização do amor. Um real militante na causa do Reino. Agora, na casa do Pai, nosso padre Ticão, siga intercedendo por nós seus irmãos e irmãs na caminhada.
Terminou a campanha eleitoral, mas tem início a fase de acompanhar os eleitos, as eleitas prefeitas(os), vereadoras(es). Não é de hoje que batemos repetidamente na tecla: voto não tem preço, voto tem consequências.
Findada as eleições, empossados prefeitos(as) e vereadores(as) chega o momento de acompanhar, fiscalizar as ações dos poderes executivos e legislativos, na esfera dos municípios. Eis uma tarefa primordial para os grupos que compõem a Pastoral de Fé e Política, nas dioceses do nosso Regional SUL I da CNBB.
Considerando que a função do vereador consiste em:
1. Fiscalizar as ações governamentais do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais;
2. Propor leis de interesses da cidade, debatê-las e aprová-las;
3. Votar projetos de leis enviados pelo prefeito – representante do poder executivo;
4. Organizar os serviços da Câmara Municipal;
5. Representar os anseios populares para o bem comum
Notamos a urgente necessidade de estarmos próximo dessas esferas de poder – legislativo (Câmara dos Vereadores) e executivo (prefeito municipal). Verificamos um crescente desmonte dos conselhos de direitos – idoso, criança, meio ambiente, direitos humanos, saúde, segurança etc. Governos fazem de tudo para dificultar a participação da sociedade civil na construção das políticas públicas e de uma democracia com alta intensidade. Por outro lado, a maioria dos eleitores e eleitoras não conhecem os meios legais que garantem sua atuação na construção diária da democracia e, por isso, facilmente perdemos ou são retirados nossos direitos essenciais, como vimos acontecer nas reformas trabalhistas e da previdência. Neste contexto torna-se necessária e urgente a presença qualificada e efetiva dos cristãos leigos e leigas, nestes espaços democráticos, para garantir os princípios da democracia, da justiça social e da promoção dos direitos sociais à todas as pessoas que necessitam de políticas públicas.
Acenamos algumas áreas de atuação:
. Contribuir com a formação política dos leigos e leigas que atuam nas pastorais sociais na diocese,
. Sensibilizar e mobilizar os sub-regionais para importância da capacitação das lideranças católicas na atuação como conselheiros (as) de políticas públicas,
. Mapear as lideranças católicas que atuam em conselhos de direitos,
. Capacitar leigos e leigas que atuam como conselheiros (as) de políticas públicas e formar novas lideranças para o campo da política,
. Contribuir para a criação e fortalecimento de escolas de fé e política com a finalidade de qualificar os representantes da Igreja Católica, nesses espaços,
. Atuar, em regime de parceria, em diversas frentes que há anos seguem na defesa e construção de uma democracia sempre mais participativa.
Certos da sua compreensão e ajuda, reiteramos nossos votos de elevada estima e distinta consideração. Até o próximo comunicado.

São Paulo, 18 de janeiro de 2021.

Pastoral Fé e Política do Regional Sul 1 da CNBB

Dom Luiz Carlos Dias
Bispo referencial da Pastoral Fé e Política do Regional Su1 da CNBB

Pe. Antônio Carlos Frizzo
Assessor Eclesiástico da Pastoral Fé e Política do Regional Sul 1 da CNBB

Mônica de Cássia Vieira Lopes
Coordenadora Estadual da Pastoral Fé e Política